Intelectual torna-se a 10ª mulher a ocupar uma cadeira na ABL, assumindo o posto de Nélida Piñon

ABL - Escritora e crítica cultural, a paulista Heloísa Buarque de Hollanda, 83 anos, foi eleita nesta quinta-feira, dia 20 de abril, nova imortal da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira 30, vaga desde a morte da escritora Nélida Piñon, em dezembro de 2022. Heloísa passa a ser a 10ª mulher eleita para a ABL. Essa é a primeira vez que a Academia realiza a votação por urna eletrônica. Ela foi eleita com 34 votos, de 37 possíveis. Dos candidatos, o pintor e escritor Oscar Araripe teve 2 votos e houve um voto em branco. 24 Acadêmicos votaram na urna eletrônica e 13 votaram por carta.
“Esse atual projeto de abertura da Academia me fascina. e isso não é nem o começo. Tem que ter mulher, negro, índio. Porque são excelentes também. Isso é o Brasil, a democracia. Eu estou muito feliz de chegar nesse momento na Academia, com esse projeto de renovação, aos 84 anos”, destacou Heloísa.
A cadeira 30 tem como fundador o contista Pedro Rabelo, como patrono o jornalista e romancista Pardal Mallet, e teve como titulares o advogado Heráclito Graça, o médico Antônio Austregésilo e o ensaísta, filólogo e lexicógrafo Aurélio Buarque, além de Nélida Piñon.
Sobre Heloísa Buarque de Hollanda
Uma das principais vozes do feminismo brasileiro, considerada a maior intelectual pública do país, Heloísa Buarque de Hollanda é formada em Letras Clássicas pela PUC-Rio, com mestrado e doutorado em Literatura Brasileira na UFRJ e pós-doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade de Columbia, em Nova York. É diretora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC-Letras/UFRJ), onde coordena o Laboratório de Tecnologias Sociais, do projeto Universidade das Quebradas, e o Fórum M, espaço aberto para o debate sobre a questão da mulher na universidade.

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