08/04/2023

Proposta para redes sociais visa a reduzir ataques a escolas, diz Secom

 



O texto foi apresentado ao deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do projeto de lei das fake news

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(Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil)
 

Conjur - A proposta do governo federal para responsabilização de plataformas e prevenção de conteúdos ilegais na internet traz medidas para reduzir ataques a escolas e conteúdos prejudiciais a crianças e adolescentes. É o que afirma João Brant, secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

O texto foi apresentado ao deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do projeto de lei das fake news. O governo sugere, entre outros temas, que as redes sociais intensifiquem sua atuação para barrar crimes contra o Estado Democrático de Direito, racismo e violência de gênero.

"A opção do governo foi trabalhar em torno de temas que nos parecem graves e os mais problemáticos no ambiente digital, mas que não gerariam zona cinzenta e processos desequilibrados", disse Brant, em entrevista ao jornal O Globo.


Na sua visão, não há um risco alto de remoção de conteúdo em grande volume por excesso de cautela. "Há no texto dimensões de proteção que fazem com que o usuário possa se defender quando achar que houve uma remoção indevida", explicou.

 
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Pela proposta do governo federal, conteúdos ilegais podem ser removidos, mas suspensões de contas por mais de sete dias dependem de ordem judicial.

"A desinformação que afeta políticas públicas e o governo é grave e persistente, então não podemos ser omissos. É uma estratégia política de uma parte da oposição. Há uma preocupação grande de que o governo possa, ao mesmo tempo, responder, mas não se colocar como o dono da verdade", discorreu o secretário.

Ele e o restante da equipe do governo entendem que há necessidade de nomear algum órgão para supervisionar as obrigações das plataformas. Porém, ainda não há uma proposta pronta: "Nós queremos é discutir o melhor formato, que permita participação de vários setores e dê completa autonomia em relação ao governo".

Ainda de acordo com Brant, a proposta de regulação do governo já engloba um dever de cuidado em relação a crianças e adolescentes, além de uma avaliação de risco sistêmico, para evitar ataques a escolas.

"O projeto, se aprovado, já teria diminuído chances de as redes servirem como propulsão para esse tipo de ação", apontou. "A gente vê muitas vezes as redes promovendo conteúdos de incitação ao suicídio, à automutilação. Não faz sentido que a gente naturalize esse tipo de conteúdo simplesmente porque ele gera algum nível de engajamento".

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