27/05/2023

Governo Lula atende pedido do Psol e suspende venda de armas para o Peru

 



Decisão foi tomada após denúncias de repressão a manifestantes no país vizinho

(Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
 

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247 - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu interromper a venda de armas letais para o Peru em meio ao período de instabilidade política e social enfrentado pelo país vizinho. 

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Segundo a coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, a medida foi confirmada pelo chanceler Mauro Vieira em resposta a um ofício apresentado pela deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), que denunciou o uso de munições brasileiras pelas forças de segurança peruanas para reprimir as manifestações contra a deposição do presidente Pedro Castillo, chamado por ela de "golpista".

Durante uma audiência na Câmara, realizada na quarta-feira (24/5), o chanceler Mauro Vieira afirmou: "Levei isso ao presidente. Não vamos vender mais armas ao Peru. As armas que estão lá foram vendidas há três anos. Nesse momento não há nenhum pedido [do Peru por armas]. Isso foi feito há um tempo, e enquanto a situação perdurar não existirá essa exportação."

A decisão se aplica especificamente ao governo peruano, uma vez que empresas privadas do país ainda podem adquirir armas brasileiras. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, entre janeiro e abril deste ano, foram exportados R$ 1,44 milhão em armas de fogo e munição para o Peru. No ano passado, as vendas totalizaram R$ 6,5 milhões.

Os protestos contra a deposição de Pedro Castillo da presidência do Peru, ocorrida em dezembro do ano passado, resultaram na morte de mais de 50 pessoas. O ex-presidente foi preso após a Suprema Corte do Peru considerar que ele havia tentado praticar um autogolpe.

 
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Atualmente, a presidência do Peru é ocupada por Dina Boluarte, que era a vice na chapa de Castillo. A presidente será intimada pelo Ministério Público a prestar depoimento na próxima quarta-feira (31) como parte de uma investigação sobre sua suposta responsabilidade nas mortes dos manifestantes.

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