16/06/2023

Concessão do Martinelli é a privatização de parte da histórica de SP

 



👎🏼 Concessão do Martinelli é privatização de parte da história de São Paulo


Em mais um ataque aos serviços e bens públicos de São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) entrega nesta sexta-feira (16), às 15h, o Edifício Martinelli para o Banco Tokyo. O contrato de concessão, por 15 anos, foi fechado no valor de R$ 61,3 milhões.

No convite da assinatura do contrato, a São Paulo Urbanismo informa que o "evento" é fechado para "autoridades", na cobertura do Martinelli, com a presença do prefeito Ricardo Nunes, o presidente da SP Urbanismo, Cesar Azevedo, e representantes do banco Tokyo.

Cabe lembrar que o Martinelli, primeiro arranha-ceu da América Latina, abriga em seus 30 andares, secretarias municipais importantes como a de Habitação (Sehab), de Urbanismo e Licenciamento (Smul), das Subprefeituras (SMSUB), além da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab),

Localizado no centro de São Paulo entre as ruas São Bento, Av. São João e a Rua Libero Badaró, as três entradas ao edifício, que foi projetado pelo imigrante italiano Giuseppe Martinelli, em 1924. Inaugurado em 1929, o edifício é parte da história da cidade.

De acordo com Luzia Barbosa, servidora pública na Sehab e dirigente do Sindsep, a concessão do edifício significa um ataque à memória histórica da cidade.

"(...) São muitas lendas relatadas nas visitas agendadas, que pararam durante a pandemia. O Martinelli abrigou eventos importantes, foi cenário da gravação de novelas e filmes, além de estar incluído na visitação sobre a memória do Centro de São Paulo. A partir de seu terraço a gente avista a Catedral da Sé, Praça da Sé, Pateo do Colégio, Largo e Mosteiro de São Bento, Vale do Anhangabaú, Teatro Municipal, Edifício dos Correios, Viaduto do Chá, Viaduto Santa Ifigênia, Edifício Matarazzo e a sede da prefeitura. Provavelmente agora passará a ser cobrado, como ocorreu no prédio Banespinha, atual Farol Santander. Então, quem perde é a população no geral, o acesso ao bem público", acrescentou a coordenadora da Região Centro Sindsep, Luzia Barbosa.

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