04/06/2023

Emir Sader: “A imprensa tradicional faz uma guerra de desgaste contra o Lula”

 



“Qualquer coisa que afete o Lula eles multiplicam”, enfatiza o sociólogo

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Felipe L. Gonçalves/Brasil247)
 

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247 - O sociólogo Emir Sader, em entrevista ao programa Brasil Agora, da TV 247, a mídia usou o encontro de Lula com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o restabelecimento das relações com a Venezuela, para desgastar o governo.

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“A imprensa tradicional faz uma guerra de desgaste contra o Lula. Qualquer coisa que afete o Lula eles multiplicam. Parecia que a reunião não era de 11 presidentes sul-americanos, mas uma reunião com Maduro. Totalmente desproporcional”, analisou.

Ele lembrou que a imprensa ignorou as críticas de Lula a Maduro e a ideia de reeleição permanente. “O Lula tem uma postura de observação em relação à Nicarágua e a Venezuela e essa ideia de reeleição permanente. Existe uma certa distância, mas o Lula é uma pessoa de muito caráter e vê o massacre que se faz contra a Venezuela”, disse.

Sobre a crise junto ao Congresso Nacional, Emir Sader avaliou que o governo Lula está passando por uma situação difícil politicamente e o PT precisa promover um amplo debate para enfrentar a direita que tem maioria no Congresso.

“Lula recebeu duas heranças pesadas: o presidente do Banco Central liberal e uma maioria conservadora no Congresso que dá um poder ao líder do centrão muito forte”, destacou. “Eles negociam tudo. Eu não sou catástrofista, mas a verdade é que foi ruim para o governo e consolidou a maioria direitista, dando mais força para o líder nas negociações futuras, como a reforma tributária”, considera.

 
00:15/03:18"EU FUI AGENTE DELES, EU SEI OS MÉTODOS QUE A LAVA JATO USOU" | Cortes 247
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Para ele, depois da situação trágica do 8 de janeiro, essa é a situação mais instável para o governo.

“O PT devia refletir mais e convocar intelectualidade, debater com a militância porque é uma situação de impasse relativa.

O maior sucesso do governo é o Haddad que foi extraordinário, ganhou um consenso enorme que foi reproduzido pela mídia reiteradamente. Esse é o elemento mais forte do governo”, aponta.

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