Sem provas, um magistrado sugeriu que o presidente colabora para o aumento de furto de celulares ao decretar a prisão preventiva de um homem acusado de ter cometido a ilegalidade

247 - A Advocacia-Geral da União (AGU), comandada por Jorge Messias, entrará com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz José Gilberto Alves Braga Júnior, da comarca do município de Jales (SP), por abuso de direito. A informação foi publicada nesta segunda-feira (24) pela coluna de Mônica Bergamo.
O magistrado sugeriu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colabora para o aumento de furto de celulares ao decretar a prisão preventiva de um homem acusado de ter cometido a ilegalidade. O réu frequentava uma lanchonete numa cidade próxima a Jales quando foi preso após a dona do estabelecimento acusá-lo de furtar um aparelho. De acordo com os relatos, o homem estaria alcoolizado.
"Talvez o furto de um celular tenha se tornado prática corriqueira na capital, até porque relativizada essa conduta por quem exerce o cargo atual de presidente da República, mas para quem vive nesta comarca, crime é crime, e não se pode considerar como normal e aceitável a conduta de alguém que subtrai o que pertence a outrem", afirmou Braga Júnior.
A menção a Lula se refere a uma notícia falsa divulgada nas eleições de 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) reproduziu a informação durante a convenção nacional de seu partido. "Esse mesmo cara [Lula] que defende o roubo de celulares como um direito do bandido roubar pra tomar uma cerveja", disse o então mandatário.

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