10/07/2023

‘Apoiar candidatura de Boulos em 2024 em São Paulo é o caminho da derrota’, diz Jilmar Tatto

 



Apoio do PT ao deputado Guilherme Boulos (Psol), em São Paulo, está longe de ser consensual. Diretório Nacional deve fazer uma reunião em agosto para tirar uma resolução a respeito

Jilmar Tatto e Guilherme Boulos
Jilmar Tatto e Guilherme Boulos (Foto: Reprodução | Felipe Gonçalves/Brasil 247)
 

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Eduardo Maretti, da RBA - Muita água vai passar por baixo da ponte antes de alguma definição sobre a posição do PT nas eleições municipais da maior capital do país em 2024. Um eventual apoio do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao deputado Federal Guilherme Boulos (Psol), em São Paulo, está longe de ser consensual.

Alas do PT nacional, como a da deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), vêm sustentando que um acordo foi selado no processo eleitoral de 2022, quando Boulos desistiu de concorrer ao governo paulista em troca de ter o apoio petista em 2024 para a prefeitura. Mas outros setores do partido, vinculados a bases da capital paulista ou outros diretórios estaduais, como do Rio, dizem que não há acordo sobre isso e não há definição.

Essa ala defende que o PT precisa ter candidato não apenas para eleger o maior número de vereadores possível. Mas, também, porque seria grande o risco de o prefeito Ricardo Nunes (MDB), aliado à extrema direita bolsonarista, conseguir se reeleger contra um candidato marcadamente à esquerda, como Boulos. Lula e Fernando Haddad (candidato ao governo estadual) venceram na capital em 2022.

O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) – nomeado secretário de Comunicação Social da Câmara dos Deputados pelo presidente Arthur Lira (PP-AL), no final de março – representa a posição deste segundo grupo. “Acho um erro apoiar uma candidatura do Psol na cidade de São Paulo”, diz.

O PT vem fazendo reuniões quinzenais no âmbito de um grupo de trabalho eleitoral (GTE) para discutir o tema. Nesta segunda-feira (10), é realizado o segundo encontro da série. O Diretório Nacional deve fazer uma reunião em agosto para tirar uma resolução a respeito. Enquanto isso, “não há decisão nenhuma”, esclarece Tatto, em entrevista à RBA.

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