Programa lançado por Lula e Fernando Haddad vem alcançando resultados e abre espaço para a retomada do consumo

247 – O programa governamental Desenrola Brasil alcançou um feito significativo, conseguindo limpar o nome de mais de 2 milhões de consumidores em apenas cinco dias, de acordo com informações divulgadas pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) neste sábado (22) e reportadas por Cristiane Gercina, na Folha de S. Paulo. Durante esse curto período, os bancos renegociaram mais de R$ 500 milhões em dívidas. O programa, que entrou em vigor na segunda-feira (17), destina-se aos cidadãos com renda mensal entre R$ 2.640 e R$ 20 mil, que possuem dívidas negativadas entre 2019 e 31 de dezembro de 2022. Com prazo mínimo de pagamento estabelecido em 12 meses, as instituições financeiras oferecem descontos de até 96% no valor dos débitos, com dívidas inferiores a R$ 100 sendo automaticamente retiradas dos registros de inadimplentes.
A iniciativa do Desenrola Brasil, que tem como principal objetivo renegociar as dívidas dos brasileiros, vem possibilitando que os cidadãos regularizem sua situação financeira e voltem a ter acesso ao crédito. Contudo, especialistas alertam para a necessidade de cautela nas negociações, uma vez que, se as parcelas acordadas não forem pagas, o consumidor corre o risco de ter seu nome negativado novamente. O programa tem sido amplamente aderido por instituições de crédito em todo o país, com condições variadas conforme cada banco, abrangendo até mesmo dívidas de cartões de loja. Por exemplo, na Caixa Econômica Federal, é concedido um prazo de até 120 meses para quitação das dívidas. A expectativa do governo é que o programa beneficie cerca de 30 milhões de pessoas, com a possibilidade de renegociação de aproximadamente R$ 50 bilhões em dívidas.
É importante ressaltar que o Desenrola Brasil contempla, nessa fase inicial, apenas negociações de dívidas bancárias, não permitindo a renegociação de outros débitos, como contas de água, luz e serviços, bem como carnês de lojas. A faixa 1, que deverá entrar em vigor a partir de setembro, será destinada a quem possui renda mensal de até R$ 2.640 ou está inscrito no CadÚnico e teve a dívida negativada entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022. Nesta fase, será possível renegociar dívidas de até R$ 5.000, com algumas exceções específicas. O pagamento poderá ser feito à vista ou parcelado em até 60 meses, com parcelas superiores a R$ 50 e taxa de juros de, no máximo, 1,99% ao mês. O governo espera beneficiar aproximadamente 30 milhões de pessoas nesta fase, buscando a renegociação de R$ 50 bilhões em dívidas.
.webp)
Nenhum comentário:
Postar um comentário