26/07/2023

R$ 12 não dá!: trabalhadores da saúde do estado de SP farão atos por reajuste no auxílio-refeição

 



Atos serão realizados na capital de São Paulo e cidades do litoral e interior do estado,

nesta quarta-feira (26). Categoria reivindica vale-refeição de R$ 43, enquanto governo paga apenas R$ 12 



 

da  CUT


 SINDSAÚDE-SP

notice

 


Você consegue almoçar com R$12? É essa a pergunta que as trabalhadoras e os 

trabalhadores da saúde, vinculados ao governo do estado de São Paulo, farão ao 

governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e seu secretariado durante os atos 

que serão realizados em todas as regiões do estado de São Paulo, nesta quarta-feira (26). 

Veja os locais abaixo.


Os trabalhadores lutam por um vale que garanta uma refeição saudável e reivindicam o 

reajuste do atual valor de R$ 12  para R$ 43,27, que se refere ao preço médio da refeição, 

com base na pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao 

Trabalhador (ABBT).


Auxílio-refeição


Atualmente é pago o valor de R$ 12 como auxílio-refeição, que é o mesmo desde 2018, 

quando houve a publicação do Decreto 63.139 (última vez que foi concedido reajuste), mas ainda insuficiente para custear uma refeição.


Para se ter ideia de como esse valor está tão desatualizado, na região do quarteirão da saúde

 na capital paulista, com esses R$ 12 só é possível comprar um pão com ovo e um cafezinho.


Os profissionais avaliam que o auxílio-refeição, que ficou conhecido como vale-coxinha, 

virou "vale-jujuba", pois dependendo a região do estado ou até mesmo mudando de bairro na capital, não é possível sequer comprar uma coxinha.


Mobilizações


Esse movimento, organizado pelo SindSaúde-SP, faz parte da Campanha Salarial 2023 

e será o quinto dia de mobilização da saúde. Até o momento, houve a adesão de mais 

de 3,5 mil trabalhadores(as) em todo o estado em atos realizados às quartas-feiras 

(28 de junho, 5, 12 e 19 de julho).


Na última atividade, os profissionais pararam o trânsito da avenida paulista e 

seguiram em marcha, carregando um bandeirão de 34 metros até a Secretaria de Estado da Saúde 

como forma de chamar a atenção da sociedade.


Os trabalhadores seguirão nessa toada de protestos e, se necessário, entrarão em greve, 

até que o Governo de Estado de São Paulo abra um canal de negociação efetivo com a categoria.


Outras reivindicações


O SindSaúde-SP, cobra que o governo aplique a recomposição salarial de 50%, 

percentual que referente à perda inflacionária dos últimos 10 anos. O índice também 

é o mesmo que foi concedido ao governador Tarcísio de Freitas, ao vice-governador 

e aos secretários de estado.


A categoria avalia que aplicá-lo “é mais do que justo”, para recompor o poder de 

compra daqueles que colocaram suas próprias vidas e de suas famílias em risco 

durante a crise sanitária da Covid-19, e que dedicam toda a trajetória profissional 

ao cuidado do próximo e a salvar vidas. Além disso, os profissionais exigem a 

aplicação do piso da enfermagem; abertura de concursos públicos; 

entre outras pautas.


Onde terá atos


Na capital, a partir das 10h, os profissionais que atuam na cidade de São Paulo

 e região metropolitana, farão um ato performático em frente à Secretaria da 

Fazenda e Planejamento (na avenida Rangel Pestana, 300, Sé). No local será servida 

uma mesa para convidar o governador e seu secretariado a dividir um almoço que

 custe R$ 12 com os profissionais da saúde.


No litoral e interior, os atos serão nos principais equipamentos de saúde das regiões. 

Já estão confirmados os atos em frente aos:


Hospital Guilherme Álvaro (rua Oswaldo Cruz, 197, Boqueirão - Santos),às 10h, 

onde os trabalhadores  estarão ornamentados com tiaras que simbolizam um copinho 

de guaraná e uma salada com uma folha de alface e uma fatia de tomate ou 

um ovo frito, para simbolizar o que é possível comer com o valor pago pelo 

governo estadual;


- Hospital Regional de Assis (Praça Dr. Symphronio Alves dos Santos, Centro – Assis), 

das 9h às 12h;


Ambulatório do HC Campus (R. Ten. Catão Roxo, 3.366 - Vila Monte Alegre - 

Ribeirão Preto, às 10h;


- Conjunto Hospitalar de Sorocaba (Avenida Comendador Pereira Ignacio, 564, 

Lageado – Sorocaba, às 10h;

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