Ministro da Fazenda adota postura cautelosa sobre os aspectos da reforma tributária que teriam maior efeito sobre o combate à desigualdade no Brasil

247 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou, em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, que a reforma do imposto sobre a renda enfrentará resistência de setores que antes a elogiavam. Ele destacou a importância de divulgar os dados para mostrar a necessidade de mexer na tributação da renda e do patrimônio. Haddad questionou como um país com tanta desigualdade isenta o 1% mais rico da população do pagamento de impostos e mencionou distorções no sistema tributário que beneficiam empresas. Ele afirmou que a segunda etapa da reforma será discutida com cautela e que a taxação de lucros e dividendos será debatida considerando seus impactos.
Haddad comparou a primeira etapa da reforma à conquista do Plano Real durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, destacando seu papel no controle da inflação. Ele reconheceu o desafio fiscal enfrentado pelo governo, citando a necessidade de arrecadação extra para zerar o déficit público em 2024. O ministro afirmou que o objetivo é corrigir distorções no sistema tributário e promover a republicanização do Estado brasileiro. Quanto à taxação de lucros e dividendos, ele ressaltou a importância de um debate cauteloso, considerando os impactos no imposto de renda das pessoas jurídicas.
Haddad também abordou a relação entre a classe dominante e a classe dirigente no Brasil, destacando a resistência da primeira quando há alternância de poder. Ele enfatizou a importância de uma classe dirigente plural, capaz de enxergar os interesses da sociedade como um todo. O ministro ressaltou a necessidade de superar essa tensão e buscar uma sociedade mais equilibrada. Ao abordar as expectativas do mercado em relação ao déficit zero, Haddad mencionou projeções divergentes, mas reiterou o compromisso em corrigir distorções no sistema tributário, evitando cortes de investimentos e aumentos de impostos.
No contexto da reforma tributária, Haddad reafirmou o compromisso em divulgar dados que justifiquem a necessidade de mexer na tributação da renda e do patrimônio. Ele destacou a importância de corrigir distorções no sistema tributário, como a isenção de impostos para os mais ricos, e promover a republicanização do Estado brasileiro. Quanto à segunda etapa da reforma, Haddad enfatizou a cautela nas discussões, especialmente em relação à taxação de lucros e dividendos, considerando seus impactos. Ele reconheceu o desafio fiscal enfrentado pelo governo e a necessidade de arrecadação adicional para zerar o déficit público, mas reiterou o compromisso em buscar soluções equilibradas e evitar cortes de investimentos.

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