Um Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) vai trabalhar com três promotores do MP-SP

247 - O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) vai pedir ao procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Sarrubbo, a nomeação de um grupo especial com o objetivo de apurar suposta ocorrência de chacina na megaoperação de forças de segurança paulistas na Baixada Santista, que deixou ao menos dez mortos desde a última quinta-feira (27). Representantes do conselho viajaram para o Guarujá na manhã desta segunda-feira (31). "Está um clima de terror", afirmou o presidente do Condepe, Dimitri Sales, em entrevista à coluna de Mônica Bergamo.
De acordo com o dirigente, o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) vai trabalhar com três promotores do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que vai instaurar um procedimento para analisar a legalidade das ações da Operação Escudo.
O Condepe está recebendo denúncias de tortura e maus-tratos contra moradores da região do Guarujá. O MP-SP vai receber um material com vídeos, fotografias e áudios dos supostos episódios. A ação policial foi uma resposta à morte de um soldado da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, força de elite da PM paulista) em Guarujá na quinta (27).
A chacina pode aumentar para 19 mortos. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que, pelas informações iniciais, a operação policial foi desproporcional.

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