Editorial deixa claro que o jornal não fará autocrítica por ter defendido a quebra da ordem democrática no Brasil

247 – O jornal Estado de S. Paulo publicou um editorial nesta terça-feira 29, em que defende o golpe de estado de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff, que foi afastada da presidência da República sem crime de responsabilidade. O objetivo dos golpistas era promover um choque neoliberal na economia brasileira e facilitar o saque de riquezas estatais.
"O presidente Lula acha que o Brasil deve desculpas e reparações a Dilma Rousseff", escreve o editorialista. "No processo de impeachment de Dilma Rousseff, não houve nenhum golpe", acrescenta o jornal, acusando ainda o presidente Lula de "pedalada moral".
Tal editorial deixa claro que o jornal não fará autocrítica por ter defendido a quebra da ordem democrática no Brasil. Entretanto, o Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou um projeto de resolução no Congresso Nacional pedindo a anulação de todas as decisões relacionadas ao golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016. O documento solicita a revogação tanto da decisão do Senado quanto das sessões da Câmara que aprovaram a derrubada de Dilma. Embora o PT não busque a restauração do mandato de Dilma, o partido chama o ato de uma "reparação histórica".
“Por óbvio, não se poderá retornar ao passado e reconstituir um mandato já violentado pelo estratagema político e pelo tempo. Todavia, torna-se um dever do Congresso Nacional, compromissado com a memória nacional e não apegado aos seus eventuais erros, promover reparação histórica quanto à retirada furtiva e desarrazoada do mandato presidencial de Dilma Vana Rousseff”, diz o documento.
Em uma viagem a Angola, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia expressado seu desejo de fazer uma reparação à ex-presidente. O projeto cita a decisão do TRF-1 deste mês, que inocenta Dilma no caso das “pedaladas fiscais”.

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