26/08/2023

Manifestantes sul-coreanos pedem ação do governo sobre a água de Fukushima

 



O Japão começou na quinta-feira a despejar no mar a água da central nuclear de Fukushima, a norte de Tóquio, apesar das objeções internas e externas

Protesto contra a descarga de água radioativa tratada da usina nuclear japonesa destruída de Fukushima 26/08/2023
Protesto contra a descarga de água radioativa tratada da usina nuclear japonesa destruída de Fukushima 26/08/2023 (Foto: REUTERS/Kim Hong-Ji)
 

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SEUL (Reuters) - Manifestantes reuniram-se na capital da Coreia do Sul neste sábado exigindo que o governo tome medidas para evitar o que temem ser um desastre iminente diante da liberação  de água radioativa tratada de uma usina nuclear destruída no Japão.

O Japão começou na quinta-feira a despejar no mar a água da central nuclear de Fukushima, a norte de Tóquio, apesar das objeções internas e externas de comunidades pesqueiras e de outras pessoas preocupadas com o impacto ambiental.

“Não veremos imediatamente desastres como a detecção de materiais radioativos em frutos do mar, mas parece inevitável que essa descarga represente um risco para a indústria pesqueira local e o governo precisa encontrar soluções”, disse Choi Kyoungsook, do grupo Korea Radiation Watch, responsável pela organização do protesto.

Cerca de 30 mil pessoas aderiram à manifestação, informou a emissora KBS, citando os organizadores. O Japão e organizações científicas dizem que a água é segura.

A concessionária responsável pela usina, Tokyo Electric Power tem filtrado a água para remover isótopos, deixando apenas o trítio, um isótopo radioativo de hidrogênio difícil de separar.

 
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A agência de pesca do Japão disse neste sábado que os peixes testados nas águas ao redor da usina não continham níveis detectáveis ​​de trítio, informou o serviço de notícias Kyodo.

A Coreia do Sul disse que não vê problemas científicos na liberação de água, mas ativistas ambientais argumentam que nem todos os possíveis impactos não foram estudados. “Ninguém pode dizer o que irá acontecer ao ecossistema marinho nos próximos 100 anos”, disse Choi.

O Japão diz que precisa começar a liberar a água, uma vez que os tanques de armazenamento com cerca de 1,3 milhão de toneladas métricas – o suficiente para encher 500 piscinas olímpicas – estão cheios.

A água foi destilada após ser contaminada pelo contato com barras de combustível no reator, destruído em um terremoto e tsunami em 2011. A primeira descarga de 7,8 mil metros cúbicos – equivalente a cerca de três piscinas olímpicas – ocorrerá ao longo de cerca de 17 dias. (Reportagem de Do Gyun Kim e Jimin Jung)

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