02/08/2023

"São Paulo não tem polícia, mas uma gangue uniformizada", diz Hélio Schwartsman

 



“Esse comportamento de gângster não chega a ser irracional. É como tentávamos controlar a violência em tempos pré-modernos", diz o jornalista sobre a chacina registrada no Guarujá

Polícia Militar de São Paulo
Polícia Militar de São Paulo (Foto: Diogo Moreira)
 

"São Paulo não tem polícia, mas uma gangue uniformizada", diz Hélio Schwartsman · Ouvir artigo
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247 - O jornalista Hélio Schwartsman afirma em sua coluna na Folha de São Paulo, que “o estado de São Paulo não tem uma polícia, mas uma gangue uniformizada”. Segundo ele, “essa é a melhor hipótese para entender a operação policial no Guarujá, deflagrada após o assassinato de um soldado da Rota, que deixou cerca de 12 mortos”.

Para Schwartsman, é possível que alguns dos policiais envolvidos na ação tenham embarcado “num projeto de vingança, eliminando pessoas que de algum modo viam como ligadas ao crime”, no lugar de seguir a lei visando localizar e prender os suspeitos envolvidos no homicídio do soldado da Polícia Militar que resultou na operação violenta das forças de segurança poucas horas após o crime.

“Igualmente inquietantes são as reações de autoridades. O governador e o secretário da Segurança Pública consideraram a operação absolutamente normal. Deputados estaduais da bancada da bala, numa versão legislativa da fraude processual, em vez de exigir a elucidação dos fatos querem tirar as câmeras dos uniformes da polícia”, ressalta.

“Esse comportamento de gângster não chega a ser irracional. É como tentávamos controlar a violência em tempos pré-modernos. Mas não ser irracional não significa ser civilizado”, finaliza.

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