04/09/2023

Acordo da Petrobrás com Mubadala pode ser ponte para negociação de refinaria, dizem fontes

 



Petrobras estuda meios possíveis para recomprar a Refinaria de Mataripe (ex-Rlam), na Bahia

Refinaria de Mataripe
Refinaria de Mataripe (Foto: Saulo Cruz/MME)
 

Acordo da Petrobrás com Mubadala pode ser ponte para negociação de refinaria, dizem fontes · Ouvir artigo
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(Reuters) - A Petrobras estuda meios possíveis para recomprar a Refinaria de Mataripe (ex-Rlam), na Bahia, e um acordo com o grupo Mubadala Capital anunciado nesta segunda-feira sobre negócios em biorrefino pode aproximar as partes para futuras transações, disseram duas fontes à Reuters.

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Mas futuros movimentos para recomprar o ativo do Mubadala, vendido ao fim de 2021 durante o governo Bolsonaro, dependerá primeiramente de avanços em negociações da petroleira junto ao órgão antitruste Cade, com quem a estatal havia se comprometido a vender todas as suas refinarias fora dos Estados do Rio e São Paulo, disseram as fontes com conhecimento do assunto, na condição de anonimato.

A petroleira anunciou nesta segunda-feira a assinatura de um memorando de entendimentos com o Mubadala para desenvolver futuros negócios em "downstream", com foco inicial na área de biocombustíveis, e citou que o grupo dos Emirados Árabes desenvolve projeto de biorrefinaria junto à Mataripe, em projeto de 12 bilhões de reais.

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"Esse acordo não tem nada a ver com (negociações para recomprar) a Rlam, mas pode ser um caminho. Qualquer coisa que faz aproximação é (um caminho)", disse uma das fontes, na condição de anonimato.

Segundo essa fonte, a nova gestão da Petrobras que tomou posse com a eleição do governo Lula estuda a recompra da refinaria da Bahia "desde o primeiro dia". Entretanto, ressaltou que, enquanto o acordo com o Cade estiver em vigor, não há o que se fazer.

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A unidade, que responde hoje por cerca de 14% da capacidade de refino de petróleo do Brasil, foi vendida pela Petrobras ao final de 2021, no governo Bolsonaro.

Na véspera, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou em nota à imprensa que defende a recompra da unidade, hoje operada pela Acelen, do Mubadala.

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Estudos para tais movimentos envolvendo a refinaria baiana estavam nos planos de conselheiros de Lula para o setor de petróleo desde a campanha eleitoral.

Procuradas, a Petrobras e Acelen não comentaram o assunto imediatamente. O grupo Mubadala não quis comentar o tema.

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