Nas mensagens, o parlamentar diz que Bolsonaro está "muito feliz e impressionado". Marcos do Val também teria conversado com Sergio Moro e Eduardo Pazuello sobre a trama

247 - Mensagens encontradas no telefone celular do senador Marcos do Val (Podemos-ES) apontam que ele diz ter “trabalhado” por dois anos para prender o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Segundo a coluna do jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles, as mensagens de WhatsApp foram encontradas no celular do parlamentar e são parte do inquérito do STF que investiga um suposto planejamento de golpe de estado envolvendo o senador Marcos do Val, Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado Daniel Silveira. Com base nas mensagens interceptadas, a PF solicitou a prisão de Do Val a Alexandre de Moraes em junho.
Em uma das mensagens, datada de 2 de fevereiro, uma pessoa identificada como "Elmo" oferece apoio a Do Val, que responde: “estou há dois anos trabalhando para prender Alexandre de Moraes”. De acordo com a reportagem, “Elmo” seria irmão do senador Marcos Do Val.
Outro diálogo entre o senador e seu pai, Humberto, menciona Jair Bolsonaro e fala sobre a influência da imprensa e da sociedade na abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) relacionada ao dia 8 de janeiro. Do Val também menciona que a CPMI poderia resultar no impeachment do presidente Lula (PT) e na perda de influência de Alexandre de Moraes.
“Olha os relatórios do que provocamos na imprensa Brasileira em um único dia! Superou as expectativas, e a primeira fase foi concluída. Essa missão foi provocar a imprensa e a sociedade para pedir aos seus representantes no Congresso as assinaturas para a abertura da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre o dia 08 de janeiro!”, destaca Do Val em uma mensagem no dia 25 de fevereiro.

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