Em graves momentos da conjuntura nacional, os Maçons Progressistas pela Democracia reafirmam seu compromisso com as origens da Maçonaria, em cartas dirigidas ao povo brasileiro, posicionando-se, não em nome de instituições, e sim, e sempre com base em convicções pessoais sobre o dever cívico de um verdadeiro maçon.
No momento, não é possível silenciar em relação ao que ocorre na Palestina. Além do caráter universalista da nossa instituição, há notórias ligações entre os acontecimentos daqui e de lá.
Nas ultimas eleições, apesar de todas as notícias falsas, manipulações, desvios de recursos públicos, compras de votos, concessão de vantagens ilegais, obstrução de estradas, ameaças e outros expedientes igualmente desonestos, a civilização venceu a barbárie.
No entanto, ainda vemos inúmeras manifestações de defesa ou justificativa dos responsáveis pelos males que atingiram o Brasil naquele infeliz período de dois anos, seguidos de outros quatro anos, de governos antinacionais.
Nessas manifestações, que, felizmente, vêm se escasseando, a bandeira de Israel é presença constante. A barbárie se une à barbárie.
O genocida, responsável pela morte de milhares de crianças, mulheres e idosos ofende o presidente Lula porque ele denunciou o óbvio:
“O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico.”
Enquanto isso, o PIG, Partido da Imprensa Golpista, explicitando sua submissão ao sionismo, introduz ou reforça um conceito errôneo, inculcando na população um preconceito inexistente e sem base lógica.
Semitas, atualmente, são judeus e árabes, inclusive os palestinos e também o eram, na Antiguidade, fenícios, hebreus (judeus), babilônicos, arameus, assírios e outros que, no terceiro milênio antes de Cristo, deslocaram-se da Península Arábica para a Mesopotâmia. A essa etnia pertencem, praticamente, todos os descendentes de portugueses e espanhóis, vez que os mouros dominaram a Península Ibérica durante quase oito séculos.
Os Semitas estão intimamente ligados com a origem das três grandes religiões monoteístas no mundo: o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo.
O Sionismo, ao contrário. O jornalista judeu, Bruno Altman, chama de “uma ideologia racista, colonial e teocrática e, como o resultado de anos de conflito, foi a construção de um regime de apartheid que oprime o povo palestino de diversas formas, colonial e racista”. Sionismo é o valhacouto dos extremistas de direita, racistas, representantes do capital financeiro internacional, genocidas e fundamentalistas religiosos. Pregam a supremacia do estado de Israel, com a aberta conivência dos Estados Unidos da América, que se beneficia com essa aliança.
Israel tem sido a ponta de lança dos interesses americanos no Oriente Médio, inclusive e, principalmente, no que concerne ao petróleo, que lá existe em abundância, inclusive na faixa de Gaza.
Assim, Resoluções da ONU a favor dos palestinos são sistematicamente ignoradas pelo governo israelense ou vetadas pelos Estados Unidos e nunca foram cumpridas.
Destarte, acoimar de antissemitas os progressistas, que querem livrar desses facínoras os perseguidos por ele vitimados, é ignorância crassa ou extrema má-fé. Antissemitas, se existissem, seriam contra judeus, árabes, descendentes de portugueses e espanhóis. Sionistas, indissoluvelmente associados à extrema-direita, temos a obrigação de combater.
Enquanto isso, nosso governo continua a ser hostilizado pelos “excelentíssimos”, para não se utilizar palavra mais apropriada, que se viciaram com as emendas parlamentares e querem a exclusividade do uso dos recursos públicos em seus projetos pessoais de poder. Para isso, usam os atos mais baixos de sabotagem, na tentativa de enfraquecer os poderes Executivo e Judiciário e, em última análise, o Brasil. Ainda assim, vamos sediar a próxima reunião do G-20, numa incontestável demonstração de prestígio.
É preciso um esforço de comunicação, divulgando a verdade, para que não tenhamos surpresas desagradáveis nas próximas eleições. > Emilio Rodriguez: A maneira de colaborar, levando-se em conta a realidade da imprensa golpista, é com a participação da sociedade organizada em sindicatos, associações, grupos religiosos não comprometidos e, principalmente, dialogando fraternalmente com nossos irmãos nas lojas maçônicas, algumas, infelizmente, indiferentes ao estudo da realidade brasileira, ou desinformadas pelos grandes órgãos de comunicação, pagos para espalhar falsos conceitos políticos.
Enquanto os Maçons Progressistas pela Democracia elaboravam esta XIV Carta ao Povo Brasileiro, presenciavam no mundo inteiro, com destaque nas principais universidades norte-americanas, tendo à frente professores e estudantes, as vigorosas manifestações a favor dos palestinos e condenando o genocídio em Gaza.
Os preceitos que devemos seguir estão claramente expressos em nossos rituais: combater a tirania, a ignorância, os preconceitos e os erros; glorificar o Direito, a Justiça e a Verdade; levantando templos à virtude e cavando masmorras aos vícios.
Cobramos a criação do Estado da Palestina, com as fronteiras definidas pela ONU!
Um basta do Genocídio em Gaza!
Rio de Janeiro, 6 de maio de 2024
Subscrevem a XIV Carta dos Maçons Pela Democracia, em ordem alfabética, os maçons: Amir Mostafa Saleh, André Cantuária, Carmen Valle, Daniel Lopes Martins, David Bras Carneiro, Dener Fabrício Santos, Denis Söndahl, Emanuel Cancella, Eugênio Maria Gomes, Everaldo Costa de Souza, Francisco Soriano, Gilberto Palmares, Guaraci Correa Porto, Igor Santa Cruz, George Torres, João Campos Vieira, José Amaral de Brito, Juca Ribeiro, Lamartine Veiga, Mário Elísio Barreto, Neemias Ramos Freire, Paulo Ladeira, Renato Lopes, Ricardo Finco Pergola, Sebastião Calvet, Sergio Soeiro, Vinícius Branco, Wagner Roque, William Maribondo Vinagre e outros.
[06/05, 15:27] maira jl: Maçons pela Democracia

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