24/03/2025

25/3-14:30 h- PREFEITO, CADÊ O DINHEIRO DA MORADIA?



MOVIMENTOS DE MORADIA VOLTAM ÀS RUAS DE SP EM DEFESA

DO PROGRAMA PODE ENTRAR E DO ORÇAMENTO DA

HABITAÇÃO

No próximo dia 25 de março, terça-feira, 14h30, a União dos

Movimentos de Moradia do Estado de São Paulo e Interior (UMM/SP)

volta às ruas do Centro da capital paulista para cobrar da prefeitura a

liberação imediata dos recursos previstos para o ‘Programa Pode

Entrar’ para o início deste ano. Até a presente data, nenhuma liberação

das parcelas de 2025 foi feita para as Associações parceiras.

Além disso, a UMM/SP pede atenção para cumprimento das promessas

de Melhoria e agilidade no fluxo de medição, prestação de contas,

adequação de cronogramas e liberação de recursos – apresentadas em

uma proposta discutida com COHAB e Sehab após protestos do

movimento em 2024 que segue não implementada.

Os movimentos filiados à UMM/SP, que para além de formuladora do

programa municipal, constrói 1.200 unidades habitacionais enquadradas

no projeto, estão preocupados com a continuidade dos processos

abertos e ameaça de bloqueio de novas ações depois do anúncio de

contingenciamento do orçamento anual para a pasta da habitação.

“Apesar dos primeiros contratos com a prefeitura terem sido celebrados

em outubro de 2022, e as construções já estejam praticamente em fase

final, até o momento os fluxos do programa, incluindo assinatura de

novos contratos, não foram normalizados, trazendo instabilidade às

entidades que não têm estrutura para assegurar a permanência das

obras”, explicou a coordenadora da UMM, Graça Xavier. Os fluxos para

entrada, manutenção das obras e assinatura de novos contratos do

programa 'Pode Entrar", foram aprovados pelo Conselho Municipal de

Habitação, formado por representantes das organizações civis e da prefeitura.

Habitacionais de Interesse Social (HIS) também fazem parte da pauta

do protesto desta terça-feira.

Segundo informações enviadas ao Ministério Público (MP) e à

prefeitura, mais de 240 mil moradias sociais podem ter sido

comercializadas fora da faixa de renda baixa ou média para a qual são

destinadas.

A produção de unidades enquadradas como HIS, faz parte de um

programa em que a prefeitura oferece vantagens às construtoras

—desconto em impostos e a possibilidade de construir acima da altura

permitida, por exemplo— e, em contrapartida, exige que parte dos

imóveis atendam a famílias cuja renda vai de zero a dez salários

mínimos.

Os movimentos exigem apuração e responsabilização dos envolvidos e

a recuperação dos recursos desviados. “É escandaloso que todas as

construtoras possam estar envolvidas neste caso que tira dos pobres o

direito à moradia para dar aos ricos ainda mais privilégios". As HIS

estão localizadas em bairros com grande infraestrutura urbana como

estações do Metrô. (Leia mais em

https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2025/03/09/cartorios-apontamirregularidades-em-moradias-sociais-em-sp.htm?cmpid=copiaecola)

Outra preocupação dos movimentos é com o aporte municipal para a

construção de habitação popular através do Programa Minha Casa,

Minha Vida Entidades. Os projetos que a UMM está concluindo através

do Programa que foi retomado pelo governo federal, aguardam a

contrapartida municipal para contratar as mudanças de fase e também

para as novas contratações.

Além dos compromissos com o ‘Programa Pode Entrar', a UMM/SP

através da sua Secretaria de Favelas e Cortiços, questiona o plano de

metas da prefeitura para a urbanização de favelas. “A estimativa de

alcançar 30 mil famílias é absolutamente insuficiente para a demanda

real da cidade. A meta não atende nem um terço de favelas como

Heliópolis e Paraisópolis, por exemplo", destaca a coordenadora.

Serviço:

ATO - PREFEITO, CADÊ O DINHEIRO DA MORADIA?

Concentração: 25 de março, terça, 14h30, na Praça da República

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