
Colegas, este é um chamado urgente. E é também um lembrete: ainda somos maioria. Ainda temos força. E se não usarmos esse poder agora, amanhã talvez ele já não esteja mais em nossas mãos.
A greve que se aproxima não é só por salário – é por dignidade. Por condições de trabalho. Por respeito. Por tudo o que foi prometido e nunca entregue. E é também pela simples razão de que estamos ficando para trás enquanto outras prefeituras avançam.
Não é exagero: há municípios com menor arrecadação , pagando mais do que São Paulo, com planos de carreira transparentes, valorizando o tempo de serviço e garantindo condições reais para o trabalho docente. Enquanto isso, aqui, nos empurram migalhas e tentam convencer a população de que somos privilegiados.
Nós, professores, readaptados, colegas do quadro de apoio – todos estamos sendo afetados. E quem acha que está “seguro” hoje, amanhã pode ser o próximo a sentir o peso das reformas e cortes que vêm sendo articulados com frieza.
Não podemos cair na armadilha do isolamento. A Prefeitura aposta que ficaremos divididos, que não teremos coragem de parar. Apostam que o medo vai nos paralisar. Mas o que precisa nos mover agora não é o medo, é a consciência.
Sim, ainda somos maioria entre os servidores. E isso significa que, se pararmos de verdade, o sistema para com a gente. Essa ainda é a nossa maior força. Não podemos desperdiçá-la.
Vamos nos unir. Não apenas por nós, mas pelos que virão depois. Pela história que estamos escrevendo agora.
Greve não é ausência de trabalho, é presença de luta.
Com coragem e firmeza.

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