
da APEOESP
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O secretário da Educação de Tarcísio de Freitas, Renato Feder, em entrevista para a Rádio
CBN no dia 16 de abril, informou que realizará novo concurso para professores em 2026, para
preencher 10 mil vagas.
Essa decisão do secretário é totalmente absurda. Primeiro, porque o atual concurso contou
com a aprovação de 175 mil candidatos e tem validade de dois anos, podendo ser prorrogado por
mais dois anos. Portanto, o secretário, que diz respeitar os professores, está ignorando os direitos
de quase 160 mil aprovados no atual concurso, para além daqueles que foram chamados a escolher
vagas. O segundo absurdo dessa decisão é que realizar um concurso custa caro, envolve
logística e movimenta milhares de candidatos, que são onerados por taxas para participarem
do certame. De um lado, para que gastar mais dinheiro, se existe concurso em vigor? De outro,
porque fazer candidatos pagarem novamente para participarem de concurso, sendo que grande
parte deles, se não a maioria, já foram aprovados?
O governo do senhor Tarcísio de Freitas não investe na valorização salarial dos professores e na
estrutura das escolas. Nossos salários estão profundamente defasados e a maioria das escolas carece
de manutenção. Mas parece ter dinheiro sobrando para fazer novo concurso sem necessidade.
Nós estamos cobrando do secretário que chame 44 mil professores aprovados no atual concurso,
conforme ação judicial movida pelo Ministério Público Estadual e da qual a APEOESP
participa como apoio, tendo inclusive fornecido os dados que lhe dão embasamento.
O secretário pinta o mundo de cor-de-rosa quando fala da aprendizagem dos estudantes.
Sim, os estudantes aprendem, graças ao trabalho e ao esforço deles próprios e de seus professores,
apesar de desvalorizados e sem condições adequadas de trabalho. Aprenderiam muito mais
se houvesse currículo voltado à sua sólida formação, se o processo ensino-aprendizagem não
fosse dominado pelas famigeradas plataformas, se não houvesse assédio e autoritarismo sobre
os professores e se fosse garantida a liberdade de ensinar e aprender e a pluralidade de ideias e
concepções pedagógicas nas escolas. Aliás, o SARESP não mostra toda essa evolução na aprendizagem
dos estudantes que o secretário cita em sua entrevista. Mostra estagnação e médias
ainda baixas, considerando que este é o estado mais rico da federação.
O abono complementar pago por este governo, senhor secretário, não é uma política positiva.
O reajuste do piso nacional deve ser aplicado como reajuste no salário-base e não como um
complemento, pois não é isso que diz a lei. Este abono não repercute nas vantagens pecuniárias
dos professores e, naquilo que o senhor chama de “nova carreira”, elas sequer existem.
Estamos lutando de imediato pelo reajuste de 6,27% de reajuste
do piso no nosso salário-base e queremos um plano para recuperar
o nosso poder de compra.
São alguns aspectos fundamentais para a melhoria da qualidade
da educação na rede estadual de ensino. O resto é propaganda.
PARA QUE FAZER UM NOVO
CONCURSO, SECRETÁRIO?
São Paulo, 17 de abril de 2025
Diretoria da APEOESP
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