do SINESP
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Nós, educadores e educadoras da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, mães e pais de alunos e parte da comunidade educacional, manifestamos nosso mais profundo repúdio à decisão da Secretaria Municipal de Educação (SME) de retirar de suas funções diretores e diretoras de 25 unidades escolares, sob a frágil alegação de resultados insatisfatórios no Ideb e no Idep.
É inadmissível que, em pleno século XXI, a prefeitura de uma cidade como São Paulo recorra a medidas autoritárias, sem diálogo, sem critérios técnicos transparentes e que desconsideram o contexto complexo e diverso em que os indicadores educacionais são captados. A responsabilização direta de diretores de escola por resultados isolados, sem levar em conta as condições estruturais das escolas, o perfil das comunidades atendidas e as inúmeras variáveis que afetam o cotidiano escolar, é injusta, simplista e profundamente desrespeitosa.
Além do impacto direto sobre os profissionais afastados, as comunidades escolares também estão sofrendo com a interrupção repentina de uma relação de confiança construída durante muito tempo com a direção das escolas. Famílias, estudantes e equipes escolares enfrentam incertezas, rupturas na gestão e inseguranças que comprometem a confiança no trabalho coletivo que vinha sendo desenvolvido. O processo de afastamento dos diretores, marcado por falta de transparência e comunicação adequada, tem causado forte abalo psicológico em muitos desses profissionais, que relatam situações de assédio moral institucional.
Destacamos que o silêncio da SME, a ausência de informações oficiais, os “convites” enviados por e-mail e as ligações fora do horário de expediente, com prazos exíguos e sem respeito às agendas das unidades escolares, representam práticas autoritárias e abusiva. que ferem frontalmente os princípios da administração pública e os direitos dos trabalhadores da educação.
Rejeitamos veementemente a convocação para a realização compulsória de um “curso de formação”, como se ele fosse capaz de resolver todas as questões que afetam as Unidades Educacionais fazendo-as alcançarem os resultados desejados pela SME no Ideb e no Idep. Um curso sem escuta prévia, que serve mais como punição disfarçada do que como medida formativa. Tal ação desvaloriza as trajetórias profissionais e ignora o papel central que a gestão democrática deve exercer nas escolas públicas.
Diante disso, exigimos:
> A imediata reversão dos afastamentos arbitrários;
> A interrupção de práticas que caracterizam assédio moral;
> A reparação dos danos causados às comunidades escolares;
> A realização de uma reunião ampla e pública com a presença do Secretário Municipal de Educação, dos Dirigentes Regionais de Educação, dos diretores afastados, dos supervisores escolares e de representantes sindicais, com garantia de escuta qualificada e respeito institucional.
Não aceitaremos a política da imposição e do silenciamento. Os 25 diretores afastados não estão sozinhos. Esta nota ecoa o sentimento de indignação e solidariedade de toda a rede.
Somos uma rede que resiste, que não se curva à perseguição e que luta por uma educação pública de qualidade, com justiça, respeito e valorização de seus profissionais.
Nenhum passo atrás. A educação resiste!
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