Estamos vivendo uma verdadeira epidemia de feminicídio e violência contra as mulheres.
Todos os dias, casos brutais estampam os noticiários e chocam o país — sem contar os inúmeros episódios silenciosos, que não ganham manchete, mas destroem vidas.
É praticamente impossível conhecer uma mulher que nunca tenha sofrido algum tipo de violência — seja física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial — apenas por ser mulher.
Enquanto as políticas públicas fracassam ou não saem do papel, os números seguem crescendo, alimentados por uma sociedade patriarcal, machista e misógina, que insiste em invisibilizar, calar e julgar as mulheres diariamente.
E não será por meio de um projeto de lei — plagiado por um homem, diga-se de passagem, e hoje em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo — que os padrões de masculinidade tóxica serão, de fato, desconstruídos.
Ser mulher é resistir para existir.
É lutar todos os dias para que nossos direitos sejam respeitados — como fizeram tantas que vieram antes de nós.
Seguiremos de pé, umas com as outras, construindo redes de cuidado, coragem e consciência.
Não aceitaremos retrocessos nem silêncios convenientes.
Estamos atentas, organizadas e não vamos recuar.
Por nós, pelas que vieram antes e pelas que ainda virão.
Juntas, seguimos — com afeto, força e firmeza, por nenhuma a menos!
Profª Nelice Pompeu

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