05/08/2025

FASHION WEEK DOS GOVERNADORES

 


CONEXÃO PT-SP - Enquanto a ruas de São Paulo pegam fogo com centenas de ataques a ônibus, Tarcísio prefere cruzar os braços e bajular Trump e Bolsonaro, seus mentores. Sua negligência e incompetência estão por trás desse situação trágica


Os governadores candidatos à

Presidência pela extrema

direita e pela direita

conservadora exibem seu estilo

pelas passarelas. O público é

composto por três

observadores de seus passos e

traquejos: o bolsonarismo raiz, a

elite financeira e os partidos do

centrão. Essas tribos transitam

razoavelmente bem entre si,

mas parecem desorientadas

diante de dois dilemas: a

aversão manifesta a qualquer

tipo de justiça tributária e ao

tarifaço de Trump. Em comum,

têm a vontade de derrotar Lula

em 2026.

Tarcísio entrou triunfante, mas

tropeçou nos primeiros passos.

Rebolou na responsabilidade fiscal,

mas foi questionado pelo

insuspeito TCE pelo aumento da

isenção indiscriminada de

impostos a empresas “escolhidas”.

Logo depois, enroscou-se nos

trajes do MAGA ao defender o

tarifaço e promover ataques contra

o STF e Lula. O verde-amarelo ficou

fora da coleção, desagradou parte

do empresariado paulista e

arrumou encrenca com a turba

bolsonarista, que o vaiou por ser

pouco enfático em relação à defesa

de seu mentor. Já o Centrão

continua achando que ele é o

melhor candidato, mas, como

sempre, até a segunda ordem.

O mineiro Zema desfilou em

silêncio após ter defendido a

retaliação americana. Afinal

Minas Gerais é, como São Paulo,

um estado que exporta muito

para os EUA. Caiado não

convenceu com o seu design

agroboy country, Claudio Castro

quis convidar o Eduardo

Bolsonaro para compartilhar a

passarela, mas deu errado.

Ratinho Jr foi o estilo mais

discreto, procurou não arriscar

muito no design, mas, como

todos os seus colegas de disputa,

procura jogar a culpa no governo

Lula, dizendo que “precisa sentar

a mesa para negociar”, e lamenta

o rigor da justiça contra os

golpistas. Só que Trump não quer

negociação, exige Bolsonaro livre,

o STF algemado e a renúncia à

soberania por parte do governo

democraticamente eleito.

O público ficou atônito com a

confusão, pois a turma do

mercado financeiro esperava a

redução de tamanho nos tops da

saúde, da educação e da proteção

social. Desejava estampas contra

a valorização do salário mínimo

ou contra os programas sociais.

Já os do Centrão não abrem mão

do aumento das emendas

parlamentares nos trajes longos e

o bolsonarismo só quer a

inspiração nas cores da bandeira

americana. O desfile foi um

fracasso e os modelos se

enrolaram em seus tecidos,

malhas e tons.

E todos os outros? Ficam com

Lula, que defende a

negociação com quer

conversa, põe o interesse da

economia e empregos do país

na linha de frente, respeita as

instituições democráticas e

faz um governo voltado para a

redução da desigualdade e

em favor da justiça social. Lula

e o PT sempre honraram esses

princípios e não aderem às

fashion weeks dos arrivistas

de ocasião.


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