CONEXÃO PT-SP - Enquanto a ruas de São Paulo pegam fogo com centenas de ataques a ônibus, Tarcísio prefere cruzar os braços e bajular Trump e Bolsonaro, seus mentores. Sua negligência e incompetência estão por trás desse situação trágica
Os governadores candidatos à
Presidência pela extrema
direita e pela direita
conservadora exibem seu estilo
pelas passarelas. O público é
composto por três
observadores de seus passos e
traquejos: o bolsonarismo raiz, a
elite financeira e os partidos do
centrão. Essas tribos transitam
razoavelmente bem entre si,
mas parecem desorientadas
diante de dois dilemas: a
aversão manifesta a qualquer
tipo de justiça tributária e ao
tarifaço de Trump. Em comum,
têm a vontade de derrotar Lula
em 2026.
Tarcísio entrou triunfante, mas
tropeçou nos primeiros passos.
Rebolou na responsabilidade fiscal,
mas foi questionado pelo
insuspeito TCE pelo aumento da
isenção indiscriminada de
impostos a empresas “escolhidas”.
Logo depois, enroscou-se nos
trajes do MAGA ao defender o
tarifaço e promover ataques contra
o STF e Lula. O verde-amarelo ficou
fora da coleção, desagradou parte
do empresariado paulista e
arrumou encrenca com a turba
bolsonarista, que o vaiou por ser
pouco enfático em relação à defesa
de seu mentor. Já o Centrão
continua achando que ele é o
melhor candidato, mas, como
sempre, até a segunda ordem.
O mineiro Zema desfilou em
silêncio após ter defendido a
retaliação americana. Afinal
Minas Gerais é, como São Paulo,
um estado que exporta muito
para os EUA. Caiado não
convenceu com o seu design
agroboy country, Claudio Castro
quis convidar o Eduardo
Bolsonaro para compartilhar a
passarela, mas deu errado.
Ratinho Jr foi o estilo mais
discreto, procurou não arriscar
muito no design, mas, como
todos os seus colegas de disputa,
procura jogar a culpa no governo
Lula, dizendo que “precisa sentar
a mesa para negociar”, e lamenta
o rigor da justiça contra os
golpistas. Só que Trump não quer
negociação, exige Bolsonaro livre,
o STF algemado e a renúncia à
soberania por parte do governo
democraticamente eleito.
O público ficou atônito com a
confusão, pois a turma do
mercado financeiro esperava a
redução de tamanho nos tops da
saúde, da educação e da proteção
social. Desejava estampas contra
a valorização do salário mínimo
ou contra os programas sociais.
Já os do Centrão não abrem mão
do aumento das emendas
parlamentares nos trajes longos e
o bolsonarismo só quer a
inspiração nas cores da bandeira
americana. O desfile foi um
fracasso e os modelos se
enrolaram em seus tecidos,
malhas e tons.
E todos os outros? Ficam com
Lula, que defende a
negociação com quer
conversa, põe o interesse da
economia e empregos do país
na linha de frente, respeita as
instituições democráticas e
faz um governo voltado para a
redução da desigualdade e
em favor da justiça social. Lula
e o PT sempre honraram esses
princípios e não aderem às
fashion weeks dos arrivistas
de ocasião.

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