da CUT
Publicado: 17 Setembro, 2025 - 12h08 | Última modificação: 17 Setembro, 2025 - 12h24
Escrito por: Secretaria de Meio Ambiente
No apagar das luzes de 2024, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou o PL 799/2024, o qual se transformou na Lei Nº 18.209/2024. Tal Projeto de Lei, proposto pelo Prefeito Ricardo Nunes, altera mapas do Plano Diretor da Cidade para que o bairro de São Mateus, na divisa com Mauá, receba, além da ampliação da Central de Tratamento Leste (CTL - aterro sanitário onde o lixo municipal é enterrado), a construção de um incinerador de lixo (sob o bonito nome de “Central de Recuperação Energética”).
Quando da aprovação de tal lei, prefeito e sua maioria na Câmara diziam que seria necessária a derrubada de 10 mil árvores em estágio primário e secundário de regeneração para ampliação de aterro sanitário, bem como aterrar diversos corpos d’água, dentre os quais diversas nascentes do Córrego do Limoeiro e do Rio Aricanduva.
Em matéria anterior, que pode ser consultada aqui, vimos que a população não foi consultada (a não ser em uma audiência em dia de semana, horário de trabalho e a 29 km de distância do local do aterro), também vimos que a disposição final de (enterrar) resíduos em aterros sanitários são um dos últimas alternativas da Política Nacional de Meio Ambiente (sobretudo em um município rico e de grande geração que recicla menos de 1% de seus resíduos). Além disso, vimos que esse projeto vem na esteira da prorrogação, sem licitação, de contratos bilionários da prefeitura com as mesmas empresas que não reciclam e não fazem compostagem.
Como se todos esses problemas não bastassem ao lado de um Parque Natural Municipal e ao lado de um dos bairros mais populosos (e pobres) da capital paulistana, a nova proposta exposta é que se derrubem 63 mil árvores, cinco vezes mais do que o que foi divulgado: um verdadeiro “passa moleque” na população não só de São Mateus, mas de toda a Grande São Paulo.
Por fim, a prefeitura e a EcoUrbis fatiam o projeto em diversas etapas para não dar a verdadeira dimensão do estrago. O Estudo de Impacto Ambiental apresentado trata somente da ampliação do aterro sanitário, mas não fala nada a respeito das atividades a serem realizadas no futuro Eco Parque Leste, atividades dentre as quais se destacam o sinistro incinerador de lixo. Incineradores de lixo são equipamentos que, na queima dos resíduos de todos os tipos emitirem, além de Gazes de Efeito Estufa, Dioxinas: Poluentes Orgânicos Persistentes extremamente tóxicos e cancerígenos que contaminarão não somente os moradores de São Mateus, mas os moradores de toda a Grande São Paulo, já que a fumaça tóxica se dispersa por dezenas de quilómetros.
Para nos defendermos dessa situação, a CUT-SP está compondo, bem como convida todos e todas a comporem a Frente Contra a Ampliação do Aterro Sanitário de São Mateus (movimento que combate o racismo ambiental de Ricardo Nunes e seus vereadores capachos), bem como a participarem da Audiência Pública Popular que ocorrerá no dia 04 de outubro, em São Mateus* (Rua Antonio Mariano Leme, 65)!
Para mais informações, acessem o Instagram da Frente Contra a Ampliação do Aterro Sanitário de São Mateus: https://www.instagram.com/contraaterroeincineradordelixo?utm_source=ig_web_button_share_sheet&igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==
A Zona Leste não aceita mais ser tratada como depósito de lixo da cidade!
SIM à vida, à saúde, à dignidade, às árvores e ao direito de respirar ar puro!

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