05/12/2025

GOVERNO TARCÍSIO/ FEDER APROFUNDA OS ATAQUES CONTRA NOSSA CATEGORIA E A ESCOLA PÚBLICA!


Não aceitamos critérios punitivistas de classificação, credenciamento e permanência nas escolas - TODAS E TODOS AO ATO PÚBLICO NA PRAÇA DA REPÚBLICA DIA 17 DE DEZEMBRO – 16 HORAS

O governo de Tarcísio de Freitas e Renato Feder vem desferindo neste final de

ano ataques sem precedentes contra a nossa categoria e contra a escola pública.

O governo utiliza como instrumento de ataque um sistema de avaliação de desempenho

que já vínhamos denunciando e que, por meio de classificações como

Farol Verde, Farol Amarelo e Farol Vermelho, desqualifica parte importante da nossa

categoria e ataca o emprego e direitos fundamentais desses profissionais.

É inaceitável que o governo atribua à direção das escolas e equipes de gestão

poderes absolutos para decidir que professores permanecem nas escolas e quais

serão dispensados, como se fossem peças descartáveis e sem valor. Todas as

professoras e todos os professores da rede estadual de ensino são valorosos,

competentes e compromissados com a qualidade do ensino.

ATO PÚBLICO DIA 17 DE DEZEMBRO

16 HORAS – NA SEDUC

A APEOESP convoca toda a nossa categoria para o Ato Público em frente à

SEDUC, dia 17 de dezembro, às 16 horas.

As subsedes devem organizar a mobilização nas regiões para que nossa manifestação

expresse toda a indignação e a força da nossa categoria para obrigar

este governo autoritário a recuar.

Neste ato, levaremos todas as denúncias e reivindicações emergenciais da

nossa categoria, cobrando respostas da SEDUC para cada uma delas. Na mesma

data realizaremos a reunião do Conselho Estadual de Representantes (CER).

Neste mesmo dia, após o CER, será realizado o Encontro Estadual das mães

atípicas, com a participação de professores e estudantes com deficiência, para

que levemos as reivindicações da educação especial inclusiva à Secretaria da

Educação. As subsedes devem fazer contato e convidar as famílias, os estudantes

e os professores ligados ao tema.

A APEOESP realizará uma campanha de denúncias nas redes sociais e veiculará

matéria paga na TV convocando o ato.

TODOS OS PROFESSORES TÊM

QUE SER RESPEITADOS

A qualidade que existe nas escolas estaduais se deve à dedicação desses

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Secretaria de Comunicação

professores, que são obrigados a trabalhar em péssimas condições, em escolas

sem estrutura adequada, com baixos salários, sob assédio moral e lidando com

o absurdo processo de plataformização, cuja obrigatoriedade terá fim como

resultado da nossa luta, que levou o Ministério Público e a Defensoria Pública

Estadual a ingressarem com Ação Civil Pública que o governo se comprometeu

a acatar. E vamos cobrar que cumpra!

Como já detalhamos no Boletim APEOESP Informa Urgente nº 105, a Resolução

SEDUC 158/2025 institui a avaliação de desempenho como mecanismo

de exclusão e perseguição aos professores e professoras, com base numa política

autoritária, gerencialista, privatista e punitiva, que nada tem a ver com

a Educação pública de qualidade pela qual lutamos. Esta resolução, inclusive,

descumpre a liminar que conquistamos na justiça, embutindo nos critérios de

credenciamento, permanência e realocação de professores, dentro do item

“presença em sala”, o desconto dos afastamentos que devem legalmente ser

considerados como efetivo exercício.

Os critérios para a classificação dos professores para atribuição de aulas

impostos pela SEDUC também descumprem outra liminar que nosso sindicato

conquistou, que proíbe que os afastamentos por motivos de saúde sejam utilizados

para prejudicar os professores e professoras.

NÃO VAMOS PERMITIR QUE O GOVERNO TARCÍSIO

INSTITUCIONALIZE ESSES ATAQUES NA ALESP

Ciente de que comete ilegalidades, o governo de Tarcísio de Freitas enviou

para a Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 1316/2025, que altera a Lei Complementar

444/1985, o Estatuto dos Servidores Públicos e outras legislações

justamente para buscar a cobertura legal para seus desmandos, no que se refere

à imposição da avaliação de desempenho e os limitados cursos de formação

que oferece como critérios que perpassam os mais diversos aspectos da vida

profissional dos integrantes do magistério.

Não podemos permitir que isto aconteça! Em resposta à pressão da deputada

Professora Bebel, segunda presidenta da APEOESP, o líder do governo

na ALESP comprometeu-se a levar este projeto a voto apenas na reabertura

dos trabalhos legislativos em 2026. Entretanto, estaremos atentos e mobilizados

para ocupar todos os espaços da ALESP a qualquer momento em que

este projeto for pautado.

APEOESP ESTÁ TRABALHANDO JUNTO AO

JUDICIÁRIO PARA QUE SUAS DECISÕES SEJAM

CUMPRIDAS PELA SEDUC

Professoras e professores possuem todos os motivos para estarem indignados

e inseguros frente a essas medidas da SEDUC. Não podemos, de fato, aceitar

este autoritarismo e desrespeito, que as decisões liminares que conquistamos

buscam coibir.

Orientamos que todos e todas aguardem novas informações sobre o andamento

dessas providências jurídicas, às quais ficam condicionadas novas

iniciativas, entre elas a possibilidade de ações individuais.

Toda professora e todo professor que se sentir prejudicado por alguma dessas

medidas da SEDUC deve protocolar recurso junto à unidade escolar e guardar

consigo o protocolo, assim como eventual resposta, que são documentos fundamentais

para novas providências jurídicas.

TODAS E TODOS CONTRA O FEMINICÍDIO

Lamentavelmente o machismo estrutural, a misoginia, feminicídio e violência

contra as mulheres têm crescido no País, especialmente no Estado de São Paulo.

Nos últimos dias, alguns casos provocaram indignação e revolta não apenas entre

as mulheres, mas em todas e todos que lutam por respeito, direitos humanos

e uma sociedade democrática.

Assim, convocamos toda a nossa categoria a participar do Ato contra o Feminicídio

que se realizará no dia 7 de dezembro, domingo, às 14, no MASP – Avenida

Paulista – São Paulo.

VAMOS DERROTAR A NOVA

“REORGANIZAÇÃO ESCOLAR”

As subsedes da APEOESP e nossa categoria estão atuando em todas as regiões,

junto com as comunidades escolares, para impedir a divisão e eventual

fechamento de unidades escolares.


Levantamento parcial feito junto a nossas subsedes mostra que em mais da

metade das escolas das quais tomamos conhecimento de que foram incluídas

na lista para “reorganização” conseguimos posicionamento contrário da comunidade.

Em pelo menos um terço delas ainda não tomamos conhecimento da

decisão da comunidade. Em menos de 10% delas houve aprovação da comunidade.

Entretanto, em alguns casos a Unidade Regional de Ensino (URE) recusa-se

a acatar o resultado. Em todos esses casos, é necessário que o departamento

jurídico seja acionado, com a devida documentação comprobatória dos fatos,

para a competente providencia judicial.

A REFORMA ADMINISTRATIVA

É INACEITÁVEL

A extrema-direita e o centrão estão unidos no Congresso Nacional em torno

da PEC 38 e outras propostas que visam impor uma reforma administrativa para

acabar com a estabilidade dos servidores públicos, restringir o ingresso por

concurso público a algumas carreiras, facilitar as demissões, institucionalizar

e ampliar terceirizações e privatizações e outros ataques.

A eventual aprovação desses projetos significará o sinal verde para a reprodução

desses ataques em todos os estados e municípios. No Estado de São Paulo,

Tarcísio não esconde sua intenção de promover uma reforma administrativa.

A APEOESP reafirma seu posicionamento contra esta reforma e participará

de todas as mobilizações, locais e nacionais, contra este ataque.

NÃO AO FECHAMENTO DO NOTURNO

A APEOESP continua denunciando e lutando contra o fechamento das

classes do ensino regular e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para tanto,

é necessário que as subsedes organizem manifestações nas UREs, junto com

as comunidades, que organizem a demanda de estudantes que reivindicam

vagas no noturno, que encaminhem para a sede central (presiden@apeoesp.

org.br c/c para rocha@apeoesp.org.br) todas as informações detalhadas:

nome da escola, URE, classes, nível de ensino, turno e número de estudantes

prejudicados, se possível.

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