Como era de se prever pelo teor das decisões e políticas que vêm
sendo implementadas pelo governador Tarcísio de Freitas na Educação
pública do Estado de São Paulo, o processo de Atribuição de Classes
e Aulas vem prejudicando as professoras e professores.
A utilização dos resultados da avaliação de desempenho “faróis”
amarelo e vermelho – contra a qual havíamos obtido liminar, posteriormente cancelada pela justiça – é absurda e desumana. Ela confere
um poder injustificado aos gestores das unidades escolares e se baseia numa avaliação subjetiva que confere, inclusive, prerrogativa aos
estudantes para atribuir notas aos docentes, função para a qual não
possuem formação ou maturidade.
Cobramos insistentemente da SEDUC que a atribuição fosse totalmente presencial. Diante de nossa pressão, o governo anunciou que
seria um processo presencial, “mediado por tecnologia”. Entretanto,
às vésperas do processo, a SEDUC havia liberado a cada Unidade Regional de Ensino (URE) a decisão de realizar a atribuição no formato
on-line. Foi preciso uma firme intervenção do nosso sindicato para
que se garantisse a atribuição presencial.
O que ocorreu de fato é que este governo está boicotando o processo
de atribuição de aulas presencial que a APEOESP conquistou, mas não
somos bobos. Isto não vai ficar assim!
Ocorre que, mais uma vez, o sistema da SEDUC falhou, resultando
em que, no âmbito de diversas UREs, os professores e as professoras
tiveram que esperar muitas horas pelo início do processo e em algumas
teve que ser prorrogada para o dia seguinte. Esses problemas tornam
mais difícil aos professores acompanharem com clareza e transparência
o andamento da atribuição, o que é campo fértil para irregularidades.
Professores que não permaneceram nas escolas PEI estão tendo
dificuldades para conseguir aulas e em muitos casos ficam adidos, o
que é uma situação absurda e injusta. Professores efetivos só podem
escolher aulas de suas próprias disciplinas, não podem assumir aulas
de itinerários ou de correlatas, resultando em casos em que um professor precisará ministrar aulas em até oito escolas.
O fechamento massivo de classes no noturno (regular e EJA) também
cria difi culdades para que os professores possam obter aulas, prejudicando evidentemente os estudantes e as pessoas que não puderam
estudar em idade própria.
Também estão sendo prejudicados professores em situação de acúmulo entre Estado e Prefeituras, embora situações de acúmulo Estado-
-Estado venham sendo garantidas. Todos os docentes nesta situação,
assim como demais docentes que venham sendo prejudicados, devem
procurar os representantes da APEOESP e, conforme o caso, ingressar
com os devidos requerimentos ou medidas judiciais.
A APEOESP vai pressionar a SEDUC do governo Tarcísio de Freitas
para que seja cumprido o que está determinado na Resolução de Atribuição de Aulas, garantindo a recondução dos Professores Auxiliares
que já atuam na rede.
Não vamos aceitar essa bagunça da atribuição de aulas de Tarcísio.
Será criado um espaço no site da APEOESP para que todos possam
relatar os problemas que estão ocorrendo, sobretudo quanto a professores que não conseguiram obter aulas e sobre aqueles que fi caram
adidos na UREs.
Frente a este quadro, a participação massiva da nossa categoria
no ATO PÚBLICO DO DIA 23 DE JANEIRO, ÀS 16 HORAS, NA PRAÇA DA
REPÚBLICA, é fundamental.
VAMOS CONSTRUIR
A GREVE GERAL DE 2026!
PARTICIPEM E CONVIDEM
TODAS AS PROFESSORAS E
PROFESSORES!
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Secretaria de Comunicação
PESQUISA SOBRE SAÚDE DOS PROFESSORES
E DO FUNCIONALISMO
É importante que os que receberam o formulário
o respondam com urgência!
Em conjunto com outras entidades, a APEOESP está promovendo
uma pesquisa sobre saúde e condições de trabalho do funcionalismo,
conduzida pelo DIEESE.
Um grupo de professores(as), selecionados(as) aleatoriamente,
recebeu o formulário da pesquisa via e-mail para responder. Reiteramos a importância desta pesquisa e solicitamos aos que receberam o
formulário para o respondam com a máxima urgência
APEOESP PARTICIPA DA NOVA DIRETORIA DA
CNTE
A APEOESP participou com uma grande delegação no 35º Congresso
da CNTE, realizado em Brasília de 15 a 18 de janeiro.
Nossa delegação teve uma participação ativa nos debates, na construção das deliberações e no processo eleitoral da nova direção, garantindo, no final, a participação de cinco companheiros e companheiras,
processo este no qual a segunda presidenta da APEOESP e deputada
estadual Professora Bebel foi fundamental.
Parabenizamos, assim, o professor Fábio de Moraes, eleito secretário-geral da CNTE e que passa a ocupar o cargo de segundo-presidente
da APEOESP. Parabenizamos também os diretores executivos Roberto
Franklin de Leão, Francisca Seixas, Richard Araújo, Moacyr Américo da
Silva e Stenio Matheus de Morais Lima.
A todos desejamos uma ótima gestão em defesa da nossa categoria
e da Educação pública.

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