09/02/2026

Ministro Camilo Santana saúda ano letivo e celebra avanços na educação

 



Em pronunciamento, ministro da Educação ressalta conquistas do ensino público nos últimos três anos, do ensino infantil às universidades

Agência Gov
09/02/2026 09:22
Ministro Camilo Santana saúda ano letivo e celebra avanços na educação
Reprodução/MEC

O ministro da Educação, Camilo Santana, saudou neste domingo (8/2), em rede nacional de rádio e televisão, o início do ano letivo. O ministro destaca em seu pronunciamento que a atual gestão do MEC inicia seu quarto ano com uma séria de avanços a celebrar em todos os níveis do ensino público do Brasil.

Santana lembra a retomada de milhares de obras que estavam paralisadas, a ampliação das vagas em creches e a melhoria da qualidade da alfabetização nos primeiros anos. "Desde 2023, foram entregues 2.250 unidades escolares, quadras e creches. Obras que estavam paralisadas foram retomadas e 6 mil estão em andamento", afirma.

Ele observa que os resultados da adoção da restrição do uso de celulares em salas de aula, adotada há uma ano, reforçou o foco no aprendizado. "Agora, celular e tecnologia em sala de aula são usados apenas como ferramentas pedagógicas", diz. A propósito, acrescenta que o Programa Escolas Conectadas, parceria como o Ministério das Comunicações, já alcança 70% das escolas públicas (eram 45% há três anos).

O ministro cita a expansão das localidades com adoção de ensino em tempo integral, o atendimento de 6 milhões de estudantes do Ensino Médio ao Programa Pé-de-Meia. "O abandono escolar caiu pela metade, assim como o atraso escolar, com mais estudantes na idade adequada para a série", ressalta.

Ele comemora ainda o crescimento dos participantes no Enem, o recorde de aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e as políticas de valorização dos educadores. Entre elas, os reajustes no piso nacional do magistério acima da inflação e os benefícios do Carteira Nacional Docente do Brasil.

O ministro Camilo Santana acompanha o presidente Lula em agendas em São Paulo nesta segunda-feira (9). De manhã o presidente vai ao Instituto Butantan, onde anuncia a ampliação da infraestrutura e da capacidade produtiva de vacinas e insumos biológicos. À tarde, o Governo do Brasil anunciará em Mauá, no ABC Paulista, um pacote de investimentos nas áreas de educação e saúde. O campus do Instituto Federal receberá investimento de R$ 44,8 milhões e terá capacidade para atender cerca de 1.400 alunos.

Assista ao pronunciamento de Camilo Santana

Educação integral – Para garantir uma formação completa, o MEC fomentou políticas de educação em tempo integral e, hoje, 91% das cidades brasileiras já registram suas próprias iniciativas na área. Em 2023, o número era de apenas 17%.

Alimentação escolar – Na alimentação escolar, o resultado em três anos é expressivo: o ministro anunciou que o Governo do Brasil fará um novo reajuste em 2026, totalizando aumento de 55% no orçamento para a rede pública de ensino. Além disso, mais de 240 milhões de livros já estão chegando nas escolas públicas do país pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).

Alfabetização – Outro destaque, pontuou Camilo, foi a implementação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada . Antes da política, apenas 36% das crianças estavam alfabetizadas no tempo certo. Em 2024, o índice de alfabetização praticamente dobrou, com 60% das crianças lendo e escrevendo no padrão esperado para a idade.

Pé-de-Meia – Ele também afirmou que uma das marcas dessa gestão foi a criação do Pé-de-Meia , que apoia a frequência e a aprovação no ensino médio público, com R$ 200 mensais para o estudante. Para os jovens do programa que passaram de ano, em breve, a parcela de R$ 1.000 será depositada na conta.

O programa já alcança quase 6 milhões de estudantes e começa a apresentar resultados concretos. O abandono escolar entre os jovens caiu pela metade, assim como o atraso escolar, com mais estudantes na idade adequada para a série.

Valorização docente – O salto de qualidade na educação brasileira nos últimos anos também pode ser visto, apontou o ministro, pelas ações de valorização docente. Os professores retornam ao trabalho em 2026 com ganho real no reajuste do piso do magistério e benefícios vinculados à Carteira Nacional Docente do Brasil . Entre eles estão mais de 9 mil cursos gratuitos de formação, vale-computador e bolsa para estudantes de licenciatura.

Equidade – Houve, ainda, investimento na inclusão de alunos de baixa renda, pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. O número de matrículas da educação especial quase dobrou nos últimos três anos. Os cursinhos populares agora recebem apoio do Governo do Brasil, com suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes que buscam ingressar na universidade pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), incluindo o pagamento de bolsas mensais.

Acesso à universidade – Camilo Santana apresentou números que comprovam o fortalecimento do Enem como porta de entrada para a educação superior no país: o exame cresceu em 40% nos últimos anos. O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 foi o maior da história, com número recorde de instituições participantes e a oferta de cinco mil novas vagas focadas em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Programa Universidade para Todos (Prouni) também bateu recordes, com mais de 590 mil bolsas ofertadas. E o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) vai oferecer 112 mil vagas ao longo de 2026, financiando até 100% dos cursos pelo Fies Social para quem mais precisa.

EPT – Já na educação profissional e tecnológica, ele pontuou que, para expandir a oferta de educação profissional e tecnológica, 106 novos institutos federais estão em construção, que abrirão 140 mil novas vagas na rede federal. Durante esta gestão, o número de matrículas subiu de 3,9 milhões para 4,5 milhões.

Educação Superior – Na educação superior, o ministro lembrou que o Governo do Brasil inaugurou o ImpaTech, primeiro curso de graduação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, no Rio de Janeiro, e está finalizando a nova unidade do Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA) no Ceará. Além disso, o MEC investe fortemente nas universidades federais, com novos campi e novos hospitais universitários.

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