01/02/2026

Movimento Escolas em Luta: novo ano letivo, lutas continuam!

 




Movimento Escolas em Luta: novo ano letivo, lutas continuam!

O Movimento Escolas em Luta deseja a todos os professores e professoras da rede municipal de São Paulo um retorno abençoado, com saúde, força e esperança. Que este novo ano letivo seja marcado pela sabedoria, pelo cuidado com o próximo e pela coragem de seguir firmes na missão de educar, mesmo diante de tantos desafios. Que Deus nos acompanhe e fortaleça cada passo nessa caminhada.

Seguimos unidos na defesa de uma educação pública de qualidade, com valorização profissional e respeito a toda a comunidade escolar. Todos os trabalhadores dentro de uma escola têm sua importância. A escola só funciona porque é um espaço coletivo, construído diariamente por diferentes profissionais.

Reconhecemos a importância das AVEs- Auxiliares de Vida Escolar, fundamental no acompanhamento dos alunos com necessidades especiais, dos funcionários do quadro de apoio ,  dos ATEs - Auxiliares Técnicos de Educação, além dos estagiários e estagiárias, que contribuem diretamente para o cotidiano pedagógico e organizacional das unidades.
A valorização precisa ser concreta, com direitos garantidos, condições dignas de trabalho e reconhecimento profissional.

Nossa luta é coletiva, justa e necessária. Defendemos a aplicação imediata da lei do descongelamento, o pagamento retroativo dos benefícios suspensos durante a pandemia e um reajuste salarial compatível com a inflação, que impeça o endividamento dos servidores. Reivindicamos que a J30 para o quadro de apoio saia do papel e seja efetivamente implementada, como direito e valorização desses profissionais.

Lutamos pelo fim do confisco das aposentadorias, pelo pagamento dos precatórios e pela defesa dos direitos dos colegas readaptados, garantindo escolha, lotação e manutenção da jornada e da JEIF nos moldes anteriores. Profissionais que adoecem não podem ser punidos. A punição não melhora a educação.

Defendemos a gestão democrática e o respeito às instâncias de participação da comunidade escolar, como os Conselhos de Escola e os CRECEs. A gestão democrática é um princípio essencial para a construção de escolas mais justas, transparentes e comprometidas com a formação de alunos críticos, conscientes e participativos.

Somos contra as intervenções nas escolas e defendemos os diretores afastados, a gestão pública e o fortalecimento da autonomia das unidades. Reivindicamos mais concursos públicos, com chamada imediata dos aprovados, além de respeito e acolhimento aos colegas contratados.

Seguimos firmes contra a terceirização das escolas e de outros setores do serviço público. Defendemos o fim das terceirizações e a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras do apoio escolar, como profissionais da limpeza, da merenda, mães POT e demais funcionários essenciais ao funcionamento das unidades. Esses trabalhadores merecem respeito, salários em dia e condições dignas de trabalho, pois sem eles não há escola funcionando.

Lutamos pela redução do número de alunos por sala, pela garantia de vagas para todos os estudantes e pela inclusão de alunos atípicos, com estrutura adequada, profissionais qualificados e qualidade no atendimento. Defendemos também o direito do professor escolher não apenas o horário, mas também sua turma, e a reabertura e manutenção da EJA nas EMEFs, assegurando à classe trabalhadora o direito aos estudos e à formação cidadã.

Seguimos firmes, porque educar também é lutar. Como nos ensinou Paulo Freire, ser professor e não lutar é uma contradição pedagógica.

Movimento Escolas em Luta

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