02/03/2026

“Devemos nos preparar para o pior”, diz Celso Amorim após agressões dos EUA e de Israel contra o Irã

 


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Assessor do presidente Lula avalia que escalada entre Irã, Estados Unidos e Israel pode se expandir e representa grave risco global

Celso Amorim
Celso Amorim (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
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247 - O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, embaixador Celso Amorim, afirmou em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (2) que o Brasil precisa estar atento ao agravamento do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel no Oriente Médio. Para ele, o cenário é de forte instabilidade e exige cautela por parte da diplomacia brasileira. As informações são do G1.

Segundo Amorim, a situação pode evoluir de forma preocupante. “Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, afirmou o embaixador.

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Questionado sobre o que considera ser “o pior”, Amorim apontou o risco de ampliação do conflito para além das fronteiras imediatas. “O aumento vertiginoso das tensões no Oriente Médio, com grande potencial de alastramento. O Irã historicamente fornece armamento para grupos xiitas que estão em outros países, além de grupos radicais”, argumentou.

O assessor informou ainda que conversaria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo do dia. De acordo com ele, os dois ainda não haviam tratado do tema desde o início da nova escalada militar.

No sábado (28), o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota classificando a intensificação das hostilidades como uma grave ameaça à paz. A manifestação ocorreu após os primeiros ataques que desencadearam a atual fase do confronto.

Após as agressões dos EUA e de Israel, o conflito se intensificou. Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases norte-americanas instaladas em diferentes países do Oriente Médio. Os bombardeios também atingiram a cúpula do poder iraniano e resultaram na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, conforme confirmação do próprio governo iraniano horas após os ataques.

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