
Nelice Pompeu
O 8 de março não nasceu de flores, homenagens ou mensagens bonitas nas redes sociais.
Nasceu das greves e da organização das mulheres trabalhadoras contra a exploração, os baixos salários e as jornadas desumanas. Nasceu da coragem de operárias que enfrentaram fábricas, patrões e uma sociedade que insistia em dizer que o lugar das mulheres era o silêncio.
Por isso, o Dia Internacional das Mulheres carrega uma história de enfrentamento, consciência política e resistência coletiva.
Cada direito conquistado pelas mulheres foi arrancado com luta.
A evolução da legislação brasileira mostra, passo a passo, o tamanho dessa batalha histórica.
Em 1932, as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil, posteriormente reafirmado na Constituição de 1946, que garantiu o direito de votar e serem votadas.
Em 1962, o Estatuto da Mulher Casada representou uma mudança profunda: a mulher deixou de precisar da autorização do marido para trabalhar, receber herança, comprar ou vender imóveis, assinar documentos ou viajar.
Em 1977, o casamento deixou de ser indissolúvel com a aprovação da Lei do Divórcio.
A Constituição de 1988 consolidou o princípio da igualdade ao proibir diferenças salariais ou de oportunidades por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.
Nos anos seguintes, novas conquistas foram incorporadas à legislação.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990, estabeleceu igualdade entre pai e mãe no exercício do poder familiar.
Em 2002, a falta de virgindade deixou de ser motivo legal para anular um casamento.
Em 2005, o Código Penal eliminou a expressão “mulher honesta”, um conceito moralista usado durante décadas para julgar vítimas.
Em 2006, surgiu a Lei Maria da Penha, marco fundamental no combate à violência doméstica.
Em 2015, o feminicídio passou a ser considerado crime hediondo quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica ou discriminação de gênero.
Outras mudanças importantes vieram depois: a criminalização da importunação sexual em 2018, a prioridade de divórcio para vítimas de violência doméstica em 2019, a tipificação da violência psicológica em 2021 e novas medidas de proteção, como o sigilo da identidade da vítima em processos e o monitoramento de agressores por tornozeleira eletrônica.
Mais recentemente, o Brasil também passou a contar com o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, uma política que articula União, estados e municípios para ampliar ações de prevenção, proteção às vítimas, responsabilização de agressores e produção de dados sobre a violência contra mulheres.
É por isso que o 8 de março existe.
Para lembrar que a igualdade ainda está longe de ser realidade.
A filósofa Simone de Beauvoir escreveu uma frase que atravessa gerações:
“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.”
O que muitas vezes se chama de “natureza feminina” sempre foi, na verdade, uma construção social moldada pelo patriarcado.
Disseram que mulheres são naturalmente sensíveis, cuidadoras, delicadas, maternais.
Essas ideias não surgiram por acaso.
Serviram para justificar salários menores, desqualificar a produção intelectual feminina e empurrar mulheres para o trabalho doméstico não remunerado.
Quando uma mulher se posiciona com firmeza, é chamada de louca.
Quando ocupa espaços de poder, dizem que quer assumir um papel masculino.
Quando denuncia violência, tentam desacreditá-la.
Assim, o sistema se protege e a roda do machismo continua girando.
Ele aparece nas piadas, nos julgamentos morais, nas tentativas de silenciar mulheres e nas campanhas de desmoralização contra quem denuncia.
A realidade brasileira mostra o quanto esse problema ainda é grave.
O país registra, em média, quatro feminicídios por dia.
E há um dado ainda mais revelador: é praticamente impossível encontrar uma mulher que não tenha sofrido algum tipo de violência ao longo da vida — seja física, psicológica, moral, sexual ou simbólica.
Enquanto você lê este texto, provavelmente alguma mulher esteja sendo vítima de violência em algum lugar. > Nelice Pompeu: Você ja pensou nisso?
As estatísticas são assustadoras, mas não são apenas números. São vidas interrompidas, histórias silenciadas, famílias destruídas.
Isso mostra que a violência contra mulheres não é um problema isolado. É estrutural.
Em poucos dias, o noticiário trouxe casos que escancaram essa realidade: uma adolescente vítima de estupro coletivo, uma religiosa idosa brutalmente assassinada, uma mulher violentada dentro de um ônibus por quem deveria garantir sua segurança.
Essas histórias não são exceções.
São sintomas de uma cultura que ainda banaliza o ódio contra mulheres e permite que discursos misóginos circulem livremente.
Muitas vezes, quando uma mulher denuncia, ela passa a ser julgada, ridicularizada ou tratada como “doida”.
Por isso tantas permanecem em silêncio.
Denunciar violência exige coragem. É um grito de socorro.
Quando uma vítima decide falar, a sociedade precisa ouvir. Questionar a vítima apenas reproduz o ciclo de violência.
O que muitas mulheres precisam naquele momento é algo simples e poderoso: acolhimento. Um gesto de empatia e sororidade.
Alguém que diga: “Eu acredito em você.”
Esse apoio pode ser o primeiro passo para reconstruir uma vida.
Infelizmente, o machismo também se perpetua quando outras mulheres preferem o silêncio ou reproduzem julgamentos que reforçam a lógica patriarcal.
Omissão diante da violência não é neutralidade. É conivência com o agressor.
Não adianta desejar “Feliz Dia das Mulheres” e votar contra os direitos das mulheres.
Não adianta publicar homenagens enquanto se tolera o machismo, a misoginia e a violência política de gênero.
Por isso, não vote em:
• machistas
• misóginos
• agressores
• assediadores
• estupradores
• quem usa a Justiça para silenciar mulheres
• quem ataca os direitos das mulheres
• quem pratica violência política de gênero
Ser aliado não é fazer discursos bonitos.
É agir todos os dias para desmontar as estruturas que sustentam o patriarcado.
Ser mulher ainda significa, muitas vezes, resistir para existir.
Seguimos denunciando, ocupando espaços e exigindo respeito.
Por nós.
Pelas que vieram antes.
Pelas que ainda virão.
E também por aquelas que não estão mais aqui para contar suas histórias.
Seremos a voz delas.
Porque nenhuma de nós quer ser a próxima.
As estatísticas são assustadoras, mas não são apenas números. São vidas interrompidas, histórias silenciadas, famílias destruídas.
Isso mostra que a violência contra mulheres não é um problema isolado. É estrutural.
Em poucos dias, o noticiário trouxe casos que escancaram essa realidade: uma adolescente vítima de estupro coletivo, uma religiosa idosa brutalmente assassinada, uma mulher violentada dentro de um ônibus por quem deveria garantir sua segurança.
Essas histórias não são exceções.
São sintomas de uma cultura que ainda banaliza o ódio contra mulheres e permite que discursos misóginos circulem livremente.
Muitas vezes, quando uma mulher denuncia, ela passa a ser julgada, ridicularizada ou tratada como “doida”.
Por isso tantas permanecem em silêncio.
Denunciar violência exige coragem. É um grito de socorro.
Quando uma vítima decide falar, a sociedade precisa ouvir. Questionar a vítima apenas reproduz o ciclo de violência.
O que muitas mulheres precisam naquele momento é algo simples e poderoso: acolhimento. Um gesto de empatia e sororidade.
Alguém que diga: “Eu acredito em você.”
Esse apoio pode ser o primeiro passo para reconstruir uma vida.
Infelizmente, o machismo também se perpetua quando outras mulheres preferem o silêncio ou reproduzem julgamentos que reforçam a lógica patriarcal.
Omissão diante da violência não é neutralidade. É conivência com o agressor.
Não adianta desejar “Feliz Dia das Mulheres” e votar contra os direitos das mulheres.
Não adianta publicar homenagens enquanto se tolera o machismo, a misoginia e a violência política de gênero.
Por isso, não vote em:
• machistas
• misóginos
• agressores
• assediadores
• estupradores
• quem usa a Justiça para silenciar mulheres
• quem ataca os direitos das mulheres
• quem pratica violência política de gênero
Ser aliado não é fazer discursos bonitos.
É agir todos os dias para desmontar as estruturas que sustentam o patriarcado.
Ser mulher ainda significa, muitas vezes, resistir para existir.
Seguimos denunciando, ocupando espaços e exigindo respeito.
Por nós.
Pelas que vieram antes.
Pelas que ainda virão.
E também por aquelas que não estão mais aqui para contar suas histórias.
Seremos a voz delas.
Porque nenhuma de nós quer ser a próxima.
Nasceu das greves e da organização das mulheres trabalhadoras contra a exploração, os baixos salários e as jornadas desumanas. Nasceu da coragem de operárias que enfrentaram fábricas, patrões e uma sociedade que insistia em dizer que o lugar das mulheres era o silêncio.
Por isso, o Dia Internacional das Mulheres carrega uma história de enfrentamento, consciência política e resistência coletiva.
Cada direito conquistado pelas mulheres foi arrancado com luta.
A evolução da legislação brasileira mostra, passo a passo, o tamanho dessa batalha histórica.
Em 1932, as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil, posteriormente reafirmado na Constituição de 1946, que garantiu o direito de votar e serem votadas.
Em 1962, o Estatuto da Mulher Casada representou uma mudança profunda: a mulher deixou de precisar da autorização do marido para trabalhar, receber herança, comprar ou vender imóveis, assinar documentos ou viajar.
Em 1977, o casamento deixou de ser indissolúvel com a aprovação da Lei do Divórcio.
A Constituição de 1988 consolidou o princípio da igualdade ao proibir diferenças salariais ou de oportunidades por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.
Nos anos seguintes, novas conquistas foram incorporadas à legislação.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990, estabeleceu igualdade entre pai e mãe no exercício do poder familiar.
Em 2002, a falta de virgindade deixou de ser motivo legal para anular um casamento.
Em 2005, o Código Penal eliminou a expressão “mulher honesta”, um conceito moralista usado durante décadas para julgar vítimas.
Em 2006, surgiu a Lei Maria da Penha, marco fundamental no combate à violência doméstica.
Em 2015, o feminicídio passou a ser considerado crime hediondo quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica ou discriminação de gênero.
Outras mudanças importantes vieram depois: a criminalização da importunação sexual em 2018, a prioridade de divórcio para vítimas de violência doméstica em 2019, a tipificação da violência psicológica em 2021 e novas medidas de proteção, como o sigilo da identidade da vítima em processos e o monitoramento de agressores por tornozeleira eletrônica.
Mais recentemente, o Brasil também passou a contar com o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, uma política que articula União, estados e municípios para ampliar ações de prevenção, proteção às vítimas, responsabilização de agressores e produção de dados sobre a violência contra mulheres.
É por isso que o 8 de março existe.
Para lembrar que a igualdade ainda está longe de ser realidade.
A filósofa Simone de Beauvoir escreveu uma frase que atravessa gerações:
“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.”
O que muitas vezes se chama de “natureza feminina” sempre foi, na verdade, uma construção social moldada pelo patriarcado.
Disseram que mulheres são naturalmente sensíveis, cuidadoras, delicadas, maternais.
Essas ideias não surgiram por acaso.
Serviram para justificar salários menores, desqualificar a produção intelectual feminina e empurrar mulheres para o trabalho doméstico não remunerado.
Quando uma mulher se posiciona com firmeza, é chamada de louca.
Quando ocupa espaços de poder, dizem que quer assumir um papel masculino.
Quando denuncia violência, tentam desacreditá-la.
Assim, o sistema se protege e a roda do machismo continua girando.
Ele aparece nas piadas, nos julgamentos morais, nas tentativas de silenciar mulheres e nas campanhas de desmoralização contra quem denuncia.
A realidade brasileira mostra o quanto esse problema ainda é grave.
O país registra, em média, quatro feminicídios por dia.
E há um dado ainda mais revelador: é praticamente impossível encontrar uma mulher que não tenha sofrido algum tipo de violência ao longo da vida — seja física, psicológica, moral, sexual ou simbólica.
Enquanto você lê este texto, provavelmente alguma mulher esteja sendo vítima de violência em algum lugar. > Nelice Pompeu: Você ja pensou nisso?
As estatísticas são assustadoras, mas não são apenas números. São vidas interrompidas, histórias silenciadas, famílias destruídas.
Isso mostra que a violência contra mulheres não é um problema isolado. É estrutural.
Em poucos dias, o noticiário trouxe casos que escancaram essa realidade: uma adolescente vítima de estupro coletivo, uma religiosa idosa brutalmente assassinada, uma mulher violentada dentro de um ônibus por quem deveria garantir sua segurança.
Essas histórias não são exceções.
São sintomas de uma cultura que ainda banaliza o ódio contra mulheres e permite que discursos misóginos circulem livremente.
Muitas vezes, quando uma mulher denuncia, ela passa a ser julgada, ridicularizada ou tratada como “doida”.
Por isso tantas permanecem em silêncio.
Denunciar violência exige coragem. É um grito de socorro.
Quando uma vítima decide falar, a sociedade precisa ouvir. Questionar a vítima apenas reproduz o ciclo de violência.
O que muitas mulheres precisam naquele momento é algo simples e poderoso: acolhimento. Um gesto de empatia e sororidade.
Alguém que diga: “Eu acredito em você.”
Esse apoio pode ser o primeiro passo para reconstruir uma vida.
Infelizmente, o machismo também se perpetua quando outras mulheres preferem o silêncio ou reproduzem julgamentos que reforçam a lógica patriarcal.
Omissão diante da violência não é neutralidade. É conivência com o agressor.
Não adianta desejar “Feliz Dia das Mulheres” e votar contra os direitos das mulheres.
Não adianta publicar homenagens enquanto se tolera o machismo, a misoginia e a violência política de gênero.
Por isso, não vote em:
• machistas
• misóginos
• agressores
• assediadores
• estupradores
• quem usa a Justiça para silenciar mulheres
• quem ataca os direitos das mulheres
• quem pratica violência política de gênero
Ser aliado não é fazer discursos bonitos.
É agir todos os dias para desmontar as estruturas que sustentam o patriarcado.
Ser mulher ainda significa, muitas vezes, resistir para existir.
Seguimos denunciando, ocupando espaços e exigindo respeito.
Por nós.
Pelas que vieram antes.
Pelas que ainda virão.
E também por aquelas que não estão mais aqui para contar suas histórias.
Seremos a voz delas.
Porque nenhuma de nós quer ser a próxima.
As estatísticas são assustadoras, mas não são apenas números. São vidas interrompidas, histórias silenciadas, famílias destruídas.
Isso mostra que a violência contra mulheres não é um problema isolado. É estrutural.
Em poucos dias, o noticiário trouxe casos que escancaram essa realidade: uma adolescente vítima de estupro coletivo, uma religiosa idosa brutalmente assassinada, uma mulher violentada dentro de um ônibus por quem deveria garantir sua segurança.
Essas histórias não são exceções.
São sintomas de uma cultura que ainda banaliza o ódio contra mulheres e permite que discursos misóginos circulem livremente.
Muitas vezes, quando uma mulher denuncia, ela passa a ser julgada, ridicularizada ou tratada como “doida”.
Por isso tantas permanecem em silêncio.
Denunciar violência exige coragem. É um grito de socorro.
Quando uma vítima decide falar, a sociedade precisa ouvir. Questionar a vítima apenas reproduz o ciclo de violência.
O que muitas mulheres precisam naquele momento é algo simples e poderoso: acolhimento. Um gesto de empatia e sororidade.
Alguém que diga: “Eu acredito em você.”
Esse apoio pode ser o primeiro passo para reconstruir uma vida.
Infelizmente, o machismo também se perpetua quando outras mulheres preferem o silêncio ou reproduzem julgamentos que reforçam a lógica patriarcal.
Omissão diante da violência não é neutralidade. É conivência com o agressor.
Não adianta desejar “Feliz Dia das Mulheres” e votar contra os direitos das mulheres.
Não adianta publicar homenagens enquanto se tolera o machismo, a misoginia e a violência política de gênero.
Por isso, não vote em:
• machistas
• misóginos
• agressores
• assediadores
• estupradores
• quem usa a Justiça para silenciar mulheres
• quem ataca os direitos das mulheres
• quem pratica violência política de gênero
Ser aliado não é fazer discursos bonitos.
É agir todos os dias para desmontar as estruturas que sustentam o patriarcado.
Ser mulher ainda significa, muitas vezes, resistir para existir.
Seguimos denunciando, ocupando espaços e exigindo respeito.
Por nós.
Pelas que vieram antes.
Pelas que ainda virão.
E também por aquelas que não estão mais aqui para contar suas histórias.
Seremos a voz delas.
Porque nenhuma de nós quer ser a próxima.

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