ASSEMBLEIA APROVOU GREVE NOS DIAS 9 E 10 DE ABRIL! NOVA ASSEMBLEIA DIA 10 DE ABRIL PARA AVALIAR A CONTINUIDADE DA GREVE
Na sexta-feira, 6 de março, professores, professoras, estudantes, entidades sindicais, movimentos sociais e outros segmentos se reuniram na
Avenida Paulista, em frente ao MASP, dando início a uma programação
de luta que se estendeu até a noite, na Praça da República.
Realizamos a Assembleia Estadual dos Professores, seguida de ato e
caminhada com o funcionalismo, estudantes e movimentos sociais até a
Praça da República, onde se realizou o Tributo à Educação, ao funcionalismo e à população paulista, com apresentação do cantor Chico César.
Greve nos dias 9 e 10 de abril
A assembleia dos professores avaliou todos os ataques recentes que o
governo de Tarcísio de Freitas vem desferindo contra a Educação pública
e contra a categoria e colocou em pauta a necessidade da greve para
dar uma resposta contundente à política de desmonte da Educação e
dos serviços públicos, para levar o governo à negociação.
A greve, debatida nas escolas nas últimas semanas, foi colocada
em votação. A decisão foi a greve nos dias 9 e 10 de abril, denominada
Operação Braços Cruzados.
No dia 9 de abril, estaremos nas escolas para dialogar com os professores, estudantes, pais e mães, funcionários sobre nossa campanha, todos os
ataques do governo Tarcísio e as respostas contundentes que devemos dar.
No dia 10 de abril, já paralisados desde o dia 9, realizaremos a Assembleia Estadual para avaliarmos a continuidade do movimento.
A greve será precedida da intensificação de visitas às escolas, eleição
de representantes em todas as escolas, assembleias populares, por meio
dos comitês populares nas subsedes.
Nossa campanha em defesa da Educação pública, dos serviços públicos e dos direitos da população vai muito além da nossa categoria. É
uma luta social e se interliga com as questões de todo o funcionalismo.
Caravana nas regiões e a
construção dos Comitês de Luta
Assim, estaremos em todas as regiões, na Caravana da Educação e
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Secretaria de Comunicação
do Funcionalismo, para ampliar a campanha, divulgar nossa luta nas
mídias locais e realizar o lançamento dos Comitês de Luta em todas as
subsedes entre os dias 16 de março e 10 de abril.
Nossas subsedes devem convocar o máximo de entidades e movimentos para participarem dos momentos em que a caravana estiver na
região e organizar o lançamento dos Comitês de Luta, que devem ser
organizados pelas nossas subsedes juntamente com todas essas entidades e movimentos.
Os Comitês de Luta são fundamentais neste momento, pois nossas
reivindicações específicas se combinam com as reivindicações gerais da
classe trabalhadora e nosso futuro depende da disputa eleitoral deste
ano no Brasil e no Estado de São Paulo.
Uma eventual reeleição do governador Tarcísio de Freitas significará
um desmonte sem precedentes do Estado, dos serviços públicos e dos
nossos direitos. Será um aval para a ampla privatização e militarização
de todas os aspectos da Educação e demais serviços públicos. Da mesma forma, eventual vitória da extrema direita em nível nacional poderá
significar um retrocesso ainda mais profundo no nosso país.
Assim, reenviaremos para as subsedes o documento que editamos
com o passo a passo para a constituição dos Comitês, assim como programaremos para data a ser definida o Encontro Estadual dos Comitês
de Luta.
Dia 11 de março, todos à Alesp!
Neste momento, um ponto fundamental da nossa pauta é a luta pela
retirada da Assembleia Legislativa do projeto de lei 1316/2025, que é
a Reforma Administrativa da Educação. Para tanto, precisamos lotar a
Alesp no dia 11 de março, quarta-feira, às 10 horas, quando ocorrerá nova
audiência pública oficial para debater este projeto. No mesmo dia, realizaremos um ato público em frente a Alesp, para o qual convidaremos
todas as entidades do funcionalismo, dos estudantes e movimentos
sociais.
Esta reforma institucionaliza pontos inaceitáveis, como a volta da
falta dia, a avaliação de desempenho, a redução salarial por meio de
descontos no ALE, a remoção ex offício e outros ataques. Temos que
reforçar este tema junto a professoras e professores nas nossas escolas.
Ato unificado do funcionalismo
Dia 20 de março, estaremos juntos no Ato Unificado do Funcionalismo,
que será realizado em São Paulo, cuja plenária preparatória ocorrerá no
dia 13 de março na Sede Central da APEOESP
APEOESP presente no Dia
Internacional de Luta das Mulheres
No dia 8 de março, domingo, estaremos em peso na Avenida Paulista
para lutar contra o feminicídio, contra a guerra imperialista e contra o
projeto autoritário e privatista de Tarcísio de Freitas em São Paulo. Somos uma categoria majoritariamente feminina e nossa presença neste
dia se inscreve no nosso calendário de lutas rumo à greve.
É importante nossa unidade, mulheres e homens, para concretizar o
Pacto Nacional do Brasil contra o Feminicídio em medidas efetivas dos
governos, da justiça e da sociedade.
Evasão no ensino médio é
resultado das políticas de Tarcísio
O Estado de São Paulo, lamentavelmente, liderou em 2025 a evasão
de estudantes do ensino médio, representando 2,5 vezes a média nacional. São 251 mil estudantes a menos nas escolas de ensino médio na
rede estadual de ensino.
Esse resultado catastrófico é consequência das políticas de desmonte
da Educação pública do governo Tarcísio de Freitas, como a imposição
de Escolas de Ensino Integral no ensino médio, quando deveria se iniciar paulatinamente desde a educação infantil. As mães trabalhadoras
e a boa formação de seus filhos menores, base para a continuidade da
formação escolar dessas crianças, necessitam de escolas em tempo
integral.
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Secretaria de Comunicação
A imposição do PEI (Programa de Ensino Integral) excluiu os estudantes trabalhadores que também não encontraram vagas no noturno
face ao fechamento das classes. Excluídos, sequer podem estudar nas
classes de Educação de Jovens e Adultos, porque também estão sendo
fechadas.
Exigimos a reabertura das classes do noturno e a abertura de classes
de EJA, presenciais e nos termos do ensino regular.
Chega de discriminação racial
No dia 21 de março as professoras e os professores estarão presentes
no Anhembi, juntamente com o presidente Lula e outras autoridades,
participando do ato pelo Dia Nacional Contra a Discriminação Racial.
A APEOESP possui um importante trabalho de combate ao racismo
e lutamos por uma sociedade sem preconceitos, violências e injustiças
derivadas do racismo estrutural e da discriminação racial.

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