05/04/2026

Acordo entre órgãos federais garante segurança sanitária e autonomia para mulheres quilombolas

 



Iniciativa prevê a implantação de 200 sistemas de tratamento de água e capacitação de mulheres para a gestão e manutenção dos equipamentos, fortalecendo a autonomia comunitária

Agencia Gov | Via MMulheres
04/04/2026 08:55
Acordo entre órgãos federais garante segurança sanitária e autonomia para mulheres quilombolas
Gabriela Mutti/Ascom Mulheres
Na capital cearense, Ministério das Mulheres e Funasa assinam Acordo de Cooperação Técnica para a implementação de 200 sistemas de tratamento de água

Tendo em vista que a perspectiva de gênero é uma pauta transversal, e pensando na multiplicidade de realidades do País, o Ministério das Mulheres celebrou Acordo de Cooperação Técnica com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) com foco na implantação de 200 sistemas alternativos de tratamento de água em territórios quilombolas . A ação será executada entre 2026 e 2027, com foco nas regiões Norte e Nordeste.

A iniciativa busca garantir acesso à água potável, promoção de saúde, da dignidade e qualidade de vida das famílias e comunidades quilombolas. Além disso, a parceria vai oferecer capacitação de mulheres quilombolas para a operação e manutenção dos sistemas e na vigilância da qualidade da água. A iniciativa fortalece o protagonismo feminino , a autonomia comunitária e a segurança sanitária nos territórios.

Durante o Encontro Nacional de Gestoras de Políticas Públicas para Mulheres que aconteceu em Fortaleza, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, assinou o ACT, juntamente com o diretor-Executivo Cláudio Torquato, da Funasa. Na ocasião, a ministra reforçou que, principalmente quando o assunto é mulheres, o debate não pode ser centralizado, pois a perspectiva de gênero é transversal e intersetorial.

 “Quando falamos de acordos, estamos falando dessa narrativa de construir coletivamente. Não é o poder público separado. São os estados e municípios junto com o poder público construindo o direito à cidade, aos direitos fundamentais, ao direito das mulheres. Nesse momento, precisamos de ação colaborativa, pois é isso que permitirá a implementação de um sistema nacional de uma política para mulheres” , declarou a ministra.

Em algumas regiões do País, o acesso à água ocorre de forma regular, mas o cenário não é unanime em todos estados e municípios. Em diversas localidades, o acesso à água potável se torna um verdadeiro desafio, por isso, pensar na pauta como um direito básico é pensar na saúde e a dignidade dessas comunidades.

Para o diretor-Executivo da Funasa, Cláudio Torquato, o trabalho em parceria permite que a política pública chegue todos os lugares, de forma a atender as necessidades específicas de cada região. "A parceria entre o Ministério das Mulheres e a Funasa representa a relevância e o compromisso desse ACT em levar atendimento às famílias quilombolas e comunidades tradicionais que estão envolvidas nessa parceria. Isso permite que a política pública chegue aonde precisa chegar", afirmou Torquato.

Para além de infraestrutura

A partir da necessidade de formar e capacitar as mulheres como “guardiãs” da água, o Ministério das Mulheres incluiu, junto ao ACT celebrado com a Funasa, a capacitação de mulheres para operação, manutenção e vigilância da qualidade da água. Essa formação permite protagonismo feminino em rede. Desse modo, aquelas que já foram capacitadas podem atuar como multiplicadoras incentivar que as próprias mulheres da comunidade organizem a gestão comunitária desses sistemas .

Vigência

O Acordo de Cooperação Técnica entre os órgãos tem a validade de 24 meses e não conta com transferências de recursos entre Funasa MMulheres . A parceria se dá em regime de cooperação mútua, em que cada participante do ACT execute s uas responsabilidades com orçamento e pessoal próprios .

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