Reunidos em Assembleia Estadual em frente ao MASP, na Avenida Paulista, no dia 10 de abril, cerca de 10 mil professoras e professores avaliaram
positivamente a greve realizada em 9 e 10 de abril, que alcançou média de
40% de adesão em todo o estado, e decidiram pela continuidade da luta,
com a realização de nova assembleia estadual no dia 28 de abril, em frente à
Assembleia Legislativa, onde tramita o PL 1316/2025 (Reforma Administrativa
da Educação), que traz diversos ataques aos direitos da categoria.
Além da retirada do PL 1316/2025, também queremos reajuste no
salário base e na carreira, não bônus ou abono complementar.
Após a assembleia houve manifestações de apoio de outras entidades
e movimentos e caminhada até a Praça da República.
Mais classes no noturno
Lutamos também pela abertura e reabertura das classes no noturno,
no ensino médio e EJA, contra a recusa da SEDUC em orientar as escolas
e as UREs a acolher a demanda das comunidades.
Derrotamos os faróis. Precisamos acabar
com a avaliação de desempenho
Reafirmamos a luta contra a avaliação punitiva imposta pela governo
Tarcísio de Freitas, lembrando a grande vitória que obtivemos nesta semana, com a publicação do comunicado que retira a proibição de professores da categoria O, classificados como faróis vermelho e amarelo,
participarem de atribuições de aulas. Todos podem participar.
Agora, temos que impedir a aprovação do PL 1316/2025, que pretende
institucionalizar a avaliação de desempenho. Não podemos permitir a
continuidade dessa política autoritária.
Queremos reajuste salarial!
Exigimos que os quase R$ 1 bilhão destinados a bônus se convertam
em reajuste linear para todo o Magistério, da ativa e aposentados.
Assim como os policiais, queremos emergencialmente reajuste linear
de 10%, sendo nossa perspectiva a equiparação salarial com os demais
profissionais com formação de nível superior, como determina a meta
17 do Plano Estadual de Educação.
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Calendário de luta
O calendário de mobilização, definido pela Diretoria, CER e assembleia, ocorrerá até que o governo Tarcísio retire o PL 1316/ 2025 da Assembleia Legislativa e prevê:
Dia 14/4 – a partir das 14h30 - lotar a Alesp para acompanhar os debates
e pressionar os deputados pela retirada e rejeição do PL 1316/2025
Dia 15/4 - participar da Semana da Educação da CNTE – Marcha Nacional
em Brasília
Dia 16/4 – 10 horas - realizar encontro de estudantes, pais, mães e professores atípicos
Dia 16/4 – 14 horas – reunião na SEDUC com estudantes, pais, mães e
professores atípicos
Dia 17/04 - realizar dia estadual de avaliação do governo Tarcísio
Dia 27/04 – 18 horas - Ato de solidariedade ao povo cubano – local a definir
Dia 28/04 - 10 horas – ato em defesa do IAMSPE – HSPE
Dia 28/04 - 15 horas - Assembleia estadual dos professores - com paralisação - Alesp
Também será agendado Encontro Estadual dos Comitês Populares
Mobilização total
Neste período, vamos retomar e intensificar visitas às escolas, realizar
reuniões com estudantes, funcionários pais e mães, buscando ampliar
e consolidar apoio à nossa luta.
Também é fundamental continuarmos a constituir e lançar comitês
de luta nas subsedes, organizados junto com sindicatos, entidades,
organizações e movimentos sociais. Já existem 60 comitês constituídos
ou com lançamento previsto. O objetivo é termos um comitê em cada
subsede. Os comitês devem se reunir e realizar assembleias populares,
combinando a luta da educação com as lutas setoriais, no interesse de
todos. Educação de qualidade é uma luta social. Um Encontro Estadual
dos Comitês de Luta será agendado.
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Caravana
O CER avaliou muito positivamente a Caravana por Educação, Serviços
Públicos de Qualidade e Direitos do Funcionalismo, que percorreu todas
as regiões do estado entre 24 de março e 8 de abril. Uma nova edição
da caravana poderá ser realizada.
Dia Nacional de Luta
APEOESP participará da Semana em Defesa e Promoção da Educação
Pública realizada pela CNTE e enviará um ônibus a Brasília no dia 15 de
abril (Marcha Nacional). O ônibus sairá no dia 14 de abril, da Casa do
Professor. Interessados devem enviar nomes, RGs e números de celulares
até dia 13 de abril, segunda-feira, às 18 horas, para o e-mail celiany@
apeoesp.org.br.
Estamos na luta pelo fim da escala 6x1
e pela implementação da jornada do piso
O governo do presidente Lula enviou ao Congresso Nacional projeto
de lei pelo fim da escala 6x1. Nós também estamos nessa luta, prioridade
para a classe trabalhadora pelo direito a tempo de descanso, cultura,
lazer, estar com a família com mais qualidade de vida.
Na mesma perspectiva, exigimos que o governo Tarcísio cumpra
sentença do Superior Tribunal de Justiça, que determinou a implementação da jornada do piso para os professores, ou seja, em jornada de
trabalho de 40 horas semanais, 26 aulas com estudantes e 14 aulas para
atividades de formação, preparação de aulas, formulação de provas e
trabalhos e outras atividades, independente da duração de cada aula.
Esta sentença foi conquista pela APEOESP.
Na luta por inclusão de verdade
No dia 16 de abril, às 14 horas, haverá na sede da SEDUC uma reunião
com a Diretoria da APEOESP, professores, estudantes, pais e mães atípicos para debater a política de Educação Especial do governo Tarcísio.
Pela manhã, às 10 horas, na Sede Central, haverá o III Encontro Esta-
dual de Professores, Estudantes, Pais e Mães Atípicos para continuarmos
Vamos avaliar o governo Tarcísio!
Está previsto para 17 de abril o Dia Estadual de Avaliação do Governo
Tarcísio, quando convidaremos a comunidade a avaliar alguns aspectos
centrais deste governo, que vem atacando e desmontando a Educação
pública no nosso estado.
Diferentemente do governo Tarcísio, que realiza uma avaliação punitiva, orientada a demitir professores por meios dos "faróis" vermelho e
amarelo, nossa avaliação visa expor e obter a livre opinião de professores, funcionários, estudantes, pais e mães sobre os principais aspectos
das políticas educacionais do governo estadual.
Orientações e questionários serão enviados às subsedes.
CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE
AO POVO CUBANO
O povo cubano está vivendo momentos dramáticos com a intensificação do embargo econômico e sanções impostos ao país pelo governo
Donald Trump. Há fome e muitas necessidades na ilha. A APEOESP se
soma à campanha de solidariedade. As subsedes devem se tornar postos
de coleta de alimentos não perecíveis, remédios e produtos de higiene
pessoal. Serão enviados banners para esta finalidade.
Nosso Sindicato, juntamente a outras entidades, realizará um Ato
de Solidariedade ao Povo Cubano, no dia 27 de abril, às 18 horas, em
local a ser definido. As subsedes devem realizar atos de solidariedade
a Cuba nas regiões.
Uma moção da APEOESP será enviada ao presidente Lula, ao Ministério
das Relações Exteriores e outros órgãos, solicitando a ampliação de medidas
efetivas do governo brasileiro de solidariedade a Cuba e seu povo.
A APEOESP também apoiará a nova flotilha de solidariedade a Cuba.
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M O Ç Õ E S
TODA NOSSA SOLIDARIEDADE
AO POVO CUBANO
Neste momento histórico, dirigir nosso olhar para Cuba é reconhecer a força de um povo que, há décadas, demonstra uma resiliência
singular. Expressar solidariedade à ilha caribenha não é apenas um
gesto político, mas um reconhecimento da dignidade humana que
persiste frente a mais poderosa nação do planeta.
Cuba atravessa momentos complexos e muito delicados, enfrentando obstáculos econômicos severos e as consequências do embargo
dos Estados Unidos, que impacta diretamente o cotidiano de milhões
de famílias.
A política do governo de Donald Trump de "pressão máxima" contra Cuba é violenta e inaceitável. Trump reverteu as flexibilizações
adotadas no final da gestão anterior (Biden) e promoveu o endurecimento sem precedentes das sanções econômicas e diplomáticas, que
violam a soberania cubana e representam uma ingerência ilegal nos
seus assuntos internos, pois visam derrubar o governo e forçar uma
mudança política no país, contra a vontade do povo cubano.
Com a assinatura de uma Ordem Executiva, em janeiro de 2026, Trump
declarou Cuba emergência nacional para os Estados Unidos, classificando-
-a como "Estado Patrocinador do Terrorismo" e parte do "eixo do mal" na
América Latina, e recrudesceu a ofensiva, sufocando as fontes de receita
do governo cubano e isolando o país internacionalmente.
Hoje, Cuba é vítima de um bloqueio energético, aplicação de altas
tarifas e sanções a países e empresas que com ela mantenham relações comerciais e investimentos, restrições a viagens, incluindo voos
charter e cruzeiros para a ilha, remessa de valores e outras medidas.
Agora, Trump ameaça abertamente com uma intervenção militar
na ilha, declarando insistentemente que "Cuba é a próxima", numa
alusão ao ataque militar à Venezuela, com o sequestro de Nicolás
organizando este luta.
Maduro e sua esposa Cília Flores, à guerra contra o Irã e assassinato
de dirigentes.
O resultado dessa política vem sendo dramático e devastador para
e economia e a população cubanas. Há uma crise energética severa
em Cuba, reduzindo drasticamente a entrada de petróleo, a indústria
do turismo, fundamental para o país, encontra-se estagnada. Faltam
alimentos, remédios, produtos essenciais para o dia-a-dia dos cubanos.
Com o embargo energético desde janeiro deste ano, devido à proibição de envio de combustível a partir da Venezuela, a ilha sofre em
diversas frentes: colapso nos atendimentos hospitalares, perda de medicamentos e sangue por falta de refrigeração, fim da circulação de viaturas
como ambulância, defesa civil, bombeiros; fim do transporte público e
circulação de alimentos, levando à déficit de proteína na alimentação
básica da população, fim das aulas presenciais nas universidades, redução da permanência diária nas escolas básicas e infantis, são apenas
algumas das imediatas consequências das últimas medidas de Trump,
incentivadas por Marco Rubio, um ressentido pela expropriação dos
antigos exploradores da ilha, desde 1959, ano 1 da revolução.
Além disso, outra intenção de Trump é invisibilizar as conquistas
de uma revolução: a universalização da saúde, da moradia e da educação. A taxa de analfabetismo no país é de 0,2%. 70% dos cubanos são
graduados. Tudo isso porque saúde, educação não são mercadorias:
são serviços públicos 100% estatais e de excelência.
O país necessita de nossa solidariedade urgente.
A solidariedade é a ternura dos povos
Nossa solidariedade – e a de todo o povo brasileiro - precisa se
manifestar de forma concreta, por meio de:
Garantia de acesso a insumos básicos, alimentos não perecíveis,
medicamentos e energia;
Luta intransigente pelo fim do bloqueio dos Estados Unidos a
Cuba;
Defesa da soberania e autodeterminação do país frente a toda
a comunidade internacional e todos os demais países.
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Devemos denunciar e impedir qualquer ingerência externa em
Cuba, sobretudo ingerência militar. É inaceitável que o presidente
estadunidense Donald Trump ameace invadir a ilha, sem que toda a
comunidade internacional e as Nações Unidas se oponham energicamente a essas ameaças.
Não se pode falar em solidariedade a Cuba sem mencionar a mão
estendida que a própria ilha ofereceu ao mundo em momentos críticos. Das brigadas médicas que combateram o Ebola na África à assistência durante a pandemia de Covid-19 em diversos continentes,
o internacionalismo cubano ensinou que a saúde e a ciência devem
estar a serviço da vida, sem fronteiras.
Apelamos ao presidente Lula, ao governo brasileiro, que intensifiquem e ampliem medidas concretas de solidariedade em relação a
Cuba, que passam pelo fornecimento de combustível, remessa de alimentos e remédios, demais produtos essenciais, ações concretas de
cooperação técnica, ajuda humanitária, fornecimento de máquinas e
demais insumos necessários à economia e ao cotidiano do povo cubano.
Apelamos ainda ao presidente Lula e ao governo brasileiro que
amplifique pronunciamentos nos fóruns internacionais de denúncia da política de Donald Trump contra Cuba e que, por meio de sua
reconhecida influência, promova iniciativas juntamente com demais
países e lideranças globais para defender a soberania cubana, a integridade do país e de seu povo, e para potencializar a solidariedade
com a população cubana.
Nós, da APEOESP, estamos inteiramente solidários com o povo
cubano e conclamamos toda a nossa categoria a contribuir com as
iniciativas que tomaremos, como o recolhimento de doações na Sede
Central, subsedes e demais espaços do nosso Sindicato.
Que a criatividade, a alegria e a cultura vibrante do povo cubano
continuem a inspirar o mundo, e que este mesmo mundo saiba retribuir com a justiça e solidariedade ativas para que o povo cubano
possa prosperar em paz, com autonomia e soberania.
Diretoria da APEOESP
CHEGA DE FEMINICÍDIOS E
VIOLÊNCIA POLICIAL!
A APEOESP reitera seu repúdio à onda de feminicídios que ocorre
no país e muito mais acentuadamente no Estado de São Paulo, assim
como à violência policial crescente sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas. Neste momento expressamos nosso mais veemente
repúdio ao assassinato de Thawanna da Silva Dalmásio, 32 anos, mãe
de cinco filhos, morta com um tiro no peito sem qualquer justificativa
pela soldado Yasmin Cursino Ferreira no bairro Cidade Tiradentes,
Zona Leste de São Paulo.
O episódio evidencia a política de morte implementada por Tarcísio
de Freitas, com o adestramento da tropa da Polícia Militar para tratar
de forma desigual diferentes extratos da população, com abusos de
autoridade e crescente violência contra a população negra e periférica.
No caso do assassinato da senhora Thawanna, a viatura da PM por
pouco não a atropelou, juntamente com seu marido, e seus integrantes
retornaram de ré, tratando rispidamente o casal, que questionou o
comportamento dos policiais. Menos de um minuto após houve o tiro
fatal. As imagens disponíveis desmontam a falsa versão dos policiais
de que a vítima teria agredido a PM autora do disparo.
Este acontecimento é emblemático, e assim como os demais que
envolvem violência policial, tem que ser fortemente repudiado e é
preciso que seja apurado e os responsáveis severamente punidos na
forma da lei.
Chega de autoritarismo, feminicídios, racismo, todo tipo de preconceito e violência policial no estado de São Paulo!
Conselho Estadual de Representantes da APEOESP
10 de abril de 2026


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