14/04/2026

APEOESP: APÓS A FORTE GREVE DE 9 E 10 DE ABRIL, LUTA CONTINUA COM CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÃO

 


Reunidos em Assembleia Estadual em frente ao MASP, na Avenida Paulista, no dia 10 de abril, cerca de 10 mil professoras e professores avaliaram

positivamente a greve realizada em 9 e 10 de abril, que alcançou média de

40% de adesão em todo o estado, e decidiram pela continuidade da luta,

com a realização de nova assembleia estadual no dia 28 de abril, em frente à

Assembleia Legislativa, onde tramita o PL 1316/2025 (Reforma Administrativa

da Educação), que traz diversos ataques aos direitos da categoria.

Além da retirada do PL 1316/2025, também queremos reajuste no

salário base e na carreira, não bônus ou abono complementar.

Após a assembleia houve manifestações de apoio de outras entidades

e movimentos e caminhada até a Praça da República.



Mais classes no noturno

Lutamos também pela abertura e reabertura das classes no noturno,

no ensino médio e EJA, contra a recusa da SEDUC em orientar as escolas

e as UREs a acolher a demanda das comunidades.

Derrotamos os faróis. Precisamos acabar

com a avaliação de desempenho

Reafirmamos a luta contra a avaliação punitiva imposta pela governo

Tarcísio de Freitas, lembrando a grande vitória que obtivemos nesta semana, com a publicação do comunicado que retira a proibição de professores da categoria O, classificados como faróis vermelho e amarelo,

participarem de atribuições de aulas. Todos podem participar.

Agora, temos que impedir a aprovação do PL 1316/2025, que pretende

institucionalizar a avaliação de desempenho. Não podemos permitir a

continuidade dessa política autoritária.

Queremos reajuste salarial!

Exigimos que os quase R$ 1 bilhão destinados a bônus se convertam

em reajuste linear para todo o Magistério, da ativa e aposentados.

Assim como os policiais, queremos emergencialmente reajuste linear

de 10%, sendo nossa perspectiva a equiparação salarial com os demais

profissionais com formação de nível superior, como determina a meta

17 do Plano Estadual de Educação.

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Secretaria de Comunicação

Calendário de luta

O calendário de mobilização, definido pela Diretoria, CER e assembleia, ocorrerá até que o governo Tarcísio retire o PL 1316/ 2025 da Assembleia Legislativa e prevê:

Dia 14/4 – a partir das 14h30 - lotar a Alesp para acompanhar os debates

e pressionar os deputados pela retirada e rejeição do PL 1316/2025

Dia 15/4 - participar da Semana da Educação da CNTE – Marcha Nacional

em Brasília

Dia 16/4 – 10 horas - realizar encontro de estudantes, pais, mães e professores atípicos

Dia 16/4 – 14 horas – reunião na SEDUC com estudantes, pais, mães e

professores atípicos

Dia 17/04 - realizar dia estadual de avaliação do governo Tarcísio

Dia 27/04 – 18 horas - Ato de solidariedade ao povo cubano – local a definir

Dia 28/04 - 10 horas – ato em defesa do IAMSPE – HSPE

Dia 28/04 - 15 horas - Assembleia estadual dos professores - com paralisação - Alesp

Também será agendado Encontro Estadual dos Comitês Populares

Mobilização total

Neste período, vamos retomar e intensificar visitas às escolas, realizar

reuniões com estudantes, funcionários pais e mães, buscando ampliar

e consolidar apoio à nossa luta.

Também é fundamental continuarmos a constituir e lançar comitês

de luta nas subsedes, organizados junto com sindicatos, entidades,

organizações e movimentos sociais. Já existem 60 comitês constituídos

ou com lançamento previsto. O objetivo é termos um comitê em cada

subsede. Os comitês devem se reunir e realizar assembleias populares,

combinando a luta da educação com as lutas setoriais, no interesse de

todos. Educação de qualidade é uma luta social. Um Encontro Estadual

dos Comitês de Luta será agendado.

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Secretaria de Comunicação

Caravana

O CER avaliou muito positivamente a Caravana por Educação, Serviços

Públicos de Qualidade e Direitos do Funcionalismo, que percorreu todas

as regiões do estado entre 24 de março e 8 de abril. Uma nova edição

da caravana poderá ser realizada.

Dia Nacional de Luta

APEOESP participará da Semana em Defesa e Promoção da Educação

Pública realizada pela CNTE e enviará um ônibus a Brasília no dia 15 de

abril (Marcha Nacional). O ônibus sairá no dia 14 de abril, da Casa do

Professor. Interessados devem enviar nomes, RGs e números de celulares

até dia 13 de abril, segunda-feira, às 18 horas, para o e-mail celiany@

apeoesp.org.br.

Estamos na luta pelo fim da escala 6x1

e pela implementação da jornada do piso

O governo do presidente Lula enviou ao Congresso Nacional projeto

de lei pelo fim da escala 6x1. Nós também estamos nessa luta, prioridade

para a classe trabalhadora pelo direito a tempo de descanso, cultura,

lazer, estar com a família com mais qualidade de vida.

Na mesma perspectiva, exigimos que o governo Tarcísio cumpra

sentença do Superior Tribunal de Justiça, que determinou a implementação da jornada do piso para os professores, ou seja, em jornada de

trabalho de 40 horas semanais, 26 aulas com estudantes e 14 aulas para

atividades de formação, preparação de aulas, formulação de provas e

trabalhos e outras atividades, independente da duração de cada aula.

Esta sentença foi conquista pela APEOESP.

Na luta por inclusão de verdade

No dia 16 de abril, às 14 horas, haverá na sede da SEDUC uma reunião

com a Diretoria da APEOESP, professores, estudantes, pais e mães atípicos para debater a política de Educação Especial do governo Tarcísio.

Pela manhã, às 10 horas, na Sede Central, haverá o III Encontro Esta-

dual de Professores, Estudantes, Pais e Mães Atípicos para continuarmos

Vamos avaliar o governo Tarcísio!

Está previsto para 17 de abril o Dia Estadual de Avaliação do Governo

Tarcísio, quando convidaremos a comunidade a avaliar alguns aspectos

centrais deste governo, que vem atacando e desmontando a Educação

pública no nosso estado.

Diferentemente do governo Tarcísio, que realiza uma avaliação punitiva, orientada a demitir professores por meios dos "faróis" vermelho e

amarelo, nossa avaliação visa expor e obter a livre opinião de professores, funcionários, estudantes, pais e mães sobre os principais aspectos

das políticas educacionais do governo estadual.

Orientações e questionários serão enviados às subsedes.

CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE

AO POVO CUBANO

O povo cubano está vivendo momentos dramáticos com a intensificação do embargo econômico e sanções impostos ao país pelo governo

Donald Trump. Há fome e muitas necessidades na ilha. A APEOESP se

soma à campanha de solidariedade. As subsedes devem se tornar postos

de coleta de alimentos não perecíveis, remédios e produtos de higiene

pessoal. Serão enviados banners para esta finalidade.

Nosso Sindicato, juntamente a outras entidades, realizará um Ato

de Solidariedade ao Povo Cubano, no dia 27 de abril, às 18 horas, em

local a ser definido. As subsedes devem realizar atos de solidariedade

a Cuba nas regiões.

Uma moção da APEOESP será enviada ao presidente Lula, ao Ministério

das Relações Exteriores e outros órgãos, solicitando a ampliação de medidas

efetivas do governo brasileiro de solidariedade a Cuba e seu povo.

A APEOESP também apoiará a nova flotilha de solidariedade a Cuba.

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Secretaria de Comunicação

M O Ç Õ E S

TODA NOSSA SOLIDARIEDADE

AO POVO CUBANO

Neste momento histórico, dirigir nosso olhar para Cuba é reconhecer a força de um povo que, há décadas, demonstra uma resiliência

singular. Expressar solidariedade à ilha caribenha não é apenas um

gesto político, mas um reconhecimento da dignidade humana que

persiste frente a mais poderosa nação do planeta.

Cuba atravessa momentos complexos e muito delicados, enfrentando obstáculos econômicos severos e as consequências do embargo

dos Estados Unidos, que impacta diretamente o cotidiano de milhões

de famílias.

A política do governo de Donald Trump de "pressão máxima" contra Cuba é violenta e inaceitável. Trump reverteu as flexibilizações

adotadas no final da gestão anterior (Biden) e promoveu o endurecimento sem precedentes das sanções econômicas e diplomáticas, que

violam a soberania cubana e representam uma ingerência ilegal nos

seus assuntos internos, pois visam derrubar o governo e forçar uma

mudança política no país, contra a vontade do povo cubano.

Com a assinatura de uma Ordem Executiva, em janeiro de 2026, Trump

declarou Cuba emergência nacional para os Estados Unidos, classificando-

-a como "Estado Patrocinador do Terrorismo" e parte do "eixo do mal" na

América Latina, e recrudesceu a ofensiva, sufocando as fontes de receita

do governo cubano e isolando o país internacionalmente.

Hoje, Cuba é vítima de um bloqueio energético, aplicação de altas

tarifas e sanções a países e empresas que com ela mantenham relações comerciais e investimentos, restrições a viagens, incluindo voos

charter e cruzeiros para a ilha, remessa de valores e outras medidas.

Agora, Trump ameaça abertamente com uma intervenção militar

na ilha, declarando insistentemente que "Cuba é a próxima", numa

alusão ao ataque militar à Venezuela, com o sequestro de Nicolás

organizando este luta.

Maduro e sua esposa Cília Flores, à guerra contra o Irã e assassinato

de dirigentes.

O resultado dessa política vem sendo dramático e devastador para

e economia e a população cubanas. Há uma crise energética severa

em Cuba, reduzindo drasticamente a entrada de petróleo, a indústria

do turismo, fundamental para o país, encontra-se estagnada. Faltam

alimentos, remédios, produtos essenciais para o dia-a-dia dos cubanos.

Com o embargo energético desde janeiro deste ano, devido à proibição de envio de combustível a partir da Venezuela, a ilha sofre em

diversas frentes: colapso nos atendimentos hospitalares, perda de medicamentos e sangue por falta de refrigeração, fim da circulação de viaturas

como ambulância, defesa civil, bombeiros; fim do transporte público e

circulação de alimentos, levando à déficit de proteína na alimentação

básica da população, fim das aulas presenciais nas universidades, redução da permanência diária nas escolas básicas e infantis, são apenas

algumas das imediatas consequências das últimas medidas de Trump,

incentivadas por Marco Rubio, um ressentido pela expropriação dos

antigos exploradores da ilha, desde 1959, ano 1 da revolução.

 Além disso, outra intenção de Trump é invisibilizar as conquistas

de uma revolução: a universalização da saúde, da moradia e da educação. A taxa de analfabetismo no país é de 0,2%. 70% dos cubanos são

graduados. Tudo isso porque saúde, educação não são mercadorias:

são serviços públicos 100% estatais e de excelência.

O país necessita de nossa solidariedade urgente.

A solidariedade é a ternura dos povos

Nossa solidariedade – e a de todo o povo brasileiro - precisa se

manifestar de forma concreta, por meio de:

  Garantia de acesso a insumos básicos, alimentos não perecíveis,

medicamentos e energia;

  Luta intransigente pelo fim do bloqueio dos Estados Unidos a

Cuba;

  Defesa da soberania e autodeterminação do país frente a toda

a comunidade internacional e todos os demais países.

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Secretaria de Comunicação

Devemos denunciar e impedir qualquer ingerência externa em

Cuba, sobretudo ingerência militar. É inaceitável que o presidente

estadunidense Donald Trump ameace invadir a ilha, sem que toda a

comunidade internacional e as Nações Unidas se oponham energicamente a essas ameaças.

Não se pode falar em solidariedade a Cuba sem mencionar a mão

estendida que a própria ilha ofereceu ao mundo em momentos críticos. Das brigadas médicas que combateram o Ebola na África à assistência durante a pandemia de Covid-19 em diversos continentes,

o internacionalismo cubano ensinou que a saúde e a ciência devem

estar a serviço da vida, sem fronteiras.

Apelamos ao presidente Lula, ao governo brasileiro, que intensifiquem e ampliem medidas concretas de solidariedade em relação a

Cuba, que passam pelo fornecimento de combustível, remessa de alimentos e remédios, demais produtos essenciais, ações concretas de

cooperação técnica, ajuda humanitária, fornecimento de máquinas e

demais insumos necessários à economia e ao cotidiano do povo cubano.

Apelamos ainda ao presidente Lula e ao governo brasileiro que

amplifique pronunciamentos nos fóruns internacionais de denúncia da política de Donald Trump contra Cuba e que, por meio de sua

reconhecida influência, promova iniciativas juntamente com demais

países e lideranças globais para defender a soberania cubana, a integridade do país e de seu povo, e para potencializar a solidariedade

com a população cubana.

Nós, da APEOESP, estamos inteiramente solidários com o povo

cubano e conclamamos toda a nossa categoria a contribuir com as

iniciativas que tomaremos, como o recolhimento de doações na Sede

Central, subsedes e demais espaços do nosso Sindicato.

Que a criatividade, a alegria e a cultura vibrante do povo cubano

continuem a inspirar o mundo, e que este mesmo mundo saiba retribuir com a justiça e solidariedade ativas para que o povo cubano

possa prosperar em paz, com autonomia e soberania.

Diretoria da APEOESP

CHEGA DE FEMINICÍDIOS E

VIOLÊNCIA POLICIAL!

A APEOESP reitera seu repúdio à onda de feminicídios que ocorre

no país e muito mais acentuadamente no Estado de São Paulo, assim

como à violência policial crescente sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas. Neste momento expressamos nosso mais veemente

repúdio ao assassinato de Thawanna da Silva Dalmásio, 32 anos, mãe

de cinco filhos, morta com um tiro no peito sem qualquer justificativa

pela soldado Yasmin Cursino Ferreira no bairro Cidade Tiradentes,

Zona Leste de São Paulo.

O episódio evidencia a política de morte implementada por Tarcísio

de Freitas, com o adestramento da tropa da Polícia Militar para tratar

de forma desigual diferentes extratos da população, com abusos de

autoridade e crescente violência contra a população negra e periférica.

No caso do assassinato da senhora Thawanna, a viatura da PM por

pouco não a atropelou, juntamente com seu marido, e seus integrantes

retornaram de ré, tratando rispidamente o casal, que questionou o

comportamento dos policiais. Menos de um minuto após houve o tiro

fatal. As imagens disponíveis desmontam a falsa versão dos policiais

de que a vítima teria agredido a PM autora do disparo.

Este acontecimento é emblemático, e assim como os demais que

envolvem violência policial, tem que ser fortemente repudiado e é

preciso que seja apurado e os responsáveis severamente punidos na

forma da lei.

Chega de autoritarismo, feminicídios, racismo, todo tipo de preconceito e violência policial no estado de São Paulo!

Conselho Estadual de Representantes da APEOESP

10 de abril de 2026

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