05/04/2026

DISPUTA ENTRE FÓRUM DE ENTIDADES E COEDUC: QUEM PERDE É A CATEGORIA!



O Movimento Escolas em Luta reafirma um princípio essencial da organização dos trabalhadores: é na unidade que nasce a nossa força e é nela que se constrói a capacidade real de enfrentar ataques e conquistar direitos. Divididos, ficamos mais vulneráveis, pois o inimigo não está entre nós, mas nas políticas que retiram direitos, precarizam o serviço público e desvalorizam quem sustenta a escola todos os dias. Vivemos um momento difícil, marcado por ataques concretos à categoria: perda da JEIF para readaptados, punição de servidores adoecidos, afastamento de gestores, intervenções nas escolas, não pagamento dos quinquênios congelados na pandemia, arrocho salarial, aumento do endividamento, proibição de remoção no estágio probatório e, de forma cada vez mais preocupante, situações de assédio e violência nas escolas. Esses problemas não são isolados. Fazem parte de um projeto que atinge diretamente as condições de trabalho, a saúde dos profissionais e o cotidiano das unidades escolares. Diante desse cenário, a chamada “guerra de narrativas” nas redes sociais só traz prejuízo. Não cabe, neste momento, escolher qual entidade está certa ou errada. O fundamental é fortalecer a luta coletiva e enfrentar os verdadeiros responsáveis pelos ataques ao funcionalismo. A dificuldade de mobilização também passa por essa divisão. Quando não está claro o que está em jogo, muitos trabalhadores não se sentem chamados a participar. É preciso ecoar na categoria: estamos falando de direitos, condições de trabalho, saúde nas escolas, valorização profissional e do enfrentamento ao assédio e à violência que atingem diariamente educadores e educadoras. Nesse contexto, é importante também olhar com atenção para alguns argumentos que têm circulado. A tentativa de associar determinados setores à defesa de políticas de subsídios simplifica um debate complexo e pode desviar o foco do essencial, que é a defesa inegociável dos direitos e da escola pública. A categoria não pode mais se contentar com soluções parciais. Não podemos aceitar migalhas. Na atual correlação de forças, é fundamental compreender que a fragmentação só favorece quem ataca nossos direitos. Por isso, devemos apostar na ampliação da unidade, no fortalecimento da base e na construção de mobilizações cada vez mais amplas e consistentes. A consciência de classe e a compreensão da importância do voto são fundamentais para fortalecer a luta coletiva. Ter consciência de classe é reconhecer que os problemas não são individuais, mas coletivos, e que todos os trabalhadores da educação compartilham das mesmas condições e desafios. Essa compreensão sustenta a mobilização, pois rompe o isolamento e fortalece a unidade. O voto, por sua vez, tem papel decisivo. As escolhas feitas nas eleições impactam diretamente as condições de trabalho, os direitos e o futuro do serviço público. Consciência política também é consciência de classe. Historicamente, a campanha salarial sempre foi eixo central das mobilizações, pois impacta diretamente a vida de todos. No entanto, o momento atual exige ampliar esse debate. Não se trata apenas de salário, mas da defesa do próprio serviço público e das condições de existência da escola pública. Outro ponto importante é o enfraquecimento da base. Muitos militantes históricos se aposentaram, enquanto novos profissionais ingressam sem conhecer essa trajetória de lutas. Ao mesmo tempo, cresce a judicialização, transferindo para tribunais e parlamentares aquilo que deveria ser resolvido com mobilização e pressão coletiva. Isso esvazia as ruas e enfraquece a luta. Quando há convocação de atos em datas diferentes, a confusão aumenta e a adesão diminui. Por isso, mais do que nunca, é necessário reforçar a unidade e a organização. Quando nos dividimos, quem se fortalece é o governo, que ganha espaço para manter políticas que não atendem às necessidades reais dos trabalhadores. O posicionamento do Movimento Escolas em Luta é claro: não apostamos na rivalidade nem no divisionismo.
Apostamos na unidade da categoria como caminho para fortalecer a luta e ampliar a mobilização. Por isso, reforçamos a importância da participação nos atos convocados: COEDUC 📅 09 de abril 📍 Prefeitura de São Paulo, Viaduto do Chá ⏰ 14h Paralisação, manifestação e assembleia FÓRUM DAS ENTIDADES 📅 08 de abril 📍 Em frente à Prefeitura ⏰ 13h Paralisação e ato Mais do que escolher um lado, o fundamental é estar presente, fortalecer a mobilização e construir a unidade na prática. A transformação da realidade não virá de forma individual nem apenas institucional. Ela depende da participação ativa dos trabalhadores. Participe. A luta é coletiva. A unidade é o nosso caminho. ✊ Trabalhadores, uni-vos. ✊ Movimento Escolas em Luta

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