Publicado: 08 Maio, 2026 - 10h59
Escrito por: CNTE | Editado por: CNTE
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação manifesta total apoio à greve dos profissionais da educação da rede municipal de São Paulo, iniciada em 28 de abril, e à mobilização do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (SINPEEM). A paralisação expressa a insatisfação legítima de professores/as, gestores/as e trabalhadores/as do Quadro de Apoio diante da ausência de respostas efetivas às reivindicações históricas da categoria.
A decisão da categoria de manter a greve demonstra o profundo desgaste vivido pelos profissionais da educação municipal, que enfrentam cotidianamente o avanço da precarização das condições de trabalho, o adoecimento físico e mental, o aumento dos afastamentos e a sobrecarga nas unidades escolares. Trata-se de um cenário estrutural, e não circunstancial, que exige respostas efetivas do poder público e valorização real dos trabalhadores e trabalhadoras responsáveis pelo funcionamento da maior de municipal de ensino do país.
Encaminhada pela administração municipal à Câmara de Vereadores, a proposta não teve alterações em relação à minuta anteriormente apresentada às entidades sindicais, revela desconsideração com o processo de negociação e com as demandas apresentadas pela categoria. Além da insuficiência em relação à valorização salarial, preocupa a ausência de medidas voltadas às condições de trabalho nas escolas, que é um tema central para a garantia do direito à educação pública de qualidade.
Todas as reivindicações apresentadas pela categoria dialogam diretamente com problemas reais enfrentados pela rede municipal de ensino: redução do número de estudantes por sala, ampliação dos módulos profissionais, fortalecimento da educação especial na perspectiva inclusiva, valorização do Quadro de Apoio, melhoria das condições de funcionamento das escolas, defesa da gestão democrática e enfrentamento ao adoecimento dos profissionais da educação. São pautas que ultrapassam interesses corporativos e dizem respeito à própria sustentabilidade da política educacional no município.
A CNTE reafirma que a valorização dos profissionais envolve remuneração digna, carreira estruturada, condições adequadas de trabalho, políticas de saúde laboral e respeito à organização sindical. Não é possível assegurar qualidade educacional em um contexto marcado pela intensificação do trabalho, pela insuficiência de profissionais e pela ausência de investimentos necessários ao funcionamento das escolas públicas.
Também manifestamos preocupação com o processo contínuo de desgaste das relações de diálogo entre o governo municipal e os trabalhadores/as da educação. A negociação coletiva e o respeito às entidades representativas são princípios fundamentais da democracia e devem orientar a construção de soluções para os conflitos existentes na rede municipal.
A CNTE solidariza-se com todos os profissionais da educação da rede municipal de São Paulo e refirma apoio à luta conduzida pelo SINPEEM em defesa da valorização profissional, da escola pública e do direito social à educação.
Brasília, 7 de maio de 2026
Direção Executiva da CNTE

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