Temos recebido inúmeros relatos que apontam para condutas inadequadas, constrangedoras e desumanas durante as perícias, envolvendo servidores que já se encontram em situação de adoecimento e vulnerabilidade.
Entre os principais pontos denunciados, destacam-se:
• Tratamento desrespeitoso, hostil e sem acolhimento durante as consultas periciais • Postura autoritária e intimidadora, agravando o quadro emocional dos servidores atendidos • Questionamentos indevidos e desqualificação de laudos, tratamentos e profissionais responsáveis pelo acompanhamento médico dos servidores • Juízo de valor sobre medicações e tratamentos prescritos, inclusive de uso contínuo • Constrangimento de acompanhantes e familiares, com relatos inclusive de expulsões de forma agressiva • Indeferimentos que desconsideram históricos clínicos consolidados, resultando em sofrimento adicional e necessidade de recursos administrativos
Também recebemos graves denúncias relacionadas ao perito ortopedista C.T.N., descrito por diversos servidores como grosseiro, irônico e desrespeitoso durante os exames periciais.
Segundo os relatos:
• O perito não escuta adequadamente as queixas apresentadas pelos servidores • Age de forma brusca durante os exames físicos • Desconsidera exames de imagem, como ressonâncias e laudos médicos • Faz comentários irônicos sobre o estado de saúde dos servidores • Há casos em que indeferiu pedidos de readaptação mesmo diante de limitações físicas evidentes, alegando que o servidor estaria “perfeito”
Há relatos extremamente graves de servidores que saíram das perícias em crise emocional, necessitando inclusive de atendimento de urgência, o que evidencia o impacto negativo dessas abordagens.
Causa ainda mais indignação o fato de uma profissional da área de psiquiatria, que atua publicamente com temas como depressão e prevenção ao suicídio, adotar, no exercício da função pericial, práticas que contradizem princípios básicos de acolhimento, ética e cuidado com a saúde mental.
Além disso, o Movimento Escolas em Luta considera urgente que as pautas de negociação incluam:
• A apuração das licenças médicas negadas e/ou reduzidas • A revisão da atuação das perícias médicas • O debate sobre o encerramento das readaptações • A garantia de atendimento humanizado aos servidores adoecidos
Estamos recebendo inúmeras denúncias relacionadas a:
• Licenças negadas ou reduzidas injustamente • Assédio e constrangimento durante as perícias • Desconsideração de laudos e históricos médicos
Essa situação não é nova. Já levamos denúncias ao CREMESP anteriormente e, à época, a Prefeitura rompeu o contrato com a empresa responsável pelas perícias.
Se necessário, voltaremos a cobrar providências e responsabilizações.
O Movimento Escolas em Luta seguirá acompanhando os casos e orientando os servidores a formalizarem suas denúncias pelos canais oficiais.
É inadmissível tratar com desumanidade trabalhadores que já se encontram adoecidos e fragilizados.
Respeito, dignidade e cuidado não podem ser exceção no atendimento aos servidores públicos.

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