26/06/2026

Tarcísio vende o patrimônio, desmonta o Estado e cria “orçamento paralelo”. Como assim?

 


do sintaema

Tarcísio de Freitas gosta de cultivar a imagem de bom gestor. Mas os fatos contam outra história.

Seu governo vendeu a Sabesp, fechou escolas, reduziu estruturas de atendimento na saúde e na assistência social, encolheu o Estado, atingiu os aposentados e segue impondo arrocho aos servidores públicos. Para tudo isso, a justificativa sempre foi a mesma: falta dinheiro.

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Agora, o próprio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) lança dúvidas sobre essa narrativa.

Ao analisar as contas de 2025, o TCE aprovou o balanço do governo, mas fez alerta importante. A principal delas é o enorme volume de renúncias fiscais, tratado pelo relator, conselheiro Marco Bertaiolli, como uma espécie de “orçamento paralelo”.

TCE levanta suspeita sobre a gestão

Segundo o Tribunal, falta transparência, critérios e comprovação de interesse público. Não há demonstração consistente de que esses benefícios tenham gerado empregos, desenvolvimento econômico ou retorno social. Também foram apontadas fragilidades na concessão de créditos de ICMS, com indícios de benefícios incompatíveis com a atividade de algumas empresas.

A pergunta é inevitável: se o governo diz que não há recursos para manter serviços públicos, contratar servidores ou investir em políticas essenciais, como pode abrir mão de bilhões sem comprovar o benefício para a população?

Administrador, só na propaganda!

De bom administrador, Tarcísio não tem nada. Vendeu patrimônio público, enfraqueceu o Estado, sacrificou serviços essenciais e agora seu governo é questionado até pela forma como distribui benefícios fiscais.

Fica a pergunta que interessa aos paulistas: para quem serve esse “orçamento paralelo”?

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Um modelo que privilegia poucos

A privatização da Sabesp tornou-se o principal símbolo desse projeto. O governo prometeu investimentos, eficiência e tarifas menores. O que trabalhadores e população vêm presenciando é outra realidade: aumento das denúncias de precarização das condições de trabalho, demissões, insegurança operacional, crescimento das reclamações sobre a prestação dos serviços e uma empresa cada vez mais voltada aos interesses do mercado financeiro.

Agora, o alerta do Tribunal de Contas amplia esse debate.

Quando o próprio órgão responsável por fiscalizar as contas públicas afirma que existe um conjunto de renúncias fiscais tratado como um “orçamento paralelo”, sem critérios claros e sem comprovação de interesse público, a sociedade tem o direito de exigir explicações.

Sintaema de olho!

O alerta do TCE-SP não encerra essa discussão. Pelo contrário: torna ainda mais urgente que a sociedade saiba quem são os beneficiários dessas renúncias fiscais, quais os critérios utilizados para concedê-las e quais resultados concretos elas produziram para o povo paulista.

Afinal, transparência não pode ser privilégio. Deve ser obrigação de qualquer governo que administra recursos públicos.

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