Tomé Franca, titular de Portos e Aeroportos, cita concessões que já geraram investimentos de R$ 44 bilhões nos portos e R$ 14 bilhões nos aeroportos do Brasil desde 2023
Com investimentos de R$ 44 bilhões nos portos e R$ 14 bilhões nos aeroportos desde 2023, o Brasil vive o maior ciclo de investimentos privados em infraestrutura. Os números foram ressaltados pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, durante o programa Bom Dia, Ministro desta terça-feira (2/6), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Nós estamos vivendo o maior ciclo de investimentos privados em infraestrutura no nosso País, com dezenas de leilões, bilhões de investimentos que estão sendo feitos pelo capital internacional no Brasil, gerando emprego, gerando renda, gerando oportunidade para o povo brasileiro”.
“E isso se dá porque o governo preparou bons projetos que têm sustentabilidade, que têm resultado para que quem tem o capital fora do Brasil possa investir no nosso País. Os portos estão crescendo com investimentos recordes, R$ 44 bilhões de investimentos privados. Comparados com a gestão passada, nós saímos de R$ 8 bilhões para 44 bilhões. Em aeroportos, saímos de R$ 2 bilhões para R$ 14 bilhões. Também iniciamos os investimentos em hidrovias, que não existiam nos governos passados. Portanto, nós temos uma infraestrutura preparada e precisamos buscar solucionar os gargalos dos acessos a esses modos de transporte”, disse o ministro.
Como reflexo desses investimentos, o ministro citou a ampliação da aviação regional por meio do programa AmpliAR, que já incluiu 13 aeroportos nos contratos de concessão, passando de 59 para 72 aeroportos concedidos. Com o apoio do Tribunal de Contas da União (TCU), foi construído um modelo que garante investimentos em infraestrutura de aeroportos estratégicos pela localização e potencial. O anúncio de uma nova fase está previsto para acontecer em breve, visando a modernização e a estimulação do turismo e dos negócios.
“Nós pegamos os aeroportos regionais, colocamos como uma nova obrigação das concessões e reequilibramos os contratos originais de concessão. Guarulhos, por exemplo, que é o maior aeroporto do Brasil, tem 47 milhões de passageiros por ano, é uma concessão pública. E aí nós colocamos 12 aeroportos regionais do Norte e Nordeste do Brasil. Ele passa a administrar esses aeroportos e fazer os investimentos em infraestrutura. Nós reequilibramos o contrato de Guarulhos, remunerando ele no contrato original, dando mais prazo para que ele continue gerindo e recebendo as receitas do aeroporto de Guarulhos. É o antigo filé com osso. Ele está lá com o filé, que é o aeroporto de Guarulhos. Nós chamamos filé, não é porque é mais gostoso, é porque tem um número maior de receitas. E o que seria o osso? Os aeroportos que têm uma receita menor para poder custear a operação do aeroporto. Eu junto esses dois, dá um caldo bom e ele consegue fazer os investimentos que são necessários para a gente manter os aeroportos”.
“Nós estamos trabalhando fortemente para que os outros seis aeroportos, que são todos do Norte, que restaram no programa AmpliAR no leilão, possam entrar num acordo que nós estamos fazendo com o aeroporto de Viracopos. E até o final do ano, a gente deve colocar mais 10 aeroportos, esses serão do Centro-Oeste do país, na concessionária que hoje administra o aeroporto de Brasília. Então, a gente está buscando soluções concretas para o transporte aéreo do Norte do Brasil”, explicou Tomé Franca.
Leia também
• Governo do Brasil renova ações para conter impactos da crise internacional nos combustíveis
• CMN aprova resolução que viabiliza R$ 1 bilhão em crédito para companhias aéreas
Recorde de passageiros
Como resultado direto dessas políticas e ações, o Brasil atingiu pela primeira vez na história as marcas de 8 milhões de passageiros em abril e de 33 milhões nos quatro primeiros meses do ano.
De janeiro a abril deste ano, 33.735.228 de passageiros voaram pelo Brasil. Número 6,5% maior que os 31.663.888 registrados no mesmo período de 2025. Nunca, desde o início da série histórica divulgada pela agência, em 2000, o país havia atingido o patamar de 33 milhões de passageiros.
No mês passado, foram registrados 8.006.624 passageiros, um aumento de 1,1% em relação a abril de 2025, quando 7.917.698 viajaram de avião no país. É a primeira vez na história que o Brasil ultrapassa a marca de 8 milhões de passageiros no mês.
O Brasil registrou recorde também na movimentação de passageiros internacionais, tanto no mês passado quanto nos primeiros quatro meses do ano.
Em abril deste ano, foram registrados 2.224.730 de passageiros internacionais: número 4,2% maior que os 2.133.788 contabilizados em abril de 2025.
O primeiro quadrimestre de 2026 também registrou a maior movimentação da série histórica: 10.574.548 de passageiros (11% a mais que os 9.504.350 registrados no mesmo período de 2025).
Contabilizando o total (domésticos + internacionais), o Brasil registrou a melhor movimentação da história no primeiro quadrimestre, alcançado a marca de 44.309.776 de passageiros, um crescimento de 7,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 41.168.238 de passageiros.
Em abril, a quantidade de passageiros domésticos e internacionais (10.231.354) foi 1,7% maior este ano na comparação com abril de 2025 (10.051.486 de passageiros).
Quando o presidente Lula assumiu o governo em 2023, nós tínhamos 98 milhões de passageiros no Brasil, e chegamos a 130 milhões de passageiros no ano passado. Isso significa naturalmente qualidade de vida, eficiência logística e também redução do custo das passagens, porque quanto mais pessoas utilizam o transporte aéreo, mais cheias as aeronaves estarão e o custo médio da tarifa fica menor”.
“Queremos que mais brasileiros possam ter acesso, mas todas essas medidas que foram tomadas pelo governo, seja agora no momento da crise, para poder reduzir o impacto dessa guerra entre os Estados Unidos e o Irã, sejam as medidas que foram tomadas ao longo desses últimos 3 anos, fizeram com que a aviação brasileira pudesse ter uma curva de crescimento ano a ano e as tarifas médias pudessem abaixar. Podemos abaixar mais, queremos e estamos trabalhando para isso”, disse o ministro, citando medidas fiscais e emergenciais do Governo do Brasil para reduzir o impacto do aumento do custo do querosene de aviação sobre a tarifa aérea.
Por consequência dos conflitos no Irã, o QAv subiu mais de 50% e impacta diretamente no preço da tarifa. Por isso, o governo prorrogou a desoneração dos tributos federais sobre o querosene de aviação e sobre o biodiesel utilizado na mistura obrigatória ao diesel rodoviário vendido nas bombas.
Também foi criada uma linha de crédito para capital de giro no valor de R$ 1 bilhão para as companhias aéreas. Por fim, as empresas poderão postergar para dezembro o pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), referentes aos meses de abril a junho de 2026.
As políticas públicas implementadas pelo Governo do Brasil têm alcançado resultados que chegam ao passageiro. Isso significa um número maior de turistas, mas também significa uma qualidade no serviço de transporte aéreo para quem precisa viajar para fechar um negócio, para reencontrar um parente. A aviação no Brasil não é um luxo. É uma necessidade. Nós temos um país com dimensões continentais”, afirmou

Nenhum comentário:
Postar um comentário