brasil 247
Vice-presidente participou do lançamento da candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista ao lado de Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva
247 – Durante o evento de lançamento oficial da candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, realizado neste sábado (25), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), proferiu um discurso enfático de combate à extrema direita e em defesa das políticas públicas do governo federal.
Em sua fala, Alckmin destacou o papel determinante que o ex-prefeito e ex-ministro Fernando Haddad teve no processo de aproximação entre ele e o presidente Lula (PT). “O amálgama da minha união com o presidente Lula foi o Fernando Haddad, com seu espírito público, senso de justiça e capacidade de unir. E juntos, presidente Lula, salvamos a democracia no Brasil. E estamos juntos de novo para mais quatro anos”, afirmou o vice-presidente, destacando que o atual ciclo governamental tem garantido avanços cruciais no crescimento do emprego, da renda, da educação, da saúde, da proteção ao meio ambiente e na consolidação democrática.
Frente ampla paulista e chapa majoritária
A chapa encabeçada por Haddad ao Palácio dos Bandeirantes é composta por Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador e conta com duas candidaturas de peso para as vagas do Estado no Senado Federal: Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Alckmin celebrou a formação do grupo e enalteceu a presença das duas líderes políticas. “Hoje estamos juntos de novo com Haddad e Márcio França. Temos alegria de ter duas mulheres para o Senado. A Simone Tebet, que organizou o planejamento do Estado, que proporcionou, com o Haddad, todos esses avanços. E a Marina Silva, nome respeitado no mundo inteiro pela defesa da sustentabilidade e do meio ambiente”, pontuou.
Críticas severas às privatizações e à segurança pública
Ao projetar o cenário eleitoral paulista, Geraldo Alckmin direcionou fortes críticas à gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ao modelo de desestatizações adotado pelo governador. Segundo ele, o estilo de governar pautado pelo autoritarismo e por leilões polêmicos prejudicou os serviços essenciais.
“Haddad, vamos ganhar a eleição, porque São Paulo não quer a prepotência e arrogância daquelas marteladas. São Paulo é da generosidade. Essas marteladas do atual governador trincaram as principais vitrines do estado”, criticou Alckmin.
O vice-presidente deu destaque especial ao processo de desestatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), cobrando investigações sobre o leilão do ativo estatal: “A Sabesp, a privatização fez água. Um concorrente e vendida abaixo do preço de valor. Isso precisa ser investigado. Como pode uma das melhores empresas do mundo, com 28 milhões de usuários, ter um único concorrente?”
Além da Sabesp, Alckmin apontou falhas graves nas concessões e privatizações do sistema de transporte sobre trilhos e nos índices de violência de gênero no estado. “As privatizações do metrô e do trem, a gente ter o colapso que tem levado? Na segurança pública, São Paulo tem quatro vezes a média dos feminicídios do Brasil”, denunciou.
“Bolsonarismo derrotado”
Ao concluir seu pronunciamento, Geraldo Alckmin caracterizou as diferentes nuances do movimento bolsonarista no país e defendeu que a população paulista e brasileira busca dar uma resposta definitiva nas urnas.
“O Brasil já viu o bolsonarismo escancarado. Com Flávio, o bolsonarismo encurralado. Aqui em São Paulo, o bolsonarismo envergonhado. Mas o que o povo quer é o bolsonarismo derrotado”, arrematou o vice-presidente.



Nenhum comentário:
Postar um comentário