09/08/2026

Haddad acusa gestão Tarcísio de retrocesso na educação em São Paulo

 


Brasil 247


No debate da Band, petista aponta recuo no ensino médio, alfabetização abaixo da média nacional e falhas no uso de tecnologia

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247 – O candidato ao governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou a política educacional de Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante o primeiro debate da disputa estadual, da Band News, neste domingo (9). O petista apontou uma queda do estado no ranking do ensino médio, índices de alfabetização inferiores à média brasileira e problemas na adoção de tecnologias pela rede pública.

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Haddad afirmou que São Paulo perdeu sete posições no indicador de qualidade do ensino médio mencionado por ele. Segundo o candidato, o estado ocupava o terceiro lugar quando Tarcísio assumiu o governo e aparece agora na décima posição. “É grave o que está acontecendo com a educação de São Paulo. O Tarcísio herdou o estado de São Paulo na terceira colocação em termos de qualidade do ensino médio e está entregando o estado na décima posição.”

Haddad compara São Paulo com estados do Nordeste

Ao desenvolver a crítica, Haddad argumentou que estados com menor capacidade de investimento por aluno conseguiram superar São Paulo. O petista citou Piauí, Ceará e Pernambuco como exemplos de redes públicas que, em sua avaliação, alcançaram resultados positivos por meio de políticas voltadas à educação. “Aí você pega os estados do país que ultrapassaram São Paulo, estados com muito menos recursos para investir por aluno do que São Paulo. Piauí, Ceará e Pernambuco, para citar três exemplos de estados que estão fazendo um bom trabalho na educação e estão colhendo os resultados da dedicação que estão fazendo.”

A comparação foi apresentada para questionar a eficiência da administração paulista. Haddad sustentou que a disponibilidade de recursos do estado não se refletiu em um desempenho educacional proporcional à sua capacidade de investimento.

Alfabetização entra no centro das críticas

O candidato do PT também mencionou os resultados da alfabetização de crianças na idade considerada adequada. Conforme os dados citados por ele no debate, São Paulo registra uma taxa de 61%, enquanto a média nacional alcança 66%. “A alfabetização de crianças, que é um outro problema grave, está, vejam só, abaixo da média nacional em São Paulo. Segundo o último dado disponível, São Paulo está com 61% das crianças alfabetizadas na idade certa, contra uma média nacional de 66%. Essas coisas são inaceitáveis.”

Com a declaração, Haddad ampliou o questionamento sobre a educação paulista para além do ensino médio. O petista associou os indicadores das etapas iniciais da aprendizagem aos problemas que atribuiu à atual política educacional do estado.

Projeto pedagógico é questionado

Haddad também criticou o projeto pedagógico implantado durante a gestão Tarcísio. Na avaliação do candidato, o governo estadual priorizou apresentações em slides e plataformas digitais em detrimento dos livros didáticos e da valorização dos professores. “Eu acredito que o projeto pedagógico que foi introduzido em São Paulo está errado. Você está substituindo livro didático, professor motivado, por aula de slide, por plataforma digital, quando um terço das escolas de São Paulo sequer está conectado com a banda mínima para você fazer um bom trabalho escolar.”

A falta de infraestrutura para a utilização das ferramentas digitais foi apontada como uma contradição do modelo. De acordo com Haddad, um terço das escolas estaduais não possui conexão com a capacidade mínima necessária para desenvolver adequadamente as atividades pedagógicas baseadas em plataformas.

Candidato cobra valorização do magistério

Ao concluir sua manifestação sobre o tema, Haddad defendeu mais apoio aos profissionais da educação e mudanças nas tecnologias contratadas pelo estado. O candidato afirmou que ferramentas modernas disponíveis foram deixadas de lado pela administração paulista. “Há muito o que fazer por São Paulo, tanto no apoio ao magistério quanto nas tecnologias modernas que estão disponíveis e, infelizmente, não foram contratadas pelo estado. Foram preteridas pelo estado, que contratou coisa ruim para São Paulo.”

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