24/08/2026

Presidente do STM defende justiça comum em caso de violência doméstica

 


Agência Brasil

Maria Elizabeth diz que varas especializadas oferecem melhor proteção
Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 24/08/2026 - 18:04
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 24/08/2026 - A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha afirmou que os crimes de violência doméstica envolvendo militares em nível federal devem ser tratados pela justiça comum, e não pela especializada, como é o caso do STM. A fala aconteceu durante um evento realizado pela Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OAB/RJ - Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Rio de Janeiro, que debateu os 20 anos da lei Maria da Penha, na Escola Superior da Advocacia.

 Foto: Flávia Freitas/OAB-RJ
© Flávia Freitas/OAB-RJ
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A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, defendeu nesta segunda-feira (24) que casos de violência doméstica envolvendo militares em âmbito federal sejam julgados pela Justiça comum, e não pela Justiça Militar

A defesa foi feita durante evento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Rio de Janeiro, na Escola Superior da Advocacia, em debate pelos 20 anos da Lei Maria da Penha.

De acordo com a ministra, o fato de as mulheres integrarem as Forças Armadas não elimina a possibilidade de serem vítimas de agressões praticadas por companheiros dentro de casa. 

Para Maria Elizabeth, as varas especializadas em violência doméstica oferecem instrumentos de proteção que não estão disponíveis no âmbito da Justiça Militar.

“A vara de violência doméstica dá à mulher uma série de garantias que nós, na Justiça Militar, não podemos dar, exatamente por sermos um foro eminentemente criminal”, afirmou a presidente do STM. 

Ela destacou que a Justiça Militar, por exemplo, não pode aplicar medidas protetivas de natureza cível.

OAB

A presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio, destacou no evento a importância da participação da ministra do STM no encontro e a classificou como uma referência na defesa dos direitos humanos. 

O encontro discutiu os avanços conquistados ao longo de duas décadas da Lei Maria da Penha e os desafios para ampliar a efetividade da proteção às mulheres vítimas de violência.

Durante a programação, foram lançados os livros 20 anos da Lei Maria da Penha: da Conquista Normativa aos Desafios da Efetividade, obra coletiva escrita por mulheres, e Curso de Direitos Humanos, de Sidney Guerra.

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