24/08/2026

PT mira jovens e idosos em campanha contra abstenção nas eleições

 


Brasil 247

Partido quer mobilizar filhos e netos para levar eleitores mais velhos às urnas e ampliar participação de faixas em que Lula lidera

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247 – O PT prepara uma campanha nacional para incentivar a participação de jovens e idosos nas eleições deste ano, com foco em dois grupos nos quais o voto é facultativo: brasileiros de 16 e 17 anos e eleitores com mais de 70 anos.

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Segundo informações da CNN Brasil, a estratégia em discussão no partido prevê estimular que filhos e netos acompanhem seus avós até as seções eleitorais no primeiro turno. A iniciativa busca, ao mesmo tempo, garantir a presença dos mais velhos nas urnas e engajar os mais novos no processo eleitoral.

A preocupação central da sigla é reduzir a abstenção em um cenário de disputa presidencial. A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (24) apontou que 6% dos eleitores afirmam que provavelmente não votarão.

O levantamento também mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem desempenho expressivo justamente nos segmentos que o partido pretende mobilizar. Entre eleitores com mais de 60 anos, Lula aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno. Na faixa de 16 a 24 anos, o petista registra 49%.

A avaliação interna é que uma campanha voltada a esses públicos pode ajudar a evitar perda de votos em grupos favoráveis ao presidente. Como o voto não é obrigatório para menores de 18 anos e maiores de 70, o comparecimento desses eleitores depende mais diretamente de mobilização política e familiar.

A proposta de incentivar jovens a levar idosos às urnas também tenta produzir um efeito duplo: ampliar a participação dos mais velhos e transformar a ida ao local de votação em uma ação de engajamento dos mais novos. A aposta é que a mobilização familiar ajude a reforçar a importância do voto e a reduzir a possibilidade de ausência no dia da eleição.

Em 2022, o PT já havia investido em uma campanha voltada ao eleitorado jovem, com o objetivo de estimular adolescentes de 16 e 17 anos a tirarem o título de eleitor. Dentro do partido, a avaliação é que aquela mobilização contribuiu para o desempenho de Lula contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Agora, a sigla busca reeditar parte dessa estratégia, mas com um componente adicional: associar a participação da juventude à presença dos idosos nas seções eleitorais. A ofensiva deve reforçar a ideia de que o comparecimento às urnas pode ser decisivo em uma eleição marcada pela disputa voto a voto.

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