06/10/2026

OEA elogia eleição no Brasil, mas aponta preocupação com desinformação

 


Agência Brasil

Entidade apontou "narrativas de desinformação" para gerar desconfiança
Iara Balduino – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 06/10/2026 - 21:31
Brasília
01/10/2026 - Como parte das atividades de observação pré-eleitoral antes das Eleições Gerais no Brasil, o chefe da Missão de Observação Eleitoral da OEA #OEAnoBrasil se reuniu com a equipe de especialistas para conhecer vários aspectos que antecedem o domingo, 4 de outubro.

A #MOE_OEA analisa temas como organização e logística eleitoral, implementação de tecnologia, justiça eleitoral, financiamento político-eleitoral, violência, campanhas, mídia e comunicação digital, entre outros. Foto: @OEA_oficial/ X
© @OEA_oficial/ X
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A Organização dos Estados Americanos (OEA) descreveu a eleição brasileira como uma jornada cívica e pacífica e elogiou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais por demonstrarem “importante capacidade técnica, logística e organizacional.  

A OEA esteve no Brasil nos últimos dias com 91 observadores independentes para observar o processo eleitoral brasileiro. As observações fazem parte do relatório preliminar divulgado hoje pela Organização. 

O documento também destaca a ampla participação de pesquisadores, acadêmicos e especialistas nos testes das urnas, o aumento do registro de dados biométricos para 89% desde as eleições de 2024. E a ampliação dos serviços eletrônicos disponíveis por meio da plataforma “Autoatendimento” e do aplicativo móvel e-Título. 

Apesar de atestar a lisura do pleito, a organização também relatou “clima de tensão e forte polarização política, com uma manifesta judicialização, confrontos pessoais e narrativas de desinformação destinadas a gerar desconfiança quanto à integridade do sistema eletrônico de votação”. 

Pontos de Atenção

Em relação aos pontos de atenção, a OEA destacou a ausência de um debate eleitoral entre os candidatos aos cargos de presidente e vice-presidente da República. Mas reconheceu a realização de inúmeros debates entre candidatos a governadores. 

O relatório também citou a “ausência de critérios jurídicos harmonizados na Justiça Eleitoral sobre o uso da imagem real ou gerada por inteligência artificial de pessoas proibidas de participar da política, tanto na propaganda digital quanto na física”.

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