A
prefeitura de São Roque arrecadou quase R$ 2,77 milhões a mais que o previsto.
Esse crescimento foi puxado pelas receitas patrimoniais que cresceram 51%,
especialmente devido às aplicações financeiras que havia a previsão de se
arrecadar R$ 9,6 milhões e foi arrecadado R$ 14,6 milhões. Além disto, a
prefeitura postergou pagamentos e deixou os restos a pagar quase R$ 21 milhões.
Isso possibilitou que a prefeitura fechasse com caixa alta e crescimento de
mais de 18%.
A
receita de impostos cresceu quase 6,5%, puxada pelo ITBI (+30%) e ISS (+15,5%),
já a arrecadação de IPTU foi quase R$ 370 mil abaixo da previsão (-4,1%). Outra
receita que cresceu foi com a arrecadação de dívida ativa, impostos atrasados
que foi de R$ 2,88 milhões a cima do previsto (+54%).
As
receitas de capital, especialmente transferências de convênios para obras
(especialmente do governo do Estado) não se realizaram, visto que foram R$ 9,1
milhões podendo ter atrasado a pavimentação no Guaçu, nas Vinhas do sol, na
área Central e no Taboão.
Se
entesourar recursos é algo feito com rapidez, já o mesmo não ocorre com a
despesa por função e sub função, visto que deixou de ser aplicado R$ 227 mil
(-65%) dos recursos para defesa civil, preparação da cidade para as chuvas, R4
117 mil para assistência a criança e ao adolescente. Em infraestrutura urbana
deixou de ser aplicado pelo menos R$ 3,8 milhões (-16%), sendo que o restos a
pagar chegou a mais de R$ 12 milhões. Como o município não informa detalhes dos
gastos não se pode saber com exatidão o que foi afetado, mas pode envolver as
obras de pavimentação na cidade, requalificação da área Central, drenagem em
Mailasqui e reurbanização do Goianã.
Na
habitação deixou de ser investido R$ 50 mil na construção e implantação e
urbanização de núcleos habitacionais.
Na
educação, deixou-se de aplicar mais de R$ 200 mil reais, sendo que no ensino
fundamental deixou-se de aplicar R$ 1 milhão, no ensino superior R$ 87 mil
(-43,5%), bolsa para alunos estudarem nas faculdades, para ensino de jovens e
adultos nada foi aplicado e 54% de corte para educação especial, para
portadores de necessidades especiais.
A
saúde teve um crescimento de 6,5% frente à despesa prevista e o gasto com a
administração, onde se concentra o gasto com pessoal teve crescimento de R$ 3,2
milhões, quase 16%.
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