DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Um forte terremoto de magnitude 8,9 atingiu a costa
nordeste do Japão nesta sexta-feira, seguido de um tsunami com ondas de até dez
metros de altura, causando aos menos 32 mortes e sérios danos a diversas
cidades da região, segundo autoridades locais. Trata-se do pior tremor a
atingir o país desde que começaram a ser feitos registros, no final do século
19, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).
O tremor desta sexta foi seguido por ao menos 19
réplicas, muitas delas de magnitude 6.0. Cidades e vilarejos ao longo dos 2.100
quilômetros da costa leste do país foram afetadas por violentos tremores que
atingiram até a capital, Tóquio, localizada a 373 quilômetros de distância do
epicentro.
"O terremoto causou grandes danos a vastas
áreas no norte do Japão", afirmou o premiê Naoto Kan em uma entrevista
coletiva.O terremoto ocorreu às 14h46 da hora local (2h46 em
Brasília) e teve seu epicentro no Oceano Pacífico, a 130 quilômetros da
península de Ojika, e a uma profundidade de 24,4 quilômetros, de acordo com o
USGS.
Com o tsunami, grandes barcos de pesca e outras
embarcações invadiram cidades, levados por altas ondas, batendo contra viadutos
em algumas localidades. Imagens da TV japonesa NHK e da emissora americana CNN
mostram veículos virados e parcialmente submersos.
Ondas de água lamacentas varreram a cidade de
Sendai, atingindo edifícios, alguns em chamas, enquanto carros tentavam fugir.
O aeroporto de Sendai, no norte de carro, foi inundado com carros, caminhões,
ônibus e muita lama ficou depositada em suas estradas. Incêndios se espalharam
por uma área da cidade, informou a NHK.
"Nossa avaliação inicial indica que já há
danos enormes", afirmou o porta-voz do governo, Yukio Edano. "Nós
faremos o máximo de esforço de assistência."
Segundo ele, o Ministério da Defesa está enviando
tropas para a região atingida. Um avião e diversos helicópteros já estão a
caminho.
Um grande incêndio atingiu a refinaria de petróleo
Cosmo, na cidade de Chiba (perto de Tóquio). Bombeiros tinham dificuldades para
lidar com as chamas, que chegaram a 30 metros de altura.
A agência de desastres afirmou que ao menos 32
pessoas morreram no tremor seguido por tsunami.
As vítimas incluem um homem de 67 anos, esmagado
por uma parede, e uma idosa, atingida pelo teto da própria casa, que desabou,
ambos na região de Tóquio. Outras três pessoas morreram soterradas dentro de
casa em Ibaraki, a nordeste da capital.
"O terremoto causou grandes danos a vastas áreas no norte do Japão", afirmou o premiê Naoto Kan em uma entrevista coletiva.O terremoto ocorreu às 14h46 da hora local (2h46 em Brasília) e teve seu epicentro no Oceano Pacífico, a 130 quilômetros da península de Ojika, e a uma profundidade de 24,4 quilômetros, de acordo com o USGS.
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O tremor também paralisou em todo o país os
serviços do "shinkansen", o trem-bala japonês. Em Tóquio foram
desativados os serviços de metrô e de trens suburbanos, e passageiros foram
retirados do aeroporto de Narita. Relatos também indicam que a comunicação por
celular foi cortada.
O principal aeroporto de Tóqui foi fechado. Já uma
grande parte do aeroporto de Ibaraki, 80 quilômetros a nordeste de Tóquio,
desmoronou.
Cerca de quatro milhões de casas estão sem energia
elétrica em seis províncias do país, segundo informaram as autoridades.
O Japão, situado no 'anel de fogo do Pacífico',
sofre frequentes terremotos, que raramente causam vítimas devido às rígidas
normas de construção vigentes no país.
Após o terremoto que ocorreu há dois dias no país,
a Agência Meteorológica japonesa advertira que durante uma semana poderia haver
réplicas, embora tenha sido estimado que a intensidade máxima seria de
magnitude 4 pela escala japonesa --cujo nível máximo é 7.
O último terremoto de grandes proporções a atingir
o Japão havia sido em 1932 em Kanto --o tremor, de magnitude 8,3, matou 143 mil
pessoas, segundo o USGS.
Em 1996, um outro tremor, de magnitude 7,2, deixou
6.400 mortos na cidade de Kobe.
O Japão está situação do "Anel de Fogo"
--um arco de regiões de terremotos e vulcões que se estende pelo Pacífico e
onde cerca de 90% dos tremores do mundo ocorrem.
Um deles, de magnitude 8,8 no oceano Índico e que
foi seguido por um tsunami, matou estimadas 230 mil pessoas em 12 países em 26
de dezembro de 2004.
ALERTAS
O aviso de ondas gigantes emitido nesta sexta-feira
pelo Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico foi ampliado para Austrália, Nova
Zelândia, Polinésia e países do litoral oeste do continente americano.
"A avaliação do nível do mar confirma que foi
gerado um tsunami que pode causar grandes danos", adverte em seu site o
Centro, que pede que as autoridades "tomem as medidas apropriadas diante
desta ameaça".
México, Guatemala, El Salvador, Costa Rica,
Nicarágua, Panamá, Honduras, Chile, Equador, Colômbia e Peru foram incluídos no
último boletim do Centro, que fez o mesmo com Austrália, Nova Zelândia, Fiji,
Samoa e várias ilhas da Polinésia.
Inicialmente, o primeiro alerta foi emitido para
Japão, Rússia, Filipinas, ilhas Marianas, Guam, Taiwan, Ilhas Marshall,
Indonésia, Papua Nova Guiné, Micronésia e Havaí (EUA).
As Filipinas ordenaram nesta sexta a evacuação de
milhares de cidadãos na costa oriental do terço norte do país pelo risco de um
tsunami atingir a região.
Segundo o Instituto Filipino de Vulcanologia e
Sismologia (Philvolcs), a onda gigante chegará ao litoral leste da ilha de
Luzon entre 17h e 19h do horário local (6h e 8h de Brasília).



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