Câmara tenta, mas não vota projeto das contas de 2008
Carlos Araújo
carlos.araujo@jcruzeiro.com.br
Terminou em tumulto a sessão da Câmara de Capela do Alto que votaria ontem à noite o projeto das contas do ex-prefeito Ubirajara Roberto Mori (PSDB) referentes a 2008 e que receberam parecer desfavorável pelo Tribunal de Contas do Estado. Por conta de bate-boca, xingamentos, vaias, insultos que envolveram a plateia, a presidente da Câmara, Terezinha de Fátima Simões (PSDB), encerrou a sessão às 21h07 sem a votação do projeto. Mori, que estava na plateia, levantou-se para acusar o vereador Célio Cleto (PTN) de ter pedido R$ 20 mil para votar pela aprovação do projeto e o classificou como "corrupto". Cleto, por sua vez, desafiou: "Tem alguma coisa que prove? Tem alguma coisa gravada? Que prove/" "Terezinha interveio: "Por favor, ordem na Casa." A partir daí o vozerio tomou conta do ambiente e não houve mais condições de a sessão continuar.
Fora da Câmara, Mori exibiu publicamente, diante de várias pessoas, um maço de R$ 5 mil com a acusação de que este valor teria sido apresentado a Célio Cleto como contraproposta de negociação. A ideia, segundo Mori, seria gravar o contato se Cleto aceitasse a oferta, mas ele a teria rejeitado e insistido no valor de R$ 20 mil. A esta altura, Cleto foi procurado pela reportagem na Câmara, mas já tinha se retirado.
Após o encerramento da sessão, houve um instante em que Mori falou que a acusação de corrupção foi fruto de "emoção do momento". Mas logo reviu a sua posição, afirmando que "ele (Cleto) pediu R$ 20 mil para votar" favoravelmente ao projeto. Isto aconteceu, segundo ele, na sexta-feira. Disse que outros vereadores intermediaram a negociação e identificou, como um dos negociadores, o vereador Manoel Neves (PP). Segundo Mori, o dinheiro nem é seu, porque não o tem, e os "amigos" é que teriam levado o valor a Cleto.
Terezinha admitiu que a acusação é "grave" e disse que "nós vamos averiguar". Perguntada se a Câmara vai tomar alguma providência, disse: "Eu não me pronuncio porque eu não tinha conhecimento." Em meio aos discursos contrários e a favor ao projeto, Célio Cleto pediu a palavra e Terezinha a concedeu depois de ouvir a assessoria jurídica da Câmara. No momento em que ele se posicionou contra o projeto, Mori levantou-se e, em voz alta, começou a acusá-lo de "corrupto" e a citar o valor de R$ 20 mil. O ex-prefeito recebeu o apoio da maioria das pessoas da plateia.
Na abertura da sessão, havia 300 pessoas na Câmara, segundo Terezinha, incluindo professores. Depois que os professores saíram, ficaram ainda cerca de 150 pessoas. A segurança foi reforçada: 5 guardas civis municipais (normalmente são 2) e mais 2 policiais militares.
Segundo Mori, o Tribunal de Contas considerou desfavorável as contas de 2008 porque foi o ano em que repassou 9,34% do orçamento municipal para a Câmara, quando o limite era de 8%. Ele também não pagou precatórios "porque a Prefeitura não tinha dinheiro". Argumentou: "Se eu pagasse os precatórios, eu deixaria de pôr remédio na saúde. Então eu peguei o dinheiro que estava destinado para os precatórios e coloquei R$ 200 mil na saúde. Não faltou remédio nos anos em que eu estive como prefeito, não faltou ambulância."
carlos.araujo@jcruzeiro.com.br
Terminou em tumulto a sessão da Câmara de Capela do Alto que votaria ontem à noite o projeto das contas do ex-prefeito Ubirajara Roberto Mori (PSDB) referentes a 2008 e que receberam parecer desfavorável pelo Tribunal de Contas do Estado. Por conta de bate-boca, xingamentos, vaias, insultos que envolveram a plateia, a presidente da Câmara, Terezinha de Fátima Simões (PSDB), encerrou a sessão às 21h07 sem a votação do projeto. Mori, que estava na plateia, levantou-se para acusar o vereador Célio Cleto (PTN) de ter pedido R$ 20 mil para votar pela aprovação do projeto e o classificou como "corrupto". Cleto, por sua vez, desafiou: "Tem alguma coisa que prove? Tem alguma coisa gravada? Que prove/" "Terezinha interveio: "Por favor, ordem na Casa." A partir daí o vozerio tomou conta do ambiente e não houve mais condições de a sessão continuar.
Fora da Câmara, Mori exibiu publicamente, diante de várias pessoas, um maço de R$ 5 mil com a acusação de que este valor teria sido apresentado a Célio Cleto como contraproposta de negociação. A ideia, segundo Mori, seria gravar o contato se Cleto aceitasse a oferta, mas ele a teria rejeitado e insistido no valor de R$ 20 mil. A esta altura, Cleto foi procurado pela reportagem na Câmara, mas já tinha se retirado.
Após o encerramento da sessão, houve um instante em que Mori falou que a acusação de corrupção foi fruto de "emoção do momento". Mas logo reviu a sua posição, afirmando que "ele (Cleto) pediu R$ 20 mil para votar" favoravelmente ao projeto. Isto aconteceu, segundo ele, na sexta-feira. Disse que outros vereadores intermediaram a negociação e identificou, como um dos negociadores, o vereador Manoel Neves (PP). Segundo Mori, o dinheiro nem é seu, porque não o tem, e os "amigos" é que teriam levado o valor a Cleto.
Terezinha admitiu que a acusação é "grave" e disse que "nós vamos averiguar". Perguntada se a Câmara vai tomar alguma providência, disse: "Eu não me pronuncio porque eu não tinha conhecimento." Em meio aos discursos contrários e a favor ao projeto, Célio Cleto pediu a palavra e Terezinha a concedeu depois de ouvir a assessoria jurídica da Câmara. No momento em que ele se posicionou contra o projeto, Mori levantou-se e, em voz alta, começou a acusá-lo de "corrupto" e a citar o valor de R$ 20 mil. O ex-prefeito recebeu o apoio da maioria das pessoas da plateia.
Na abertura da sessão, havia 300 pessoas na Câmara, segundo Terezinha, incluindo professores. Depois que os professores saíram, ficaram ainda cerca de 150 pessoas. A segurança foi reforçada: 5 guardas civis municipais (normalmente são 2) e mais 2 policiais militares.
Segundo Mori, o Tribunal de Contas considerou desfavorável as contas de 2008 porque foi o ano em que repassou 9,34% do orçamento municipal para a Câmara, quando o limite era de 8%. Ele também não pagou precatórios "porque a Prefeitura não tinha dinheiro". Argumentou: "Se eu pagasse os precatórios, eu deixaria de pôr remédio na saúde. Então eu peguei o dinheiro que estava destinado para os precatórios e coloquei R$ 200 mil na saúde. Não faltou remédio nos anos em que eu estive como prefeito, não faltou ambulância."
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