20/09/2011

Fernando Haddad ganha apoio da maior ala do PT


Folha de S.Paulo
O ministro Fernando Haddad (Educação) ganhou ontem o apoio da corrente majoritária do PT na disputa interna para definir o candidato do partido à Prefeitura de São Paulo no ano que vem.
Haddad recebeu a adesão da CNB (Construindo um Novo Brasil), integrada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela presidente Dilma Rousseff. A ala controla 60% do diretório nacional e cerca de 30% da cúpula municipal da legenda.
A decisão reduz as chances da senadora Marta Suplicy de concorrer à prefeitura pela quarta vez seguida --ela venceu em 2000 e perdeu em 2004, para José Serra (PSDB), e em 2008, para Gilberto Kassab (ex-DEM, hoje no PSD).
Também disputam a indicação no PT os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini e o senador Eduardo Suplicy.
Cara nova
Seguindo roteiro traçado por Lula, Haddad dedicou as últimas semanas a conversas com dirigentes e parlamentares influentes na legenda.
Ele investiu no mantra de que os petistas precisam de uma cara nova, prometeu se engajar mais na vida partidária e pediu união para interromper a sequência de derrotas eleitorais na cidade.
O discurso foi repetido ontem de manhã, na reunião fechada que formalizou o apoio do CNB. Haddad falou duas vezes. Ao analisar a divisão de forças na sigla, agradou ao definir a corrente como o centro gravitacional do petismo. "Ele aprendeu rápido a usar o bambolê da política", elogiou Francisco Rocha, coordenador nacional da CNB.
O ministro conseguiu quebrar a resistência do deputado Ricardo Berzoini, que havia se recusado a assinar uma moção de apoio à sua pré-candidatura alegando cerceamento à democracia no partido.
Apoio de Lula
Haddad integra uma corrente minoritária, a Mensagem ao Partido, que tem 16% da direção nacional e 7% da cúpula municipal. O apoio de Lula foi o passaporte para chegar à ala dominante do partido.
O ex-presidente defende que Haddad seja indicado por consenso e busca uma saída honrosa para Marta. A senadora lidera a corrida à prefeitura com até 31% das intenções de voto, segundo o Datafolha. Haddad oscila entre 1% e 2%

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