03/09/2011

Policial que ganha R$ 3.500 tem apartamento de R$ 2 milhões


Folha de S.Paulo
A Corregedoria da Polícia Civil investiga a evolução patrimonial do agente Ismar José da Cruz, especialista em se infiltrar em quadrilhas de tráfico internacional de drogas e tido como um expert do departamento de narcóticos do Estado.
A vida confortável que ele levava num apartamento de 280 m², em Perdizes, zona oeste paulista, chamou a atenção dos corregedores.
O imóvel, comprado há cerca de três anos e registrado em nome de um parente do policial, é avaliado em cerca de R$ 2 milhões.
Só o condomínio custa R$ 2.500 mensais. O salário de Cruz é de R$ 3.500.
A investigação ainda não encontrou justificativas, como o recebimento de herança, por exemplo, para seu padrão de vida.
Hoje, o apartamento está à venda.
A Corregedoria investiga também se o policial é proprietário de um sítio de 6.000 m², cujo valor de mercado pode chegar a R$ 1 milhão, em Mairinque, município a 71 km de São Paulo.
O sítio está em nome de Ronaldo Tovani, ex-juiz e advogado.
Em um contrato de gaveta, Cruz aparece como o verdadeiro dono do sítio.
Tovani afirma ser proprietário apenas do terreno e não das edificações do sítio.
Outro indício de patrimônio incompatível é o fato de, num assalto à casa do policial em 2004, os ladrões terem levado R$ 300 mil.
O policial também é investigado num caso de 2009 em que ajudou a apreender 269,5 kg de cocaína, mas só 4% era droga de fato.
Há suspeita de que o restante foi desviado antes da perícia.
Resposta
Cruz não quis falar sobre a investigação da Corregedoria.
A reportagem tentou ouvi-lo duas vezes.
Na segunda, ele disse que estava doente.

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