Presidente da Urbes diz que é a única maneira de diminuir número de mortes nas ruas da cidade
Wilson Gonçalves Júnior
wilson.junior@jcruzeiro.com.br
Os agentes de trânsito, os amarelinhos, vão passar por um treinamento específico, de formação continuada, no segundo semestre, para aprimorar a abordagem junto aos motoristas nas ruas de Sorocaba, informou o presidente da Urbes, Renato Gianolla, durante oitiva tensa, ocorrida na Câmara de Vereadores na tarde de ontem. Entretanto, Gianolla criticou o chamado bom senso, no caso de aliviar a punição dos motoristas infratores e defendeu a multa como única forma de diminuir o número de mortes nas ruas da cidade. "O Código de Trânsito antigo permitia esse bom senso, de fazer ou não multa e perdoar. Isso complicava muito e foi uma das primeiras coisas que tiraram do novo código, então os agentes estão na atitude correta. A abordagem educada quando necessário, isso eu cobro sempre e sempre vou cobrar", explicou.
A sessão teve momentos de tensão, principalmente envolvendo o presidente da Urbes e o vereador Irineu Toledo (PRB), que discutiram em plenário. Outro momento crítico envolveu o líder do governo, José Francisco Martinez (PSDB) e um grupo de pessoas que estava no auditório da Câmara e seria formado por agentes de trânsito de Sorocaba. O grupo vaiou Martinez, quando o parlamentar criticava a abordagem dos amarelinhos. O presidente do Legislativo, Marinho Marte (PPS) também discordou da atuação dos amarelinhos.
Na sua abordagem feita antes de iniciar os questionamentos dos vereadores, Gianolla explicou que a atuação dos amarelinhos acarretou no aumento das multas, tendo em vista que uma maior fiscalização sempre resultará no crescimento de autuações. "Está provado, se você aumentar mais a fiscalização, você aumenta a autuação. O que parece é que quando você mais fiscaliza, mais você acha quem tá fazendo coisa errada."
Entretanto, o presidente da Urbes enfatizou que os primeiros resultados já podem ser sentidos, tendo em vista que o município monitorou 124 pontos críticos, com reforço da sinalização e atuação dos agentes de trânsito. O número de acidentes, frisou, caiu em 78% nestes locais. Segundo dados estatísticos passados por ele, ocorreram no primeiro semestre do ano passado, 451 acidentes e, agora em 2011, o número chegou a 97, numa análise do mesmo período. "O que prova que com uma fiscalização efetiva e na rua tudo vai para o caminho certo, da diminuição do número de acidentes."
Gianolla disse que o número de fiscalização de Sorocaba ainda é insuficiente para atingir toda a cidade, como por exemplo chegar no número maior de pontos críticos, total de 880, para atingir os os principais corredores da cidade. Atualmente, a cidade possui 85 agentes de trânsito, número, segundo ele, inferior ao das cidade de São Paulo, Campinas e Piracicaba. "Sorocaba tem 1 agente para cada 4.261 veículos. Enquanto que São Paulo tem 1 agente para cada 3.555 veículo. Já Campinas tem 1 agente para 2.156 e Piracicaba 1 agente para cada 3.408", detalhou.
O presidente da Urbes explicou que a meta é reduzir em 50% o número de acidentes, já que a cidade está inserida num programa internacional juntamente com outras cidades de 160 países. Para ele, não existe outra maneira para isso, sem colocar em prática a questão do triângulo -educação, fiscalização e engenharia. "É forte o que vou falar e estamos matando 60 pessoas por ano no trânsito em Sorocaba e a intenção é reduzir esse número para 30. Todo acidente começa com uma infração de trânsito", citou, ao defender o rigor da multa.
wilson.junior@jcruzeiro.com.br
Os agentes de trânsito, os amarelinhos, vão passar por um treinamento específico, de formação continuada, no segundo semestre, para aprimorar a abordagem junto aos motoristas nas ruas de Sorocaba, informou o presidente da Urbes, Renato Gianolla, durante oitiva tensa, ocorrida na Câmara de Vereadores na tarde de ontem. Entretanto, Gianolla criticou o chamado bom senso, no caso de aliviar a punição dos motoristas infratores e defendeu a multa como única forma de diminuir o número de mortes nas ruas da cidade. "O Código de Trânsito antigo permitia esse bom senso, de fazer ou não multa e perdoar. Isso complicava muito e foi uma das primeiras coisas que tiraram do novo código, então os agentes estão na atitude correta. A abordagem educada quando necessário, isso eu cobro sempre e sempre vou cobrar", explicou.
A sessão teve momentos de tensão, principalmente envolvendo o presidente da Urbes e o vereador Irineu Toledo (PRB), que discutiram em plenário. Outro momento crítico envolveu o líder do governo, José Francisco Martinez (PSDB) e um grupo de pessoas que estava no auditório da Câmara e seria formado por agentes de trânsito de Sorocaba. O grupo vaiou Martinez, quando o parlamentar criticava a abordagem dos amarelinhos. O presidente do Legislativo, Marinho Marte (PPS) também discordou da atuação dos amarelinhos.
Na sua abordagem feita antes de iniciar os questionamentos dos vereadores, Gianolla explicou que a atuação dos amarelinhos acarretou no aumento das multas, tendo em vista que uma maior fiscalização sempre resultará no crescimento de autuações. "Está provado, se você aumentar mais a fiscalização, você aumenta a autuação. O que parece é que quando você mais fiscaliza, mais você acha quem tá fazendo coisa errada."
Entretanto, o presidente da Urbes enfatizou que os primeiros resultados já podem ser sentidos, tendo em vista que o município monitorou 124 pontos críticos, com reforço da sinalização e atuação dos agentes de trânsito. O número de acidentes, frisou, caiu em 78% nestes locais. Segundo dados estatísticos passados por ele, ocorreram no primeiro semestre do ano passado, 451 acidentes e, agora em 2011, o número chegou a 97, numa análise do mesmo período. "O que prova que com uma fiscalização efetiva e na rua tudo vai para o caminho certo, da diminuição do número de acidentes."
Gianolla disse que o número de fiscalização de Sorocaba ainda é insuficiente para atingir toda a cidade, como por exemplo chegar no número maior de pontos críticos, total de 880, para atingir os os principais corredores da cidade. Atualmente, a cidade possui 85 agentes de trânsito, número, segundo ele, inferior ao das cidade de São Paulo, Campinas e Piracicaba. "Sorocaba tem 1 agente para cada 4.261 veículos. Enquanto que São Paulo tem 1 agente para cada 3.555 veículo. Já Campinas tem 1 agente para 2.156 e Piracicaba 1 agente para cada 3.408", detalhou.
O presidente da Urbes explicou que a meta é reduzir em 50% o número de acidentes, já que a cidade está inserida num programa internacional juntamente com outras cidades de 160 países. Para ele, não existe outra maneira para isso, sem colocar em prática a questão do triângulo -educação, fiscalização e engenharia. "É forte o que vou falar e estamos matando 60 pessoas por ano no trânsito em Sorocaba e a intenção é reduzir esse número para 30. Todo acidente começa com uma infração de trânsito", citou, ao defender o rigor da multa.
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