Leo Arcoverde
do Agora
A gestão Gilberto Kassab (PSD) gasta, desde agosto do ano passado, 143% a mais em um curso para habilitar guardas-civis a guiar motos. Para cada GCM, a prefeitura paga R$ 1.226,90 a uma autoescola do Jabaquara, zona sul de SP. Para clientes comuns, o custo pelo mesmo curso é de R$ 505.
Os dados estão no portal "De Olho nas Contas". O site mostra que, entre agosto de 2010 e a semana passada, a Secretaria Municipal da Segurança Urbana repassou R$ 498.125 ao Centro de Formação de Condutores Destak. Nesse período, 406 guardas-civis fizeram o curso --388 concluíram a habilitação e 18 aguardam o exame final.
O preço de R$ 505 é cobrado ao aluno já habilitado para dirigir carros. Um dos requisitos do concurso para guarda-civil é possuir CNH (Carteira Nacional de Habilitação) B, obrigatório para motorista de automóvel.
Resposta
Aulas foram específicas, diz secretaria
Aulas foram específicas, diz secretaria
A Secretaria Municipal da Segurança Urbana disse, por meio de nota, que optou por um curso diferente do comum porque as atividades dos guardas-civis não se resumem "à simples condução de uma motocicleta".
Segundo a pasta, durante o curso teórico, os instrutores da autoescola Destak abordaram temas voltados do cotidiano dos agentes da corporação.
A secretaria afirmou ainda que 18 guardas não fizeram o curso teórico pois substituíram GCMs que abandonaram a capacitação depois de frequentar estas aulas.
A pasta disse também que a capacitação oferecida pela CET é voltada ao motociclista comum e não um profissional de segurança urbana como os guardas-civis.
Resposta 2
Qualidade justifica valor, afirma escola
Qualidade justifica valor, afirma escola
O empresário Ednaldo Assunção Bahia, dono da autoescola Destak, disse que o curso para os guardas-civis tinha um padrão de qualidade que justificava o valor cobrado. "Com ele, buscamos oferecer para a cidade de São Paulo pessoas preparadas para conduzir uma motocicleta e fornecer um bom serviço de segurança.
Segundo ele, o material didático foi montado para atender às necessidades dessa capacitação. Assunção admitiu ainda que "três, no máximo, quatro" GCMs não fizeram o curso teórico, mas negou a falta de lanche.
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